O Paulo Souza lembrou de dois “clipes” da era pré-MTV, que nos são muito caros. Sim, turma mais nova, antes da MTV o videoclipe já existia – o que a MTV fez foi juntá-los todos num só canal e tocá-los durante sua programação como se fosse uma estação de rádio – uma “rádio de sucessos, formato top 40 visual”.
Dito isto vamos os clipes do Paulo: são os créditos de abertura de um filme e de uma série de TV
Com Steppenwolf:
E, dando os créditos a quem de direito, com música de David Rose, executada por Jay Livingston & Ray Evans.
Mas relembrando daqueles tempos, temos alguns dos reais precursores dos videoclipes:
O TOP TOP é uma coluna inspirada naquele legendário programa da MTV (e que eu particularmente adoro!) em que os VJs Leo Madeira e Marina Person listam um TOP 10 de vários assuntos interessantes e bizarros. Como eu não sei se o programa ainda existe (e se existe, eu com minha vida de proletariado, não consigo mais assistir) resolvi ressucitá-lo aqui na nossa vitrola.
Ainda em clima de Beatles, na onda do show do Paul, e nesse vício que nunca acaba que é a “beatlemania”, resolvi citar o MEU TOP TOP (deixo bem claro que é o meu, aberto a sugestões, críticas, elogios e outras coisas mais) das músicas destes que são um dos meus maiores (senão os maiores) ídolos.
Deixando a “babação” de lado aqui segue o TOP 5 da Marina Sousa para The Beatles:
Nº5: Hey Bulldog (John Lennon/1969)
Não há nada demais na letra, nenhum exagero a lá John Lennon. A música é simplesmente minha nº5 do TOP TOP por seu pianinho delicioso no começo, além de um baixo sedutor de Paul. E é claro, o refrão é uma delícia de cantar: “You can talk to me, if you’re lonely you can talk to me…”
Nº4: I Me Mine (George Harrison/1970)
“I Me Mine” é uma música que começa a descrever o fim dos Beatles. Não que isto seja um ponto positivo para a banda, mas talvez serviu para que George tivesse mais espaço como músico e autor de boas músicas. A guitarra no início da música caracteriza “I Me Mine” como uma canção de Harrison, e a mudança de ritmo do início para o refrão é um luxo a parte, adoro! E uma observação interessante, John não participou da gravação desta música, será por isto que ela soa tão leve? (eu e minhas implicâncias com John =p )
Nº3: Golden Slumbers, Carry That Weight, The End (Paul McCartney/1969)
Eu me dei o direito de escolher 3 músicas em uma posição. Especialmente porque elas propositalmente se completam, em mais uma genialidade de McCartney. Estas não são as únicas músicas do quarteto que se completam, porém são minhas favoritas. Golden Slumbers e Carry That Weight se encaixam tão bem que quando você escuta o Abbey Road não percebe que trocamos de faixa. The End talvez não se encaixe tão bem quanto as outras (e era para ser a música final do LP se não fosse a inclusão de Her Majesty), mas merece destaque por permitir que os fab four mostrassem suas habilidades músicais: John, Paul e George oscilando em solos de guitarra e Ringo se destacando em um maravilhoso solo de bateria. E é claro, termina com uma das mais belas frases (mas a cara de John) entoada pelos Beatles: “And in the end, the love you take is equal to the love you make”.
Nº2: Yer Blues (John Lennon/1968)
Este lado B do White Album é a prova de que John Lennon não era só um letrista chato, mas era um grande músico. Um blues, delicioso, para nenhum BB King, Eric Clapton ou qualquer outro botar defeito. Letra simples, boa guitarra, e bom acompanhamento de baixo e bateria. Precisa mais do que isto John? E olha, você entrou no meu top 2! =p
Nº1: A Day In Life (Lennon/McCartney/1967)
Foi difícil escolher a nº1. Mas ultimamente tenho apreciado as músicas dos Beatles que tem mudanças de ritmo, de harmonia e de cara. “A Day In Life” é isto. É John e Paul, é o poético e o pop, o alegre e o triste, é a prova de que eles eram essenciais juntos, porém nitidamente diferentes. Não há quem não se emocione com o “oh boy” de John na primeira frase da música, e quem não mexa os pezinhos de alegria na hora que entra Paul e seu piano inconfundível. Além de ser a primeira música com a entrada de uma orquestra na melodia. É por isto que ela é meu TOP 1.
É claro que o TOP TOP (especialmente dos Beatles), é mutável, afinal meu gosto é que nem roupa, muda todo dia, e cada dia gosto de algo mais ou menos. Mas a essência está ai! E ai? Qual é o seu TOP TOP dos Beatles?
Nosso queridissimo ex-beatle e dono de uma carreira solo de sucesso, Sir Paul McCartney, esteve no Morumbi, em SP, no final de semana, como dissemos em alguns posts atrás. A turma dos Sousas esteve por lá, e vou deixar aqui algumas de minhas impressões (que acho que batem com a dos meus familiares).
Paul não é só um ex-beatle de sucesso. Paul é um “showman”, e mais do que isto, é um “showman” que sabe o que faz e que ama o que faz. É incrível como para ele ser um popstar é sinônimo de prazer (e isto desde a época dos beatles). Paul sempre gostou dos holofotes, e vamos concordar, os holofotes sempre gostaram dele.
Esbanjando simpatia Paul fez um show para qualquer beatlemaníaco (como nós sousas somos) não botar defeito, e para aqueles que foram somente apreciar a vinda de uma estrela ao Brasil, estes também sairam satisfeitos. Ele viajou entre músicas dos Beatles (seus grandes hits, dando também espaço a “Something” de George Harrison – com direito a ukelelê e tudo – e de “A Day In Life” -um dos grandes sucessos Lennon/McCartney- e “Give Peace a Chance” de John Lennon), hits da época de Wings (como “Jet”, cantada em coro pela plateia) e hits da carreira solo.
Paul ainda veio acompanhado de uma banda a sua altura, que vem em turnê com ele há 10 anos. O baterista Abe Laboriel Jr além de brincar com a plateia (dançando no fundo ao som de Dance Tonight) deu um show a parte em uma de minhas favoritas de Paul na época dos Beatles, a música “The End”. Aquele é um solo de bateria para ninguém botar defeito (e para contestar aqueles que acham Ringo um péssimo músico). Os outros não ficaram atrás: Paul Wickens no teclado, Brain Ray no baixo e guitarra e Rusty Anderson na guitarra (este também mostrando sua boa atuação em “Live and Let Die” e “Helter Skelter”).
Falando em “Live and Let Die”, talvez este tenha sido o momento em que mais me surpreendi no show. Eu sabia dos jogos de fogos de artificio, chamas saindo do palco e imagens rápidas no telão, mas devo assumir que foi realmente impressionante. Paul transformou a música, que não é lá estas coisas, em um mega hit, digno de qualquer superstar da música pop.
Portanto para celebrar o momento deixo com vocês uma mostrinha do show com, é claro, um trecho de “Live and Let Die”: