Depois de um breve hiato continuamos a curtir rock>:
#28 – David Gilmour – Confortably Numb (1979)
Porque é importante: “Poucos solos superam a vibe de Gilmour nesta obra inesquecível. Empunhando uma Stratocaster 1979 preta com braço 1962 e captadores DiMarzio ligada a amps Hiwatt e falantes rotativos Yamaha RA-200, Gilmour transformou licks de bues em uma expressão pessoal única, que influenciou milhares de guitarristas. Comfortably Numb é a sua coroação com solista” (Guitar Player)
David Gilmour e a Fender Stratocaster 1979
#29 – Angus Young – You Shook Me All Night Long (1980)
Porque é importante: ” Nada mais lógico que uma música sobre sexo ter umsolo sexy,certo? Correto.Angus Young aplica suas influências blueseiras em um solo fumegante e divertido, carregado de atitude. Suas suculentas pentatônicas maiores e seu belo timbre – produzido com um antigo Marshall e uma Gibson SG – são a cobertura do bolo, recheado com seu groove, entonação e fraseado impecáveis” (Guitar Player)
Porque é importante: ” Talvez nenhuma outra banda tenha inspirado tantos guitarristas quanto os Yardbirds. No clássico Over Under Sideways Down, Beck baseia-se nos sons viajantes da cítara, como na maior parte de suas gravações da época. Misturando loucuras modais e pentatônicas furiosas, este solo ainda se mantém como um dos melhores momentos de Beck – o que não é pouca coisa.” (Guitar Player)
Jeff Beck e a Fender Squire 1954 /Vox AC30
#10 –Albert King– Born Under a Bad Sign (1967)
Porque é importante: “São admiradores de Albert King: Stevie Ray Vaugham, Eric Clapton e Jimi Hendrix. Seu fraseado econônmico e os bends executados com autoridade são lição obrigatória para quem deseja tocar o blues rock.Em Born under a bad sign a Gibson Flying V de King geme, grita e move montanhas, graças a bends intensos e a um timbre penetrante que revela todas as nuanças do estilo King. Essa música também prova que embora Stevie Ray Vaugham e Eric Clapton pudessem tocar Albert, como guitarristas eles não chegavam nem perto dele.” (Guitar Player)
Gibson Flying V Albert King
#11 –Eric Clapton– Crossroads (1968)
Porque é importante:” Eric “Slowhand” Clapton, mal sabia que depois de tocar no Winterland, em San Francisco (EUA) ele havia criado um molde para o que seria uma guitarra de blues rock uivante, lírica e expressiva. O primeiro solo de Clapton é um exemplo de intensidade guitarrística, enquanto o segundo vai ainda mais longe e chega ao climax. Nem uma única nota à toa, fraseado impecável e vibrato do mais alto nível de elegância – Clapton foi perfeito e uma nota a mais poderia estragar tudo.” (Guitar Player)
Julho, mês do Rock, e o Vitrola continua comemorando… Para os próximos dias vamos tentar postar os 50 Solos de Guitarra Mais Influentes do Rock , escolhidos pela influente revista Guitar Player americana. Espero que gostem, comentem, concordem ou discordem. Vamos lá:
#1 . Elmore James : Dust my Broom (1951):
Porque é importante: Segundo a Guitar Player ” todo guitarrista que toca slide guitar deve alguma coisa ao mestre Elmore, sendo que o som slide desta música reaparece incontáveis vezes em canções de rock e blues.” “Ainda segundo a Guitar Player a gravação original é em afinação D aberto (D,A,D,F#,A,D, do grave ao agudo), provavelmente em um flat-top Kay ou Harmony Sovereign”. Uma curiosidade, Jimi Hendrix no início da carreira usou os nomes de Jimmy James ou de Maurice James, em homenagem a Elmore James.
Flat Top Kay e Harmony Sovereign
#2. Les Paul : How High is the Moon (1951)
Porque é importante: ” O uso de linhas sincopadas, uso de eco, double-stops ritmicos, bends blueseiros, figuras em cascata e ornamentações idiossincrásicas ajudaram a estabelecer o guitarrista como o mais criativo de sua geração. A versão original foi gravada com a velha Epiphone de Les Paul , mais conhecida como “Clunker” e “Breadwinner”, equipada com captadores envenenados, enrolados sob encomenda.” (Guitar Player)
Glossário: linhas sincopadas (fortemente marcadas); double-stops ( Um double stop é quando se toca duas notas ao mesmo tempo)
Les Paul e sua “Clunker”
#3. Scotty Moore – That’s All Right Mamma (1954)
Porque é importante: ” Scotty Moore e sua Gibson ES-252, ligada a um Fender DeLuxe 1952, junto com Elvis Presley e o baixista Bill Black, criaram um estilo simples, objetivo, com muito suingue. O solo de guitarra de Scotty inspirou muitos instrumentistas de George Harrison a Keith Richards, passando por Jimmy Page e Danny Gaton. Os double-stops e a linha nas cordas graves são inesquecíveis , tornando esta passagem uma das mais importantes do rock. ” (de novo o texto é da Guitar Player)
A Gibson ES295 e Scotty Moore
#4. Eddie Cochram – Sittin’ In the Balcony (1957)
Porque é importante: ” Forte carisma, timbres recheados de ecos e extrememente influente no final dos anos 1950. (p.e. : Paul McCartney tocou Twenty Flight Rock no seu primeiro encontro com John Lennon). Cochram usava uma Gretsch 6120 ano 1955, equipada com um captador Gibson P-90 na posição do braço. O solo de Sttin’ in the Balcony tem a influência de seus heróis Chet Atkins, Joe Maphis e Johnny Smit” (Guitar Player)
A Gretsch 6120 ano 1955 e Eddie Cochram
Mais 4 solos importantes no próximo post, aguarde.