Um dos mais aclamados artistas da nova geração mineira de músicos, Kristoff Silva, tem como marca a versatilidade. Atua como violonista, cantor, compositor, professor de teoria musical e autor de trilhas para teatro, poesia e dança. Sua música tem bases na tradição, mas não tem medo de ser moderna. Originalidade e ousadia compõem.Com 14 anos de carreira, as referências maiores de Kristoff são Gilberto Gil, Luiz Tatit, Clube da Esquina, Egberto Gismonti e Zé Miguel Wisnik. O violão de Gil e a palavra cantada em Tatit têm importância fundamental em seu trabalho. O Clube da Esquina e Egberto são referências de beleza melódica e harmônica; em relação a Wisnik, a quem dedica o CD, não somente sua produção musical mas também a de ensaísta influenciam Kristoff. “Seu livro ‘O som e o sentido’ foi e é muito presente na minha atuação profissional. A amizade começou quando o conheci pessoalmente, e dela vários frutos, como o ‘Livro de Partituras’, no qual escrevi os arranjos originais de piano e as melodias das canções de sua autoria”, diz Kristoff, que já apresentou-se ao lado de artistas como Caetano Veloso, Elza Soares, Zé Miguel Wisnik, do diretor teatral Zé Celso Martinez Correa, das cantoras Alda Rezende, Mônica Salmaso, Ná Ozzetti, Virgínia Rosa, além da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais e do grupo UAKTI. Mais Kristoff Siva no Raras Músicas
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Faces: Makely Ka
O Vitrola apresenta hoje um conterrâneo que merece ser conhecido: Makely Ka
Makely Ka é um dos principais compositores de sua geração. Lançou os livros de poemas Objeto Livro (1998) e Ego Excêntrico (2003). Ao lado dos parceiros Kristoff Silva e Pablo Castro, lançou em 2003 o CD A Outra Cidade. Em 2006 lançou juntamente com a cantora Maísa Moura os CD Danaide. No ano seguinte lançou seu primeiro disco solo, Autófago. Desde 2006 edita a Revista de Autofagia o lado do poeta Bruno Brum. Conta atualmente com mais de 60 canções gravadas por diversos intérpretes no Brasil e no exterior. Como performer, destaca-se pela sua verve crítica e irônica, sem perder o humor inteligente. Já se apresentou nos principais palcos do Brasil e excursiona pela Europa desde 2007. Sua produção artística está diretamente relacionada à atuação política através de ações ligadas ao cooperativismo, à economia criativa, à auto-gestão e à contra-indústria.(Site do artista) Shows: contato@makelyka.com.br
Mais Makely Ka no Raras Músicas
MPB: Oração . A Banda Mais Bonita a Cidade (c/ Leo Fressato)
Os curitibanos d’A Banda Mais Bonita da Cidade viraram hit na web a partir de maio com uma ideia de clipe simples, fofa e bem executada. Reuniram 16 músicos em uma casa para rodar, em plano-sequência, o vídeo da tranquila canção Oração. Durante aproximadamente seis minutos, o cantor e compositor Leo Fressato é filmado em tempo real passeando pelos cômodos da casa com um microfone. Pelo caminho, vai encontrando músicos que o acompanham com diversos instrumentos.É muito legal.
A Banda Mais Bonita da Cidade é formada por Uyara Torrente (vocal), Vinícius Nisi (violão, teclado e piano infantil), Rodrigo Lemos (banjolele e guitarra, e ex-integrante do grupo independente), Diego Plaça (violão e baixo) e Luís Bourscheidt (percussão e bateria). Com a descrição “É, a gente adora Beirut mesmo”, o grupo deixa clara uma referência à Nantes, vídeo do grupo norte-americano Beirut (Texto do site Virgula)
Dica: SHOW GILBERTO GIL POLI USP 1973
Lendo a Rolling Stone Brasil de Abril de 2011, deparei-me com uma história interessante:
Em março de 1973, portanto há 38 anos atrás, o estudante de geologia Alexandre Vannuchi Leme foi torturado e assassinado pelo governo militar que dominava o Brasil. Laí Abramo, que era conhecida de Gilberto Gil convenceu o cantor a fazer um show em protesto contra a morte do estudante. A apresentação foi marcada para 26 de Maio, um sábado à tarde. Gil canta durante mais de duas horas, inicialmente tentando aliviar o clima pesado, com músicas como “Chiclete com Banana”, “Senhor Delegado”, “Eu quero um samba” , mas o público que mais – pede “Cálice” . Gil desconversa, diz que não se lembra bem da letra, mas um estudante pega um pedaço de papel e escreve a letra e entrega para Gil, que não tem então como não cantá-la. O interessante é que tudo isto está registrado em áudio, inclusive vários trechos de diálogo entre Gil e os estudantes presentes. Claro, que num pais como o Brasil, toda esta raridade permaneceu inédita nos últimos anos. Mas não é que agora é possível achar e ouvir o registro desse show histórico? Esta é nossa dica de hoje.

O registro está presente em vários locais na internet; quem sabe você ache o que procura no blog irmão Raras Músicas ? Divirta-se
MPB e Comida
Ontem, enquanto curtíamos uma noite gostosa de samba na Gamboa, nova casa destinada ao gênero, na Savassi (recomendo) eu passei a observar a grande quantidade de músicas brasileiras que falam de comida. Vamos rever algumas?
Para começar um clássico: O genial Dorival Caymmi ensina a fazer um Vatapá, num clipe curtinho, retirado da minissérie da Globo : Dona Flor e seus Dois Maridos:
Mais um pouquinho de música:
Dica: Quarteto Cobra Coral
Quatro artistas mineiros : Flávio Henrique, Kadu Vianna, Mariana Nunes e Pedro Morais, embora tenham sólida carreira individual resolveram se unir executando canções próprias , parcerias e músicas que gostam. Eles preferiram uma formação de quarteto vocal, que privilegia um lado mais intimista e elaborado e o resultado tem feito muito sucesso na cena cultural mineira.A formação foi batizada em homenagem à parceria de Caetano Veloso e Wally Salomão, Cobra Coral.
O formato acústico de três violões e quatro vozes é perfeito para a compreensão dos ricos arranjos vocais que o grupo preparou. No repertório canções como “E o que for já é “ (Kadu Vianna e Pedro Morais), “Tristesse” (Milton Nascimento e Telo Borges), “A Rede”(Lenine), “Cobra Coral” (Caetano Veloso e Wally Salomão), Falso Milagre do Amor (Ed Motta) e Pássaro Pênsil (Flávio Henrique e Carlos Rennó). (Texto de BH Eventos)
História: ‘Paêbirú’, o disco mais caro do Brasil
Mais uma história interessante da MPB.
O texto abaixo é de Idelber do Blog : O Biscoito Fino e a Massa(leia no original) e que eu peço “emprestado”
“Em 1973, o paraibano Zé Ramalho estava cansado de animar bailes em bandas de iê-iê-iê de João Pessoa e Campina Grande. O pintor Raul Córdula lhe avisou que no Recife havia um pessoal diferente, conhecido pela alcunha de udigrudi pernambucano. Foi pra lá. O guru era Lula Côrtes, um hiperativo que dividia seu tempo entre o desenho e o seu inseparável (e legendário) tricórdio.
Este disco não foi a estréia de Zé. Ele havia entrado no estúdio em 1973 para participar de uma maluquice coletiva chamada Marconi Notaro no Sub Reino dos Metazoários. Lula Côrtes se firmara como líder da turma durante a I Feira Experimental de Música do Nordeste (11/11/1972), também conhecida como Woodstock cabra da peste.
“O ácido era distribuído ao público, cerca de duas mil pessoas, dissolvido num balde com K-suco”, testemunhou depois Marco Polo, futuro membro da Tamarineira Village, numa entrevista ao jornalista pernambucano José Telles (autor de Do Frevo ao Manguebeat, Editora 34).
No início de 1974 Zé foi apresentado a Lula, que vivia com a namorada Kátia Mesel no então distante subúrbio de Casa Forte (que virou bairro nobre do Recife). Lula lhe falou da Pedra do Ingá e da idéia de fazer um disco inspirado no sítio arqueológico de Ingá do Bacamarte. O disco foi feito em 1975 no estúdio da Rozenblit (empresa fundamental para a história da música pernambucana) e lançado imediatamente. Mas na terrível enchente de julho daquele ano no Recife, as águas do Capibaribe invadiram a fábrica e destruíram praticamente toda a prensagem do disco, com a exceção de 300 cópias que haviam sido levadas para a casa de Lula e Kátia.Dessas 300 cópias nasceu o mito, que é tão incrível que há gente que não acredita.
Hoje é possível encontrá-lo em CD, lançado pela Shadoks, um obscuro selo alemão. Aí no Brasil o disco sai por um preço bem salgado: alguém oferece um exemplar do CD no Mercado Livre por 120 mangos. No site da CliqueMusic é possível ouvir os primeiros 30 segundos de cada faixa. E também está disponível por aí na rede, claro, para quem tem as manhas. Quem sabe você possa achá-lo no Blog parceiro Raras Músicas ?
Hoje, o vinil original de “Paêbirú” é o álbum mais caro da música brasileira, atualmente avaliado em mais de R$ 4 mil. O LP desbanca, inclusive, o disco “Louco por Você”, de Roberto Carlos, avaliado na metade do preço.
Cada lado do LP tem um conceito: fogo, ar, terra e água. Cada um tem uma sonoridade. Fogo é mais roqueiro, ar é mais etéreo…Água tem homenagem a Iemanjá… (O Globo)
Agora esta história pode ser conferida no documentário ” Nas paredes da pedra encantada” de Cristiano Bastos e Leonardo Bonfim. O documentário investiga a história do disco, que é tido como o fundador da psicodelia brasileira, misturada com elementos da cultura indígena. O filme traz entrevistas com Lula Côrtes, Alceu Valença, Raul Córdula e a cineasta KátiaMesel. É isto. Vamos esperar para ver se algum cineclube exibe ou documentário ou quem sabe ele seja lançado em DVD…
Caricatura 6 – Os Preferidos dos Sousa
Acertou quem achou que esta cara era do Simonal:
Wilson Simonal de Castro (Rio de Janeiro, 23 de fevereiro de 1939 — 25 de junho de 2000) foi um cantor brasileiro de muito sucesso nas décadas de 1960 e 1970. começou cantando calipsos e rocks em inglês. De baile em baile, foi descoberto pelo compositor Carlos Imperial, que o levou para o seu programa de TV, de boate em boate, foi parar no templo da bossa nova, o Beco das Garrafas, levado por Luiz Carlos Miéle e Ronaldo Bôscoli. Em 1963, Simonal lançou seu primeiro LP, que estourou a música “Balanço Zona Sul”, de Tito Madi. Em 1966 e 1967, apresentou na TV Record o Show em Si Monal. A melhor fase de sua carreira chegaria em seguida, com uma série de sucessos dançantes como “País Tropical”, “Mamãe Passou Açúcar em Mim”, “Meu Limão, Meu Limoeiro” e “Sá Marina”, que deram origem a um estilo suingado conhecido como Pilantragem. Encontrou sua derrocada em 1972, quando foi acusado de ser o mandante de uma surra, dada por dois policiais, no contador de sua firma, que o teria roubado. Denunciado, Simonal foi condenado – e durante o inquérito, um agente do Dops ainda revelou que o cantor tinha sido informante do órgão. Com essa acusação de dedurismo em plena ditadura militar, Simonal passou para o completo ostracismo, só encerrado em 1994, quando foi lançada em CD a coletânea “A Bossa de Wilson Simonal”. Simonal teve uma filha, Patricia, e dois filhos, também músicos: Wilson Simoninha e Max de Castro. É, e sempre foi um dos Preferidos dos Sousa. (Texto de UOL – CliqueMusic)
DISCOGRAFIA:
- 1961 – Teresinha (Carlos Imperial)
- 1963 – Tem algo mais
- 1964 – A nova dimensão do samba
- 1965 – Wilson Simonal
- 1966 – Vou deixar cair…
- 1967 – Wilson Simonal ao vivo
- 1967 – Alegria, alegria !!!
- 1968 – Alegria, alegria – volume 2
- 1968 – Quem não tem swing morre com a boca cheia de formiga
- 1969 – Alegria, alegria – volume 3
- 1969 – Cada um tem o disco que merece
- 1969 – Homenagem à graça, à beleza, ao charme e ao veneno da mulher brasileira
- 1970 – Jóia
- 1970 – México 70
- 1972 – Se dependesse de mim
- 1973 – Olhaí, balândro..é bufo no birrolho grinza!
- 1974 – Dimensão 75
- 1975 – Ninguém proíbe o amor
- 1977 – A vida é só cantar
- 1979 – Se todo mundo cantasse seria bem mais fácil viver
- 1981 – Wilson Simonal
- 1985 – Alegria tropical
- 1991 – Os sambas da minha terra
- 1995 – Brasil
- 1997 – Meus momentos: Wilson Simonal
- 1998 – Bem Brasil – Estilo Simonal
- 2002 – De A a Z : Wilson Simonal
- 2003 – Alegria, alegria
- 2003 – Se todo mundo cantasse seria bem mais fácil viver (relançamento)
- 2004 – Rewind – Simonal Remix
- 2004 – Wilson Simonal na Odeon (1961-1971)
- 2004 – Série Retratos: Wilson Simonal
- 2009 – Simonal – Ninguém Sabe o Duro Que Dei
- 2009 – Wilson Simonal – Um Sorriso Pra Você
Eu gosto de quase todos, mas indico: Alegria,Alegria vol1 e vol2 (1967-1968) e Homenagem à graça, à beleza, ao charme e ao veneno da mulher brasileira, de 1969
Gabriel Guedes
A Vitrola dos Sousa está criando o hábito de divulgar de novos artistas, especialmente os ligados à música brasileira. O nome de hoje é Gabriel Guedes.
Gabriel é filho de Beto Guedes, um dos componentes do Clube da Esquina, com Milton Nascimento, Lô Borges, Wagner Tiso e muitos outros.
Segundo o texto retirado da comunidade Gabriel Guedes no Orkut: “Quando exatamente a música entrou em sua vida, Gabriel não se lembra. Mas dos instrumentos espalhados pela casa nos quais ele gostava de tirar um som, dos discos que ampliaram seu universo musical e da primeira guitarra presente do pai aos 14 anos, isso sim, ele se lembra e com certeza influenciou em sua formação musical. Autodidata, multi-instrumentista, foi se desenvolvendo com os toques do pai e descobrindo as músicas do Clube da Esquina principalmente as de Milton Nascimento e Wagner Tiso. Hoje sua principal referência é Bach e a música erudita em geral. Já tocou rock, punk, MPB, até ver o universo do chorinho surgir na sua vida por influência, mesmo que indireta, do avô. O choro Belo Horizonte de Godofredo, que Beto Guedes registrou no CD “A Página do Relâmpago Elétrico”, Gabriel tocou pela primeira vez no bandolim do pai. Identificou-se tanto com o instrumento que acabou trocando seu violão de 12 cordas pelo bandolim. “
Mais Gabriel Guedes no Blog: Raras Músicas
O Beco das Garrafas

Nesta última semana estive no Rio de Janeiro para um evento e fiquei hospedado em Copacabana. Pela janela lateral de meu quarto, no 28 andar, eu podia avistar a belíssima orla marítima da “Princesinha do Mar” à direita e à esquerda o emaranhado de ruas, becos e vielas espremidas entre a montanha e a praia, que compõem o bairro de Copacabana. Como é impossível, para mim, estar no Rio e não me lembrar de música, especialmente de Bossa Nova, não houve como não tentar localizar ali do alto a rua Duvivier e o Beco das Garrafas.
Beco das Garrafas é o nome de uma travessa sem saída (um beco), localizado na rua Duvivier, quase no Leme, que calhou de abrigar um conjunto de casas noturnas nas décadas de 1950 e 1960, que viram a ser muito importantes para o desenvolvimento e a consolidação da Bossa Nova.Ficavam lá localizadas a Ma Griffe, Bacará, Little Club e Bottle’s.
A alcunha de Beco das Garrafas (inicialmente Beco das Garrafadas), nome criado pelo jornalista Sérgio Porto para se referir ao local, se deve à prática dos moradores, incomodados com o ruído, que invadia as madrugadas, de jogar garrafa nos boêmios que freqüentavam estas casas.
Copacabana tinha ainda outros locais em que a noite era esticada. O Beco do Joga –a-Chave , localizado na rua Carvalho de Mendonça, também tinha várias casas noturnas, com destaque para o Bar e Boate Dominó.
Os irmãos italianos Alberico e Giovanni Campana eram donos de três destas boates, o Little Club, Bottle’s e Ma Griffe, e excetuando-se esta última que era dedicada à prostituição, nas outras duas eles estavam sempre dispostos a patrocinar jovens talentos, desde que eles mantivessem as suas casas cheias.
Nesta mesma época o Trio Bossa Três, formado pelo pianista Luís Carlos Vinhas, o baterista Edison “Maluco” Machado e o baixista Tião Netto que era a atração principal do Restaurante Au Bon Gourmet , foi despedido, porque os freqüentadores do restaurante não gostavam da maneira ousada que o trio tocava samba – queriam é ouvir Nelson Gonçalves cantar samba-canção.
O Trio Bossa Três foi então contratado, pelos irmãos Campana, para tocar no Little Club. Com isto, as outras boates do local começaram a atrair boa parte dos talentos da noite carioca. A dupla Miele e Boscoli, responsáveis pela direção, pelo som e pela iluminação tinha um lema: “Dê-nos um elevador e nós lhe daremos um espetáculo” e usavam toda sua criatividade para criar pocket-shows nos pequenos espaços que lhes cabiam. Além dos musicais noturnos, havia também as matinês de domingo, que reuniam músicos amadores e profissionais. Assim, o Beco das Garrafas, abrigou, nos anos 1960, o melhor da bossa nova instrumental.
Alguns nomes que se apresentavam ali Sergio Mendes, Luiz Eça, Luís Carlos Vinhas, Salvador e Tenório Jr., Raul de Souza, J.T. Meireles, Cipó, Paulo Moura, Maurício Einhorn, Rildo Hora, Baden Powell, Durval Ferreira, Tião Neto, Manuel Gusmão, Bebeto Castilho, Dom Um Romão, Edison Machado, Airto Moreira, Wilson das Neves, Chico Batera, Vítor Manga e Hécio Milito, entre outros músicos. Entre os cantores: Sylvinha Telles e Marisa Gata Mansa, Dóris Monteiro, Claudette Soares, Alaíde Costa, Lenny Andrade, Flora Purim, Nara Leão, Sérgio Ricardo, Johnny Alf, Sílvio César, Agostinho dos Santos, Jorge Ben, Wilson Simonal, Pery Ribeiro e Elis Regina.
Outro personagem de destaque no Beco das Garrafas foi o dançarino, coreógrafo e cantor Lennie Dale, que, além de dirigir vários shows ali apresentados, sendo muito exigente com relação à necessidade de ensaio, aproveitava o espaço vazio do Bottle’s durante as tardes para ministrar aos artistas aulas de expressão corporal.
O auge do Beco durou de 1958 a 65. Porém, a chama ainda não se apagou , um grupo de empresários está reformando os locais onde funcionaram as boates Little Club, Bottle´s e Bacarat, em decadência desde o fim dos anos 60. Os investidores planejam transformar a viela em um museu da bossa nova, com a exposição de peças referentes a Tom Jobim e Vinicius de Moraes, Aguardamos ansiosos.













