Linha do Tempo: Manoel Pedro dos Santos , o Bahiano

Aproveitando a correção de uma falha nossa, que havíamos publicado uma foto do Bahiano como se fosse o Xisto Bahia, vamos dar mais uma puxada na linha do tempo:

Manuel Pedro dos Santos, o Bahiano

(Santo Amaro, 5 de dezembro de 1887 — Rio de Janeiro, 15 de julho de 1944)

Cantor e compositor brasileiro Nascido em 5 de dezembro de 1887, em Santo Amaro da Purificação, na Bahia, Manuel Pedro dos Santos, que viveria no Rio de Janeiro até sua morte em 15 de julho de 1944, ganhou fama ao se tornar cançonetista com o apelido de Bahiano. Especializado em modinhas e lundus, que cantava acompanhando-se ao violão, teve a chance de se tornar conhecido e ganhar lugar definitivo na história da música popular brasileira e do samba em particular, ao gravar para a Casa Edison o considerado primeiro samba levado ao disco, o Pelo Telefone, em 1917.

Não fora a introdução do fonógrafo no Brasil, talvez a carreira de um dos mais celebrados intérpretes da música popular brasileira tivesse se perdido. Mas foi o fonógrafo o responsável por ser possível avaliar a obra do cantor Bahiano, logo após a implantação do aparelho no Brasil. Quando em 1903 Fred Figner, o proprietário da Casa Edison, fez editar o primeiro catálogo comercial de discos de sua fábrica, quem encabeçava a lista das primeiras 73 gravações era exatamente Bahiano, por ele contratado – junto com Cadete, outro intérprete popular – para ser o primeiro a gravar comercialmente no Brasil

Primeiro cantor a se profissionalizar no Brasil, gravou também o primeiro disco, que substituiu os cilindros gravados, como de hábito na época, em apenas uma das faces. Esse registro foi feito com o lundu de Xisto Bahia, Isto é bom, no selo Zon-O-Phone n° 10.001,  a primeira gravação em disco no Brasil (1902).

Fez sucesso até meados dos anos 20, gravando composições consideradas clássicas entre as centenas de sua discografia. A modinha Perdão Emília, de Eduardo das Neves, o tango de Arthur Azevedo, As Laranjas da Sabina, e a toada Caboca de Caxangá, de Catulo da Paixão Cearense e João Pernambuco, são exemplos.
No final da carreira grava Quem Eu Sou, lamentoso e autobiográfico: “Quem eu sou? / Um baiano atirado / Nessas vagas soberbas do mar / Já sem leme, bem perto da rocha / Desse abismo que vai me tragar” – e fecha com uma fala inesperada: “Canto há tantos anos e nunca arranjei nada. Finalmente, consegui um empregozinho nesta casa, com o que vou vivendo, graças a Deus”.

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O Echo Phonographico de São Paulo, homenageava em 1904 o cantor Bahiano. Com ele nascia a profissão de cantor.

Como cançonetista, participou do Teatrinho do Passeio Público e no Circo Spinelli. Na década (1910-1920), chegou a figurar em pequenos filmes, tais como O cometa, A seresta caipora, Serrana, entre outros. Morreu no Rio de Janeiro e entre outros grandes sucessos populares seus como intérprete foram Caboca di Caxangá (1913), A baratinha (1917), Dança do urubu (1917), Quem são eles? (1918), Já te digo (1919) e Tatu subiu no pau (1923).

(texto de Cifra Antiga)

Linha do Tempo: Charles Leslie Johnson

Charles Leslie Johnson (Kansas, 3 de Dezembro 1876 – Kansas, 8 de Dezembro 1950)

 Foi um compositor americano de ragtime e música popular. Ele nasceu  em Kansas City,Kansas e morreu em Kansas City, Missouri, e viveu sua vida inteira nestas duas cidades. Ele publicou cerca de 300 canções na sua vida, cerca de 40 delas  composições de ragtime como  “Doc Brown’s Cakewalk”, “Dill Pickles”, “Apple Jack (Some Rag)”, e “Snookums Rag”. Sua obra mais conhecida e vendida  foi uma balada sentimental chamada  “Sweet and Low”,  que vendeu um milhão de cópias. Alguns experts acreditam que Johnson viveu e trabalhou em Nova Iorque. Ele é tido, junto  com  Scott Joplin, James Scott, e Joseph Lamb como um dos  maiores compositores americanos de ragtime . Ele escreveu mais músicas que os outros três  combinados e mostrou também talento em estilos como valsas, tangos, cakewalks, marchas, e outros tipos de músicas populares.

Charles Johnson nasceu no distrito de Armourdale , Kansas de James R. e Helen F. Johnson.  Claramente um prodígio ,  ele começou tocando nos pianos dos vizinhos, com a idade de  6 anos, e também a estudar piano clássico, harmonia e teoria musical.  Embora tenha tido treinamento clássico, ele preferia a música popular, e tinha grande  habilidade com outros instrumentos:  violão, violino, banjo e bandolim. Na adolescência ele se envolveu na cena musical de Kansas,  participando de vários grupos locais. Foi neste ambiente que ele escreveu as suas primeiras composições.

Johnson foi casado duas vezes , a primeira com  Sylvia Hoskins, em 1901, com quem teve uma filha Frances.  Ninguém sabe por que este casamento terminou, ou o que aconteceu com Frances. Ele casou-se pela segunda vez  com Eva Otis, em 1926.

A carreira de Johnsonfoi estável e prolífica. Ele começou a trabalhar no final dos anos  1890’s  para J.W. Jenkins and Sons Music Company, em  Kansas City, Missouri. Nos próximos cinco anos Jenkins publicou 12 canções de  Johnson. Eventualmente  Johnson teve composições publicadas por outros editores. Em 1907, Johnson fundou sua própria companhia  e começou a publicar suas próprias músicas. Em adição, Johnson começou a publicar, escrever letras, músicas e fazer arranjos para outras pessoas. Sua maior parceria foi com  Fred Forster e a  Forster Music Publishing Company.

Em algum ponto de sua carreira  Johnson começou a escrever sob psedônimos. Ele que ele  mais usou foi o de Raymond Birch com os quais ele publicou  “Blue Goose Rag”, “Melody Rag”, e“Powder Rag”.Todavia, com qualquer nome, Johnson foi um dos principais compositores da era do Ragtime. O maior hit de 1906 foi o seu  rag “Dill Pickles”. O primeiro rag a vender 1 milhão de cópias  foi  “Maple Leaf Rag”, de Scott Joplin ; a segundo foi  “Dill Pickles”. Depois da publicação de  Dill Pickles houve um revival no interesse do ragtime , que sobreviveu por  mais uns dez anos.

Johnson tinha também grande habilidade em refletir as necessidades de seu tempo. Um exemplo marcante são as suas peças de tempo de guerra :  Guerra Hispano-Americana (1898) , Primeira Guerra Mundial (1914-1918) , e  Segunda Guerra Mundial (1939-1945) . Certamente muitas destas peças  (aproximadamente 20) respondiam ao intento patriota dos soldados.Entre estas peças as mais conhecidas são:  “GoodBye Susanna”, “Be a Pilgrim (And Not a Ram)”, “We Will Follow the Red, White, and Blue”, e “We Are All in the Same Boat Now”.

(Wikipedia)

Linha do Tempo: Jelly Roll Morton

Ferdinand Joseph LaMothe (20/09/1885 – 10/07/1941)

Conhecido como  Jelly Roll Morton,  foi um pianista ,bandleader e compositor americano, ligado ao jazz e ragtime do início do século XX . Amplamente reconhecido como uma figura fundamental para o estabelecimento do jazz como estilo musical. Era um notável arranjador, proporcionando que um gênero, que tinha suas raízes na improvisação, viesse a estabelecer um espírito e características únicas.

Quando adolescente, Jelly Roll Morton trabalhou em prostíbulos como pianista.De 1904 a 1917 Jelly Roll foi para o Sul. Para se manter ele trabalhou como um jogador de sinuca,   cafetão,   comediante de vaudeville e como um pianista. Ele foi uma figura importante de transição entre os estilos de piano do ragtime e do jazz . Ele tocou na  Costa Oeste de 1917 a 1922 e então mudou-se para Chicago. As gravações de  Morton feitas em  1923 e 1924 para o selo Gennett foram muito populares e influentes.

Ele formou a banda ” the Red Hot Peppers” e registrou uma série de discos clássicos para a Victor. As gravações que ele fez  em Chicago apresentaram alguns dos melhores músicos de New Orleans:  Kid Ory, Barney Bigard, Johnny Dodds, Johnny St. Cyr e Baby Dodds. Em 1928 Morton já estava em  Nova Yorke, onde continuou a gravar para a Victor até 1930. Sua versão Nova-iorquina dos The Red Hot Peppers, apresentaram músicos como Bubber Miley, Pops Foster e Zutty Singleton.

Como muitos outros músicos importantes, Jelly Roll foi também atingido pela Grande Depressão de 1929. Neste período o público passou a dar preferência aos sons mais “macios” das Big Bands.Ele passou por maus momentos após 1930, tendo inclusive vendido os diamantes que tinha incrustados em seus dentes da frente e terminou tocando piano em um  “dive bar” em Washington D.C. Em 1938 Alan Lomax gravou uma série de entrevistas de Jelly para a  “Library of Congress” , mas foi só uma década depois que estas entrevistas foram abertas para o público. Jelly Roll morreu logo após uma onda de revival do Dixieland ter resgatado vários destes primeiros personagens da obscuridade. Jelly dizia que sua saúde havia piorado como resultado de um feitiço voodoo.

Sua composição “Jelly Roll Blues” foi a primeira composição de jazz publicada em 1915. Morton também foi notável por nomear e popularizar um tipo de toque espanhol em sucessos como “Wolverine Blues,” “Black Bottom Stomp,” e “I Thought I Heard Buddy Bolden Say”, como um último tributo aos criadores do gênero de New Orleans.

Jelly Roll era arrogante  e embora fosse reconhecido na sua época pelo seu talento musical, adorava uma auto-promoção, e afirmava ter inventado o jazz  em 1902, sendo por isto motivo para o escárnio de músicos e críticos da época e posteriores. (de Wikipedia e RedHotJazz)

Linha do Tempo: Ernesto Nazareth

Ernesto Júlio de Nazareth (* 20/3/1863 Rio de Janeiro, RJ  + 4/2/1934 Rio de Janeiro, RJ)

Compositor. Pianista. Filho de Vasco Lourenço da Silva Nazareth (ex-despachante aduaneiro) e de Carolina da Silva Nazareth, nasceu em uma modesta casa no morro do Nheco, hoje morro do Pinto, no bairro da Cidade Nova, no Rio de Janeiro. Ainda na infância, sofreu uma queda que lhe afetou o ouvido direito, causando problemas auditivos que lhe acompanharam por toda a vida.

Sua iniciação musical foi feita por sua mãe, que era pianista e faleceu quando ele tinha apenas 10 anos. Estudou ainda com Eduardo Madeira (músico amador), teve algumas lições com Lucien Lambert, passando desde então a formar-se autodidaticamente.

Sua primeira música, a polca-lundu “Você bem sabe”, dedicada a seu pai, foi composta aos 14 anos de idade.Na ocasião, Eduardo Madeira levou-o ao pianista e editor Artur Napoleão, que a publicou entusiasmado com o novo ritmo. A partir de 1889, quando já se tornara Casa Arthur Napoleão e Miguez, passou a publicar também uma “Revista Musical e de Belas-Artes”. Situado na Rua do Ouvidor, o estabelecimento propiciou ao compositor travar valiosas relações com o mundo musical de então. Daí em diante, passou a ser um profissional do piano e da música.

Em 1886, aos 23 anos de idade, casou-se com Teodora Amália de Meireles, a quem dedicou o tango “Dora”, nome pelo qual era tratada na intimidade. O casal teve quatro filhos. Em 1907, foi nomeado terceiro escriturário do Tesouro Nacional, onde permaneceu por pouco tempo. Quando saiu do Tesouro Nacional, passou a viver exclusivamente de música, de aulas particulares de piano e de tocar em casas de música, de família e clubes.

Em 1918, o compositor perdeu sua filha, Maria de Lurdes, o que lhe causou grande abatimento. Em 1929, faleceu sua esposa. Por volta de 1932, passou a residir em Laranjeiras. Em 1933, após um longo processo de perda de audição, o compositor foi definitivamente vitimado pela surdez, fato que veio a causar-lhe perturbação mental e conseqüente internação no Instituto Neuro-psiquiátrico situado na Praia Vermelha e posteriormente na Colônia Juliano Moreira, situada em Jacarepaguá.

Em fevereiro de 1934, saiu para um passeio pelas alamedas do sanatório e, sem ser visto, fugiu, desaparecendo. Após alguns dias de busca, o corpo do compositor foi encontrado nas águas da Cachoeira dos Ciganos.

OBRA MUSICAL:

Um dos compositores de maior importância para a cultura brasileira, deixou obra essencialmente instrumental, particularmente dedicada ao piano. Suas composições, apesar de extremamente pianísticas, por muitas vezes retrataram o ambiente musical das serestas e choros, expressando através do instrumento a musicalidade típica do violão, da flauta, do cavaquinho, instrumental característico do choro, fazendo-o revelador da alma brasileira, ou, mais especificamente, carioca.

Na produção musical do compositor, destacam-se numericamente os tangos (em torno de 90 peças), as valsas (cerca de 40) e as polcas (cerca de 20), destinando-se o restante a gêneros variados como mazurcas, schottisches, marchas carnavalescas etc. É sabido que o compositor rejeitava a denominação de maxixe a seus tangos, distinguindo-se daquele fundamentalmente pelo caráter pouco coreográfico e predominantemente instrumental de sua obra.

  • (1877) : aos 14 anos de idade fez sua primeira composição, a polca lundu “Você bem sabe”
  • (1879) : escreveu a polca “Cruz perigo” (na verdade seu primeiro tango)
  • (1880) :  com 17 anos de idade fez sua primeira apresentação pública, no Clube Mozart.
  • (1881) : compôs a polca “Não caio n’outra”, seu primeiro grande sucesso
  • (1890) : publicado o tango “Cruz perigo” pela Casa Viúva Canongia e publicou uma nova polca, “Atraente”
  • (1893) :  a Casa Vieira Machado lançou uma nova composição sua, o tango “Brejeiro”, com o qual alcançou sucesso nacional e até mesmo internacional
  • (1898) : primeiro concerto como pianista realizou-se , no Salão Nobre da Intendência da Guerra
  • (1899) : primeira edição do tango “Turuna”
  • (1905) :  teve sua primeira obra gravada, o tango “Brejeiro” na Odeon pelo cantor Mário Pinheiro com o título de “O sertanejo enamorado”, com letra de Catulo da Paixão Cearense. A Banda da Casa Edson gravou seu tango “Escovado”, que fez bastante sucesso e a Banda do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro gravou os tangos “Brejeiro” e “Turuna”.
  • (1906) : o pianista Artur Camilo gravou na Odeon, ao piano, os tangos “Favorito” e “Escovado”.
  • (1907) : participou de recital realizado no Instituto Naciona de Música, interpretando a gavotta “Corbeille de fleurs” e o tango “Batuque”. Na mesma ocasião, acompanhou o maestro Villa-Lobos na obra “Le cygne”, e Saint-Saens.
  • (1910) : começou a se apresentar na sala de espera do Cine Odeon em homenagem ao qual compôs o tango “Odeon”
  • (1912) : 1912, a Banda Escudero gravou na Odeon sua polca “Os teus olhos cativam”. Por essa época, o cantor Mário Pinheiro gravou, também na Odeon, seu tango “Favorito”, com letra de Catulo da Paixão Cearense. Ainda em 1912, gravou na Odeon uma série de 4 disco tocando piano com Pedro de Alcântara na flauta interpretando as polcas “Choro e poesia”, de Pedro de Alcântara e “Linguagem do coração”, de Joaquim Antônio da Silva Calado, e os tangos “Favorito” e “Odeon”, de sua autoria. Por essa época, a Banda da Casa Fauhaber e Cia gravou na Favorite Records sua valsa “Ouro sobre azul”.
  • (1913):  o Grupo dos Sustenidos gravou seu tango “Bambino”, o Quarteto Luiz de Souza, a polca choro “Correta” e a Orquestra da Casa Edson, o tango “Atrevido”, todos na Odeon.
  • (1914) :  teve publicada a polca “Apanhei-te cavaquinho”, que obteve grande sucesso.
  • (1915) : 1915, a polca “Apanhei-te cavaquinho” foi gravada na Odeon pelo grupo O Passos no Choro gravou e pela Orquestra Odeon
  • (1919) :  empregou-se na Casa Carlos Gomes – mais tarde Carlos Wehrs – fundada por Eduardo Souto e Roberto Donati, com a função de executar músicas para serem vendidas
  • (1921) :  a Banda do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro gravou na Odeon os tangos “Sarambeque” e “Menino de ouro” e a valsa “Henriette”. No mesmo ano, o maestro Villa-Lobos dedicou-lhe o “Choro nº 1″ para violão.
  • (1922) :  a convite do compositor Luciano Gallet, participou de um recital no Instituto Nacional de Música, onde executou os tangos “Brejeiro”, “Nenê”, “Bambino” e “Turuna”.
  • (1930) :  concluiu sua última composição, a valsa “Resignação”. No mesmo ano, gravou ao piano na Odeon, a convite do diretor artístico Eduardo Souto a polca “Apanhei-te cavaquinho”, lançada no selo como choro e o tango brasileiro “Escovado”, de sua autoria.

Obra Musical:

A bela Melusina ,A flor dos meus sonhos ,A florista (c/ Francisco Teles),A fonte de Lambari ,Adieu ,Adorável ,Ai, rica prima ,Alaor Prata (c/ Maria Mercedes M. Teixeira),Albingia ,Alerta ,Alvorecer ,Ameno resedá ,Apanhei-te, cavaquinho ,Arreliado ,Arrojado ,Arrufos As gracinhas de nhonhô ,Até que enfim ,Atlântico ,Atrevidinha ,Atrevido ,Bambino ,Batuque ,Beija-flor ,Beijinho de moça ,Bernardo de Vasconcelos ,Bicyclette club ,Bom-bom ,Brejeira ,Brejeiro ,Caçadora ,Cacique ,Canção cívica Rio de Janeiro ,Canhoto ,Capricho ,Cardosina ,Carioca ,Carneiro Leão (c/ Maria Mercedes M. Teixeira),Catrapuz ,Cavaquinho, por que choras? ,Celestial ,Chave de ouro ,Chile-Brasil ,Comigo é na madeira ,Condor ,Confidências ,Coração que sente ,Corbeille de fleurs ,Correta ,Crê e espera ,Crises em penca ,Cruz, perigo! ,Cruzeiro ,Cubanos ,Cuera ,Cuiubinha ,Cutuba ,De tarde (c/ Augusto de Lima),Delicia ,Dengoso ,Desengonçado ,Digo ,Dirce ,Divina ,Dor secreta ,Dora ,Duvidoso ,Elegantíssima ,Elegia ,Elétrica ,Elite ,Encantada ,Encantador ,Ensimesmado ,Eponina ,Escorregando ,Escovado ,Espalhafatoso ,Españolita ,Está chumbado ,Eulina ,Expansiva ,Êxtase ,Exuberante ,Faceira ,Fado brasileiro ,Famoso ,Fantástica ,Favorito ,Feitiço ,Feitiço não mata (c/ Ari Kerner),Ferramenta ,Fidalga ,Floraux ,Floriano Peixoto (c/ Maria Mercedes M. Teixeira),Fon-fon ,Fonte do suspiro ,Fora dos eixos ,Fraternidade ,Furinga ,Garoto ,Gaúcho ,Gemendo, rindo e pulando ,Genial ,Gentes, o imposto pegou? ,Gentil ,Gotas de ouro ,Gracietta ,Guerreiro ,Helena ,Henriette ,Ideal ,If I Am not Mistaken ,Improviso ,Insuperável ,Ipanema ,Íris ,Jacaré ,Jangadeiro ,Janota ,Julieta ,Julita ,Labirinto ,Laço azul ,Lamentos ,Magnífico ,Mágoas ,Maly ,Mandinga Marcha fúnebre ,Marcha heróica aos 18 do Forte ,Mariazinha sentada na pedra ,Marieta ,Matuto ,Meigo ,Menino de ouro ,Mercedes ,Mesquitinha ,Miosótis ,Não caio noutra!!! ,Não fujas assim ,Nazaré ,Nenê No jardim ,Noêmia ,Noturno ,Nove de Julho ,Nove de Maio ,O nome dela, grande valsa brilhante ,O que há ,Odeon (c/ Vinícius de Moraes),Onze de Maio ,Orminda ,Os teus olhos cativam ,Ouro sobre azul ,Pairando ,Paraíso ,Pássaro em festa ,Paulicéia, como és formosa! ,Pedro II (c/ Maria Mercedes M. Teixeira),Pereira Passos (c/ Leôncio Correia),Perigoso ,Pierrô ,Pingüim ,Pipoca ,Pirilampo ,Plangente ,Plus ultra ,Podia ser pior ,Polonaise ,Por que sofre? Primorosa ,Proeminente ,Quebra-cabeças ,Quebradinha ,Ramirinho ,Ranzinza ,Rayon d’or ,Rebuliço ,Recordações do passado ,Remando ,Resignação ,Respingando ,Ressaca ,Retumbante ,Rosa Maria ,Sagaz ,Salve, nações reunidas (c/ Maria Mercedes M. Teixeira),Samba carnavalesco ,Sarambeque, Saudade ,Saudades dos pagos (c/ Maria Mercedes M. Teixeira),Saudades e saudades ,Segredo ,Segredos de infância ,Sentimentos d’alma ,Soberano ,Suculento (c/ letra de Netuno),Sustenta a nota ,Sutil ,Talismã ,Tenebroso ,Thierry ,Time is money ,Topázio líquido ,Travesso ,Tudo sobe ,Tupinambá ,Turbilhão de beijos ,Turuna ,Vem cá, branquinha ,Vésper ,Vitória (c/ José Moniz de Aragão),Vitorioso ,Você bem sabe ,Xangô ,Zica

Textos de Dicionário Cravo Albin da MPB

Linha do Tempo: James Scott

 

James Sylvester Scott ( * Neosho,MI , USA February 12, 1885 –  + Kansas, August 30, 1938)

 

Mais um dos compositores americanos do ínicio do século passado que era de origem afroamericana. É tido como um dos três mais importantes compositores de ragtime, junto com Scott Joplin e Joseph Lamb. Ele é primo da cantora de blues Ada Brown.

Ele nasceu em  Neosho, Missouri, filho de ex-escravos :  James Scott Sr. e  Molly Thomas Scott. Em 1901 sua família se mudou para Carthage, também no Missouri, onde ele passou a frequentar a  Lincoln High School. Em 1902 ele começou a trabalhar na loja de música do Sr. Charles L. Dumars, inicialmente no trabalho doméstico, mas logo demonstrando músicas no piano, inclusive peças de sua autoria. A grande procura por suas músicas convenceu Dumars a imprimir a primeira das composições de Scott publicada: “A Summer Breeze”,em 1903.

Em 1906 ele se mudou para  St. Louis, Missouri,  onde Scott Joplin o apresentou ao editor John Stillwell Stark. O primeiro rag  de Scott que  publicou , “Frog Legs Rag”, se tornou um hit   e fez com que as suas músicas passassem a ser constantemente publicadas. Em 1914 Scott se mudou para  Kansas City, Missouri, onde s e casou com  Nora Johnson, professora de música e pianista de cinema mudo.

A chegada do cinema sonoro prejudicou os ganhos da família, e logo depois sua esposa faleceu, sem que tivessem um filho e a sua saúde passou a deteriorar. Ele não publicou mais nenhuma música após a aposentadoria de Stark em 1922 e veio a falecer em Kansas City, onde se encontra enterrado no  Westlawn Cemetery.

Suas composições mais conhecidas são: e “Climax Rag”, “Frog Legs Rag”, “Grace and Beauty”, “Ophelia Rag” e “The Ragtime Oriole”. (texto traduzido da Wikipedia)

Linha do Tempo: Chiquinha Gonzaga

Francisca Edwiges Neves Gonzaga (Rio de Janeiro, 17 de outubro de 1847 — 28 de fevereiro de 1935)

mais conhecida como Chiquinha Gonzaga foi uma compositora, pianista e regente brasileira.

Foi a primeira chorona, primeira pianista de choro, autora da primeira marcha carnavalesca (Ô Abre Alas, 1899) e também a primeira mulher a reger uma orquestra no Brasil.nicia, aos 11 anos, sua carreira de compositora com uma música natalina, Canção dos Pastores. Aos 16 anos, por imposição da família do pai, casou-se com Jacinto Ribeiro do Amaral, mas não  suportando a  as ordens para que não se envolvesse com a música, além das humilhações que sofria e o descaso dele com seu sonho, Chiquinha, após anos de casada, separou-se, o que foi um escândalo na época.

Anos depois, em 1867, reencontrou seu grande amor do passado, um namorado de juventude, o engenheiro João Batista de Carvalho, viveu muitos anos com ele, mas Chiquinha não aceitava suas traições. e também separa-se dele.

Ela, então, passa a viver como musicista independente, tocando piano em lojas de instrumentos musicais. Deu aulas de piano para sustentar o filho João Gualberto e mantê-lo junto de si, sofrendo preconceito por criar seu filho sozinha.Aos 52 anos, após muitas décadas sozinha, mas vivendo feliz com os filhos e a música, conheceu João Batista Fernandes Lage, um jovem cheio de vida e talentoso aprendiz de musicista, por quem se apaixonou. Ele também se apaixonou perdidamente por essa mulher madura que tinha muito a ensinar-lhe sobre música e sobre a vida. A diferença de idade era muito grande e causaria mais preconceito e sofrimento na vida de Chiquinha, caso alguém soubesse do namoro. Ela tinha 52 anos e João Batista, apenas 16.

O sucesso começou em 1877, com a polca ‘Atraente’. A partir da repercussão de sua primeira composição impressa, resolveu lançar-se no teatro de variedades e revista. Estreou compondo a trilha da opereta de costumes “A Corte na Roça”, de 1885. Chiquinha viaja pela Europa entre 1902 e 1910, tornando-se especialmente conhecida em Portugal, onde escreve músicas para diversos autores. Logo após o seu retorno do continente europeu, sua amiga Nair de Tefé casa-se com o então presidente da República Hermes da Fonseca, tornando-se primeira-dama do Brasil. Chiquinha é convidada pela amiga para alguns saraus no Palácio do Catete, a então morada presidencial, mesmo sob a contrariedade notavelmente imposta pela família de Nair.

Em 1911, estreia seu maior sucesso no teatro: a opereta Forrobodó, que chegou a 1500 apresentações seguidas após a estreia – até hoje o maior desempenho de uma peça deste gênero no Brasil. Em 1934, aos 87 anos, escreveu sua última composição, a partitura da peça “Maria”. Foi criadora da célebre partitura da opereta “A Jurity”, de Viriato Correia.

Chiquinha participou ativamente da campanha abolicionista, por conta da revolta que sentia por seus ancestrais maternos terem sido escravos e sofrido muito, e da proclamação da república do Brasil. Também foi a fundadora da Sociedade Brasileira de Autores Teatrais. Ao todo, compôs músicas para 77 peças teatrais, tendo sido autora de cerca de duas mil composições em gêneros variados: valsas, polcas, tangos, lundus, maxixes, fados, quadrilhas, mazurcas, choros e serenatas (Wikipedia)

Linha do Tempo: Buddy Bolden

 

(Nova Orleans *06/09/1877 – Nova Orleans +04/11/1931)

foi um cornetista Afro-americano considerado importante figura no desenvolvimento do estilo de Nova Orleans, o Ragtime, estilo no qual viria a se tornar conhecido mais tarde como jazz. É tido como um dos pais do Jazz, por ter adicionado influências do Blues ao Ragtime. Quando fez 30 anos passou a apresentar sintomas de psicose alcoolica e foi então internado em uma instituição psiquiátrica, onde passou o restante de sua vida.

Canções Essenciais:

Bucket’s Got a Hole

Red Rose Rag

Too Much Mustard

Louis Armstrong executa ” A Bucket’s Got a Hole” sucesso de Buddy Bolden

Memória: Pixinguinha

Alfredo da Rocha Viana Filho, conhecido como Pixinguinha, (Rio de Janeiro, 23 de abril de 1897 — Rio de Janeiro, 17 de fevereiro de 1973)

Foi um flautista, saxofonista, compositor, e arranjador brasileiro.Pixinguinha é considerado um dos maiores compositores da música popular brasileira, contribuiu diretamente para que o choro encontrasse uma forma musical definitiva. Pixinguinha aprendeu música em casa, fazendo parte de uma família com vários irmãos músicos, entre eles o China (Otávio Viana). Pixinguinha integrou o famoso grupo Caxangá, com Donga e João Pernambuco. A partir deste grupo, foi formado o conjunto Oito batutas, muito ativo a partir de 1919. Na década de 1930 foi contratado como arranjador pela gravadora RCA Victor, criando arranjos celebrizados na voz de cantores como Francisco Alves ou Mário Reis.

Na década de 1940 passou a integrar o regional de Benedito Lacerda, passando a tocar o saxofone tenor. Algumas de suas principais obras foram registradas em parceria com o líder do conjunto, mas hoje se sabe que Benedito Lacerda não era o compositor, mas pagava pelas parcerias.Quando compôs “Carinhoso”, entre 1916 e 1917 e “Lamentos” em 1928, que são considerados alguns dos choros mais famosos, Pixinguinha foi criticado e essas composições foram consideradas como tendo uma inaceitável influência do jazz, enquanto hoje em dia podem ser vistas como avançadas demais para a época. Além disso, “Carinhoso” na época não foi considerado choro, e sim uma polca. Outras composições, entre centenas, são “Rosa”, “Vou vivendo”, “Lamentos”, “1 x 0″, “Naquele tempo” e “Sofres porque Queres”. (Wikipedia)

VEJA NA LINHA DO TEMPO

Memória: Scott Joplin

Scott Joplin (* Julho/1867  ou Janeiro/ 1868 – + 01/04/1917)

Scott Joplin foi um compositor e pianista americano, nascido em uma família afroamericana, no Texas. Ele se destacou por suas  composições de ragtime e por isto foi apelidado de ” O Rei do Ragtime”. Joplin escreveu 44 peças originais de ragtime , um ballet, e duas óperas . Sua composição “Maple Leaf Rag”, de 1899, se tornou o mais importante hit e um protótipo para o ragtime. Esta composição trouxe fama e respeito para Scott Joplin, propiciando inclusive que ele passasse a viver de seus royalties. Ele nunca mais teve o mesmo sucesso com outra música, tendo mudado para Nova York em 1907, onde veio a falecer em decorrência de complicações da sífilis terciária. Scott Joplin foi “redescoberto” nos anos 1970, quando Joshua Rifkin gravou um disco com suas músicas e que vendeu mais de 1 milhão de cópias, puxado pelo sucesso do filme The Sting (No Brasil, Golpe de Mestre), com Robert Redford e Paul Newman e direção de George Roy Hill, que tinha como tema principal a música “The Entertainer”.

Maple leaf rag – Scott Joplin (1899)

The Entertainer – by Scott Joplin (1902)

Veja Scott Joplin na Linha do Tempo

Memória: Original Dixieland Jass Band

As origens do Jazz são múltiplas e não nos interessa aqui discutí-las. Supõe-se que ele nasceu de um vasto caldeirão, que misturou influências das “work songs”, canções de trabalho dos negros escravos, dos “blues”, das canções “spirituals”, tocadas e cantadas nas igrejas protestantes negras, misturadas a influências européias . O termo Jazz passou a ser usado no final dos anos 1910 e inicio dos anos 1920, para descrever a resultante desta mistura qu começava a surgir no sul dos EUA, sobretudo na região de Nova Orleans (Louisiana), com forte influência francesa, e a seguir, seguindo a onda de migração econômica, também em Chicago e Nova York.

A Original Dixieland Jass Band, baseada em New Orleans é considerada a Banda que gravou o primeiro disco de jazz, em 26/02/1917 – “Livery Stable Blues”/ “Dixie Jass Band One Step”é considerado como o primeiro disco de jazz gravado. Ao primeiro disco seguiram-se vários outros sucessos, sendo o mais famoso “Tiger Rag”. Ao final de 1917 a banda mudou seu nome para Original Dixieland Jazz Band.

Os músicos originais:

  1. Nick La Rocca – corneta e líder da banda
  2. Emile Christian – trombone
  3. Larry Shields – clarinete
  4. Russell Robinson – piano
  5. Tony Sbarbaro clarinete

Após alguns anos de sucesso e excursões pela Europa, a banda dissolveu-se em no meio dos anos 1920 e seus componentes seguiram diferentes caminhos, eventualmente se reunindo para shows em conjunto

Escolhemos alguns standards para a nossa Linha do Tempo

Livery Stable Blues (1917)

Tiger Rag (1917)