Os 50 Solos de Guitarra Mais Influentes do Rock – Parte III

Continuando a série:

#9 – Jeff Beck – Over Under Sideways Down (1966)

Porque é importante: ” Talvez nenhuma outra banda tenha inspirado tantos guitarristas quanto os Yardbirds. No clássico Over Under Sideways Down, Beck baseia-se nos sons viajantes da cítara, como na maior parte de suas gravações da época. Misturando loucuras modais e pentatônicas furiosas, este solo ainda se mantém como um dos melhores momentos de Beck – o que não é pouca coisa.” (Guitar Player)

Jeff Beck e a Fender Squire 1954 /Vox AC30

#10  –Albert King– Born Under a Bad Sign (1967)

Porque é importante: “São admiradores de Albert King: Stevie Ray Vaugham, Eric Clapton e Jimi Hendrix. Seu fraseado econônmico e os bends executados com autoridade são lição obrigatória para quem deseja tocar o blues rock.Em Born under a bad sign a Gibson Flying V de King geme, grita e move montanhas, graças a bends intensos e a um timbre penetrante que revela todas as nuanças do estilo King. Essa música também prova que embora Stevie Ray Vaugham e  Eric Clapton pudessem tocar Albert, como guitarristas eles não chegavam nem perto dele.” (Guitar Player)

Gibson Flying V                                               Albert King

#11  –Eric Clapton– Crossroads (1968)

Porque é importante: ” Eric “Slowhand” Clapton, mal sabia que depois de tocar no Winterland, em San Francisco (EUA) ele havia criado um molde para o que seria uma guitarra de blues rock uivante, lírica e expressiva. O primeiro solo de Clapton é um exemplo de intensidade guitarrística, enquanto o segundo vai ainda mais longe e chega ao climax. Nem uma única nota à toa, fraseado impecável e vibrato do mais alto nível de elegância – Clapton foi perfeito e uma nota a mais poderia estragar tudo.” (Guitar Player)

A guitarra:

Gibson ES 335 1964/Eric Clapton

Os 50 Solos de Guitarra Mais Influentes do Rock – Parte II

#5 – Chuck Berry – Johnny B. Goode (1958)

Porque é importante:  ” A introdução desta música, talvez  seja a parte de guitarra mais importante já gravada. Seus double-stops reinaram na era pós-Elvis e seu timbre e energia ecoaram no estilo de George Harrison, Keith Richards, Eddie van Halen e Angus Young, para citar apenas uma ínfima parte dos guitarristas que copiaram esses licks.” (Guitar Player)

Les Paul Custom/Chuck Berry

#6 – Hank Marvin – Apache  (1960)

Porque é importante:  “Influenciou toda uma geração de artistas britânicos (e brasileiros), com o belíssimo eco aplicado neste hit.Ele ligou sua Stratocaster a um delay de fita Meazzi Echomatic e a um Vox AC 30 . Marvin usou, na maior parte do tempo, o captador da ponte, mas palhetava perto do braço e manuseava a alavanca para obter o timbre carcterístico” (Guitar Player)

Delay Meazzi Echomatic / Vox AC 30 / Hank Marvin e a Fender Stratocaster

#7 – Freddie King  – Hideway  (1960)

Porque é importante: “Hideway foi construída com partes extraidas de músicas de Hound Dog Taylor, Jimmy McCraklin, Robert Lockwood Jr e até de Henri Mancini. Observe como ele recicla trechos de The Walk e de Peter Gunn. Eric Clapton gravou uma versão de Hideway no álbum Blus Breakers de 1966 , de John Mayall. Freddie ou Freddy King foi tido como um dos maoires guitarristas de blues dos anos 1960-1970. ” (Guitar Payer) Por falar nisto, foi de Freddy King foi o primeiro disco de blues que eu comprei, e a partir daí me apaixonei pelo estilo.

Guitarra usada:

Gibson Les Paul com P-90

#8- James Burton  – Hello Mary Lou  (1961)

Porque é importante:  “James Burton já era um guitarrista veterano quando se tornou guitarrista da banda de Ricky Nelson. Ele foi um grande guitarrista de rock, mas também inspirou amantes da seis-cordas com seu solo estalado em Hello Mary Lou”

A guitarra:

Fender Telecaster              James Burton

Nova Série: Os 50 Solos de Guitarra Mais Influentes do Rock

Julho, mês do Rock, e o Vitrola continua comemorando… Para os próximos dias vamos tentar postar os  50 Solos de Guitarra Mais Influentes do Rock , escolhidos pela influente revista Guitar Player americana. Espero que gostem, comentem, concordem ou discordem. Vamos lá:

#1 . Elmore James : Dust my Broom (1951):

Porque é importante: Segundo a Guitar Player ” todo guitarrista que toca slide guitar deve alguma coisa ao mestre Elmore, sendo que o som slide desta música reaparece incontáveis vezes em canções de rock e blues.” “Ainda segundo a Guitar Player a gravação original é em afinação D aberto (D,A,D,F#,A,D, do grave ao agudo), provavelmente em um flat-top Kay  ou Harmony Sovereign”. Uma curiosidade, Jimi Hendrix no início da carreira usou os nomes de Jimmy James ou de Maurice James, em homenagem a Elmore James.

Flat Top Kay e Harmony Sovereign

#2. Les Paul : How High is the Moon (1951)

Porque é importante: ” O uso de linhas sincopadas, uso de eco, double-stops ritmicos, bends blueseiros, figuras em cascata e ornamentações idiossincrásicas ajudaram a estabelecer o guitarrista como o mais criativo de sua geração. A versão original foi gravada com a velha Epiphone de Les Paul , mais conhecida como “Clunker” e “Breadwinner”, equipada com captadores envenenados, enrolados sob encomenda.” (Guitar Player)

Glossário: linhas sincopadas  (fortemente marcadas); double-stops ( Um double stop é quando se toca duas notas ao mesmo tempo)

Les Paul e sua “Clunker”

#3. Scotty Moore – That’s All Right Mamma (1954)

Porque é importante: ” Scotty Moore e sua Gibson ES-252, ligada a um Fender DeLuxe 1952, junto com Elvis Presley e o baixista Bill Black, criaram um estilo simples, objetivo, com muito suingue. O solo de guitarra de Scotty inspirou muitos instrumentistas de George Harrison a Keith Richards, passando por Jimmy Page e Danny Gaton. Os double-stops e a linha nas cordas graves são inesquecíveis , tornando esta passagem uma das mais importantes do rock. ” (de novo o texto é da Guitar Player)

A Gibson ES295 e Scotty Moore

#4. Eddie  Cochram – Sittin’ In the Balcony (1957)

Porque é importante: ” Forte carisma, timbres recheados de ecos e extrememente influente no final dos anos 1950. (p.e. : Paul McCartney tocou Twenty Flight Rock no seu primeiro encontro com John Lennon). Cochram usava uma Gretsch 6120 ano 1955, equipada com um captador Gibson P-90 na posição do braço. O solo de Sttin’ in the Balcony  tem a influência de seus heróis Chet Atkins, Joe Maphis e Johnny Smit” (Guitar Player)

A Gretsch 6120 ano 1955 e Eddie Cochram

Mais 4 solos importantes no próximo post, aguarde.

Krautrock

Mas que diabo é Krautrock ?

A Vitrola responde…

” No final dos anos 60 e início dos 70, na Alemanha houve um movimento conhecido genericamente como Krautrock, que era  atribuído às bandas experimentais alemãs.  Era originalmente um termo utilizado de forma pejorativa pela imprensa musical inglesa, e acredita-se que tenha sido criado por ela a partir da expressão popular Kraut, que significa uma pessoa alemã e por sua vez derivada do prato tradicional alemão chucrute, sauerkraut (literalmente “repolho azedo”). No entanto, muito por causa do sucesso dessas bandas, o termo ganhou mais tarde um significado positivo sendo atualmente visto como um título de reconhecimento ao invés de insulto (Wikipedia)
Bandas tipicamente definidas como krautrock do começo de 1970 são Tangerine Dream, Faust, amon Düül II e Can, além das associadas ao produtor Conny Plank,  como Neu!, Kraftwerk e Kluster. Essas bandas manifestavam uma reação ao vácuo cultural na Alemanha pós- Segunda Guerra Mundial e de forma geral rejeitavam a cultura Anglo-Americana em favor de uma definição própria, mais radical e experimental, do que seria a nova cultura alemã.

O krautrock, em termos musicais, pode ser considerado uma síntese de influências que transitam entre a psicodelia de nomes como Pink Floyd (em sua fase inicial), La Monte Young e Velvet Underground e as vanguardas eruditas do século XX ( músicas concretas e eletroacústicas) , incluindo ainda passagens pelo minimalismo, pelo atonalismo e pelo Free Jazz. É caracterizado por um gosto obsessivo por dissonâncias, ruídos, colagens sonoras, improvisação e ritmo, freqüentemente preocupando-se mais com o timbre do que com a melodia.

Gêneros como o pós-punk (Pere Ubu, The Fall, Joy Division e PIL), música industrial (Einstürzende Neubauten), rock alternativo (Sonic Youth), eletrônico (Gary Numan, Throbbing Gristle e Cabaret Voltaire) ou mesmo o som de bandas como Mouse On Mars e Stereolab tiveram alguma inspiração no krautrock.

O nosso Blog irmão Raras Músicas dedica seu espaço neste mês para postar alguns albuns de Krautrock – apareça por lá e conheça.

Por enquanto fique com:

Dreamseekers: The Deadlies

Vamos escutar mais música nova? Em janeiro a Billboard americana apresentou uma lista de ” dreamseekers” : candidatos ao estrelato, artistas jovens e promissores que ainda não apareceram nas paradas da Billboard. Aqui está uma delas: The Deadlies de Los Angeles. É rock’n roll, então vamos escutá-la:


THE TOP 100 GREATEST ALBUMS OF THE DECADE

Quase todo mundo adora uma lista,né ? Mesmo que seja para discordar…

Esta é mais uma lista da NME, revista inglesa. Vamos escutar os 10 primeiros: Quer conhecer a lista inteira ?

10 – Radiohead – In Rainbows

09 – The Streets – Original Pirate Material

08 -Interpol – Turn On The Bright Lights

07 -Arcade Fire – Funeral

06 -PJ Harvey -Stories From the City, Stories From the Sea

05 -Yeah Yeah Yeahs -Fever To Tell

04 -Arctic Monkeys -Whatever People Say I Am, That’s What I’m Not

03 -Primal Scream -XTRMNTR

02 -The Libertines -Up The Bracket

01 -The Strokes -Is This It