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Linha do Tempo: Son House – Death Letter

Já estava na hora de girar a nossa máquina do tempo e incluir Son House, figura lendária e essencial do blues.

Eddie James House, Jr. (21 de Março de 1902 – 19 de Outubro de 1988), mais conhecido como Son House, foi um influente cantor e guitarrista de Blues Norte-americano. Sua data de nascimento é controversa. Ainda que os registros legais indiquem 21 de Março de 1902, o próprio Son House deu informações contraditórias ao longo de sua carreira: que estaria na meia-idade durante a Primeira Guerra Mundial, que tinha 79 anos em 1965 e que havia nascido em 1886. House nasceu em Riverton, Mississippi.Ele tocou junto com Charley Patton, Willie Brown, Robert Johnson, “Fiddlin'” Joe Martin, e Leroy Williams.

Após matar um homem, alegadamente em auto-defesa, ele passou algum tempo preso na Fazenda Parchman, uma penitenciária de segurança máxima em Parchman, Mississippi.

Son House gravou para a Paramount Records em 1930 e para Alan Lomax da Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos no início da década de 1940. Ele fez poucas aparições públicas até a repopularização do blues country na década de 1960, quando foi “redescoberto”.

Ao contrário de alguns guitarristas das décadas de 1920 e 1930, House não era um virtuoso, e não há nada de impressionante na sua técnica. Ele compensava a sua falta de técnica com um estilo poderoso e inovador, com ritmos fortes e repetitivos, muitas vezes tocados com a ajuda da técnica de slide. Sua música era dançante, feita para ser tocada em ambientes barulhentos como bares e salões de dança. House foi uma importante influência para Muddy Waters e Robert Johnson, que levariam sua música a novos horizontes. Foi House que, conversando com jovens admiradores de blues na década de 1960, espalhou o boato de que Johnson havia vendido sua alma em troca da proeza para tocar guitarra. Mais recentemente, House influenciou bandas de rock como o White Stripes, que gravou uma versão de sua música Death Letter no álbum De Stijl.

House teve diversos problemas de saúde a partir do final da década de 1960. Ele parou de se apresentar no início da década de 1970 e morreu em Detroit, Michigan, em 1988

DISCOGRAFIA:

78 RPM:
Gravados em 28/05/1930, in Grafton, Wisconsin, for Paramount Records.

“Walking Blues” (unissued and lost until 1985) , “My Black Mama — Part I”, “My Black Mama — Part II”, , “Preachin’ the Blues — Part II”, “Dry Spell Blues — Part I”, , “Clarksdale Moan””Mississippi County Farm Blues”

Para a  Library of Congress/Fisk University
Gravado a 14/08/ 1941, Clack Store in Clack, Mississippi

“Levee Camp Blues” (with Willie Brown, Fiddlin’ Joe Martin, Leroy Williams), “Government Fleet Blues” (with Willie Brown, Fiddlin’ Joe Martin, Leroy Williams), “Walking Blues” (with Willie Brown, Fiddlin’ Joe Martin, Leroy Williams) ,”Shetland Pony Blues” (with Willie Brown), “Camp Hollers” (with Willie Brown, Fiddlin’ Joe Martin, Leroy Williams), “Delta Blues” (with Leroy Williams)

Gravado a  17/07/1942, Robbinsonville Mississippi

“Special Rider Blues” (two takes) “Low Down Dirty Dog Blues” “Depot Blues” “American Defense” “Am I Right Or Wrong” “Walking Blues” “County Farm Blues” “The Pony Blues” “The Jinx Blues (No 1) “The Jinx Blues (No 2)

Estas sessões foram lançadas em  LP e CD.

Singles

  • “The Pony Blues” / “The Jinx Blues”, Part 1 (1967)
  • “Make Me a Pallet on the Floor” (Willie Brown) / “Shetland Pony Blues” (1967)
  • “Death Letter” (1985)

Albuns

  • The Complete Library of Congress Sessions (1964) Travelin’ Man CD 02 , Blues From The Mississippi Delta (w/ J. D. Short) (1964) Folkways Records, The Legendary Son House: Father Of Folk Blues (1965) Columbia 2417, In Concert (Oberlin College, 1965) Stack-O-Hits 9004, Delta Blues (1941–1942) Smithsonian 31028, Son House & Blind Lemon Jefferson (1926–1941) Biograph 12040, Son House – The Real Delta Blues (1964-65 Recordings) Blue Goose Records 2016, Son House & The Great Delta Blues Singers (With Willie Brown) Document CD 5002, Son House At Home: Complete 1969 Document 5148, Son House (Library Of Congress) Folk Lyric 9002, John The Revelator Liberty 83391,American Folk Blues Festival ’67 (1 cut) Optimism CD 2070, Son House – 1965-1969 (mostly TV appearances) Private Record Pr-01, Son House – Father Of The Delta Blues: Complete 1965 Sony/Legacy CD 48867, Living Legends (1 cut, 1966) Verve/Folkways 3010,Real Blues (1 cut, University Of Chicago, 1964) Takoma 7081, John The Revelator – 1970 London Sessions Sequel CD 207, Great Bluesmen/Newport (2 cuts, 1965) Vanguard CD 77/78,Blues With A Feeling (3 cuts, 1965) Vanguard CD 77005,Son House/Bukka White – Masters Of The Country Blues Yazoo Video 500 :,Delta Blues and Spirituals (1995),In Concert (Live) (1996),Live At Gaslight Cafe, 1965 (2000),New York Central Live (2003),Delta Blues (1941–1942) (2003) Biograph Cd 118,Classic Blues from Smithsonian Folkways Smithsonian Folkways 40134 (2003),Classic Blues from Smithsonian Folkways, Vol. 2 Smithsonian Folkways 40148 (2003),The Very Best of Son House: Heroes of the Blues Shout! Factory 30251 (2003),Proper Introduction to Son House (2004) Proper
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Linha do Tempo: Eduardo Souto

Eduardo Souto nasceu em São Vicente SP, em 14 de abril de 1882

 e faleceu no Rio de Janeiro em 18 de agosto de 1942

“A obra variada do compositor Eduardo Souto, que teve parceiros tão famosos quanto João de Barro e Bastos Tigre, abrangeu gêneros como a valsa, o tango, o samba, a marchinha e o choro. Aos seis anos de idade já tocava valsas no piano da família e aos 11 foi para o Rio de Janeiro RJ estudar o instrumento. Compôs sua primeira valsa, Amorosa, aos 14 anos. Em 1902 abandonou os estudos para se empregar num banco, onde trabalhou por 15 anos. Tomou-se famoso com o fado-tango O despertar da montanha (1919), que adquiriu celebridade internacional.

Em 1920, o compositor fez sucesso no carnaval com a marchinha Pois não, com João da Praia, uma das composições pioneiras no gênero. Nesse mesmo ano, abriu a Casa Carlos Gomes, uma loja de música que se tornou ponto de encontro de compositores renomados. Organizava orquestras e corais e participava de peças teatrais musicadas quando foi designado pelo governo brasileiro paca organizar o programa musical de recepção aos reis da Bélgica.

O maior sucesso carnavalesco de Eduardo Souto foi Tatu subiu no pau (1924), gênero em que se destacou também com Batucada (1931), em parceria com João de Barro, e Gegê (1932), com Getúlio Marinho. É autor do hino Glorioso, do Botafogo Futebol e Regatas, e da romântica Do sorriso das mulheres nasceram as flores, esta em parceria com Bastos Tigre. Em 1932, abandonou a música e voltou a trabalhar em banco. Eduardo Souto morreu no Rio de Janeiro em 18 de agosto de 1942.”(Texto do Blog Cifra Antiga)
Abaixo os sucessos: Tatu subiu no pau e É assim que eu gosto . Chamo a atenção para a segunda, que tem uma melodia primorosa. Outra música de Eduardo Souto muito conhecida e gravada por vários artistas é O despertar da montanha, modernizada na gravação aqui apresentada:

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Máquina do Tempo: Memphis Minnie

Memphis Minnie Portrait Walls MS.jpg

Memphis Minnie (3 de junho de 1897– 6 de Agosto de 1973) foi uma cantora e compositora americana de blues.Violonista, fez sua carreira entre os anos 1920s e 1950s. Ela gravou cerca de 200 canções, entre elas “Bumble Bee”, “Nothing in Rambling”, e “Me and My Chauffeur Blues”. Ela foi notável, por fazer sucesso, naquela época,  em um gênero dominado por homens.

Ela começou tocando na rua durante sua adolescência, depois se juntou ao  Ringling Brothers Circus, onde permaneceu de  1916 a 1920. Naquela época, a combinação mulheres, whiskey, e cocaína tinha alta procura e ela ganhou dinheiro tocando, cantando e se prostituindo, o que não era incomum para as cantoras da época, porque apenas as performances artísticas não eram suficientes para seu sustento.

Em 1929, ela e se segundo marido Kansas Joe McCoy estavam tocando na rua, quando foram descobertos por um caça talentos da Columbia Records.Foram então gravar em Nova Iorqu, com o nome de ” Kansas Joe and Memphis Minnie”.  Em fevereiro de 1930 eles gravaram a cançaõ  “Bumble Bee”, que se tornou um sucesso (a própria Minnie, gravou cinco versões desta música) a dupla continuou gravando para o selo  Vocalion até agosto de 1934, quando passaram para a Decca.Eles se divorciaram em 1935. Em 1935 ela foi para Chicago e gravou para a Decca e Vocalion e excursionou diversas vezes pelo Sul dos EUA. Minnie continuou ativa até os anos 1950, quando sua saúde se deteriorou, tendo sofrido acidentes vascuares cerebrais que a incapacitaram em 1960, e finalmente em 1973, quando veio a falecer.

LEGADO:

Memphis Minnie é descrita como “a mais famosa e popular cantora de country blues de todos os tempos “. Big Bill Broonzy dizia que ela “segurava uma guitarra e cantava tão bem com qualquer homem que ele já houvesse escutador .MMinnie foi uma influência para cantoras como  Big Mama Thornton, Jo Ann Kelly e Erin Harpe. Ela foi indicada ao Blues Foundation’s Hall of Fame em 1980.

“Me and My Chauffeur Blues” foi regravado pelo Jefferson Airplane no seu álbum de estreia Jefferson Airplane Takes Off, e  “When the Levee Breaks”, uma canção de 1929, de Memphis Minnie and Kansas Joe McCoy foi gravada com versos e melodia ligeiramente modificados pelo Led Zeppelin em 1971 seu álbum IV.

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Linha do Tempo: Leo Watson

Leo Watson (27 de Fevereiro de 1898 –  2 Maio de 1950) foi um vocalista de jazz americano, além de baterista, trumpetista e tiplista . Nascido em Kansas City, Missouri, talvez seja mais conhecido como um dos membros da banda The Spirits of Rhythm, que incluia o guitarrista   Teddy Bunn. Watson também trabalhou com outros grandes do jazz, incluindo Gene Krupa, Artie Shaw e  Jimmy Mundy. Ele foi um cantor original , cujas improvisações eram muitas vezes tidas como futurísticas, Leo Watson esteve sempre a frente de seu tempo.

 

Após  mudar para  New York em 1929, ele tocou no the Whitman Sisters’ show. O grupo de  backup (que incluia Wilbur e Douglas Daniels) logo se separou do  show para formar the Spirits of Rhythm, tendo Teddy Bunn como guitarista. Watson foi um scat singer  original, gravandio com os the Spirits’ em 1933 e também com the Washboard Rhythm Kings. Ap;os a separação do the Spirits of Rhythm , Watson em 1937 trabalhou na  52nd Street no Onyx com John Kirby. Neste período ele fez várias gravações com orquestras como , Artie Shaw e Gene Krupa (1938). Em 1939 ele trabalhou com a banda de   Jimmy Mundy’, além de participar de reuniões da Spirits of Rhythm .

 

Desde então sua atividade foi errática. Watson morou em  Los Angelesa partir de 1943 , trabalhando com Slim Gaillard,e outros trabalhos esparsos até sua morte por pneumonia  from pneumonia com 52anos. Watson tem como discografia 4 sessões de gravação  (1939 e 1946), pela Decca e Signature. (por Scott Yanow)

The Original Scat Man

DISCOGRAFIA:

(1975) Shorty Sherock (selo Bob Tiele)

(1999) The Original Scat Man (selo Indigo)

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Linha do Tempo: Manoel Pedro dos Santos , o Bahiano

Aproveitando a correção de uma falha nossa, que havíamos publicado uma foto do Bahiano como se fosse o Xisto Bahia, vamos dar mais uma puxada na linha do tempo:

Manuel Pedro dos Santos, o Bahiano

(Santo Amaro, 5 de dezembro de 1887 — Rio de Janeiro, 15 de julho de 1944)

Cantor e compositor brasileiro Nascido em 5 de dezembro de 1887, em Santo Amaro da Purificação, na Bahia, Manuel Pedro dos Santos, que viveria no Rio de Janeiro até sua morte em 15 de julho de 1944, ganhou fama ao se tornar cançonetista com o apelido de Bahiano. Especializado em modinhas e lundus, que cantava acompanhando-se ao violão, teve a chance de se tornar conhecido e ganhar lugar definitivo na história da música popular brasileira e do samba em particular, ao gravar para a Casa Edison o considerado primeiro samba levado ao disco, o Pelo Telefone, em 1917.

Não fora a introdução do fonógrafo no Brasil, talvez a carreira de um dos mais celebrados intérpretes da música popular brasileira tivesse se perdido. Mas foi o fonógrafo o responsável por ser possível avaliar a obra do cantor Bahiano, logo após a implantação do aparelho no Brasil. Quando em 1903 Fred Figner, o proprietário da Casa Edison, fez editar o primeiro catálogo comercial de discos de sua fábrica, quem encabeçava a lista das primeiras 73 gravações era exatamente Bahiano, por ele contratado – junto com Cadete, outro intérprete popular – para ser o primeiro a gravar comercialmente no Brasil

Primeiro cantor a se profissionalizar no Brasil, gravou também o primeiro disco, que substituiu os cilindros gravados, como de hábito na época, em apenas uma das faces. Esse registro foi feito com o lundu de Xisto Bahia, Isto é bom, no selo Zon-O-Phone n° 10.001,  a primeira gravação em disco no Brasil (1902).

Fez sucesso até meados dos anos 20, gravando composições consideradas clássicas entre as centenas de sua discografia. A modinha Perdão Emília, de Eduardo das Neves, o tango de Arthur Azevedo, As Laranjas da Sabina, e a toada Caboca de Caxangá, de Catulo da Paixão Cearense e João Pernambuco, são exemplos.
No final da carreira grava Quem Eu Sou, lamentoso e autobiográfico: “Quem eu sou? / Um baiano atirado / Nessas vagas soberbas do mar / Já sem leme, bem perto da rocha / Desse abismo que vai me tragar” – e fecha com uma fala inesperada: “Canto há tantos anos e nunca arranjei nada. Finalmente, consegui um empregozinho nesta casa, com o que vou vivendo, graças a Deus”.

bahiano 03

O Echo Phonographico de São Paulo, homenageava em 1904 o cantor Bahiano. Com ele nascia a profissão de cantor.

Como cançonetista, participou do Teatrinho do Passeio Público e no Circo Spinelli. Na década (1910-1920), chegou a figurar em pequenos filmes, tais como O cometa, A seresta caipora, Serrana, entre outros. Morreu no Rio de Janeiro e entre outros grandes sucessos populares seus como intérprete foram Caboca di Caxangá (1913), A baratinha (1917), Dança do urubu (1917), Quem são eles? (1918), Já te digo (1919) e Tatu subiu no pau (1923).

(texto de Cifra Antiga)

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Linha do Tempo: Charles Leslie Johnson

Charles Leslie Johnson (Kansas, 3 de Dezembro 1876 – Kansas, 8 de Dezembro 1950)

 Foi um compositor americano de ragtime e música popular. Ele nasceu  em Kansas City,Kansas e morreu em Kansas City, Missouri, e viveu sua vida inteira nestas duas cidades. Ele publicou cerca de 300 canções na sua vida, cerca de 40 delas  composições de ragtime como  “Doc Brown’s Cakewalk”, “Dill Pickles”, “Apple Jack (Some Rag)”, e “Snookums Rag”. Sua obra mais conhecida e vendida  foi uma balada sentimental chamada  “Sweet and Low”,  que vendeu um milhão de cópias. Alguns experts acreditam que Johnson viveu e trabalhou em Nova Iorque. Ele é tido, junto  com  Scott Joplin, James Scott, e Joseph Lamb como um dos  maiores compositores americanos de ragtime . Ele escreveu mais músicas que os outros três  combinados e mostrou também talento em estilos como valsas, tangos, cakewalks, marchas, e outros tipos de músicas populares.

Charles Johnson nasceu no distrito de Armourdale , Kansas de James R. e Helen F. Johnson.  Claramente um prodígio ,  ele começou tocando nos pianos dos vizinhos, com a idade de  6 anos, e também a estudar piano clássico, harmonia e teoria musical.  Embora tenha tido treinamento clássico, ele preferia a música popular, e tinha grande  habilidade com outros instrumentos:  violão, violino, banjo e bandolim. Na adolescência ele se envolveu na cena musical de Kansas,  participando de vários grupos locais. Foi neste ambiente que ele escreveu as suas primeiras composições.

Johnson foi casado duas vezes , a primeira com  Sylvia Hoskins, em 1901, com quem teve uma filha Frances.  Ninguém sabe por que este casamento terminou, ou o que aconteceu com Frances. Ele casou-se pela segunda vez  com Eva Otis, em 1926.

A carreira de Johnsonfoi estável e prolífica. Ele começou a trabalhar no final dos anos  1890’s  para J.W. Jenkins and Sons Music Company, em  Kansas City, Missouri. Nos próximos cinco anos Jenkins publicou 12 canções de  Johnson. Eventualmente  Johnson teve composições publicadas por outros editores. Em 1907, Johnson fundou sua própria companhia  e começou a publicar suas próprias músicas. Em adição, Johnson começou a publicar, escrever letras, músicas e fazer arranjos para outras pessoas. Sua maior parceria foi com  Fred Forster e a  Forster Music Publishing Company.

Em algum ponto de sua carreira  Johnson começou a escrever sob psedônimos. Ele que ele  mais usou foi o de Raymond Birch com os quais ele publicou  “Blue Goose Rag”, “Melody Rag”, e“Powder Rag”.Todavia, com qualquer nome, Johnson foi um dos principais compositores da era do Ragtime. O maior hit de 1906 foi o seu  rag “Dill Pickles”. O primeiro rag a vender 1 milhão de cópias  foi  “Maple Leaf Rag”, de Scott Joplin ; a segundo foi  “Dill Pickles”. Depois da publicação de  Dill Pickles houve um revival no interesse do ragtime , que sobreviveu por  mais uns dez anos.

Johnson tinha também grande habilidade em refletir as necessidades de seu tempo. Um exemplo marcante são as suas peças de tempo de guerra :  Guerra Hispano-Americana (1898) , Primeira Guerra Mundial (1914-1918) , e  Segunda Guerra Mundial (1939-1945) . Certamente muitas destas peças  (aproximadamente 20) respondiam ao intento patriota dos soldados.Entre estas peças as mais conhecidas são:  “GoodBye Susanna”, “Be a Pilgrim (And Not a Ram)”, “We Will Follow the Red, White, and Blue”, e “We Are All in the Same Boat Now”.

(Wikipedia)

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Linha do Tempo: Jelly Roll Morton

Ferdinand Joseph LaMothe (20/09/1885 – 10/07/1941)

Conhecido como  Jelly Roll Morton,  foi um pianista ,bandleader e compositor americano, ligado ao jazz e ragtime do início do século XX . Amplamente reconhecido como uma figura fundamental para o estabelecimento do jazz como estilo musical. Era um notável arranjador, proporcionando que um gênero, que tinha suas raízes na improvisação, viesse a estabelecer um espírito e características únicas.

Quando adolescente, Jelly Roll Morton trabalhou em prostíbulos como pianista.De 1904 a 1917 Jelly Roll foi para o Sul. Para se manter ele trabalhou como um jogador de sinuca,   cafetão,   comediante de vaudeville e como um pianista. Ele foi uma figura importante de transição entre os estilos de piano do ragtime e do jazz . Ele tocou na  Costa Oeste de 1917 a 1922 e então mudou-se para Chicago. As gravações de  Morton feitas em  1923 e 1924 para o selo Gennett foram muito populares e influentes.

Ele formou a banda ” the Red Hot Peppers” e registrou uma série de discos clássicos para a Victor. As gravações que ele fez  em Chicago apresentaram alguns dos melhores músicos de New Orleans:  Kid Ory, Barney Bigard, Johnny Dodds, Johnny St. Cyr e Baby Dodds. Em 1928 Morton já estava em  Nova Yorke, onde continuou a gravar para a Victor até 1930. Sua versão Nova-iorquina dos The Red Hot Peppers, apresentaram músicos como Bubber Miley, Pops Foster e Zutty Singleton.

Como muitos outros músicos importantes, Jelly Roll foi também atingido pela Grande Depressão de 1929. Neste período o público passou a dar preferência aos sons mais “macios” das Big Bands.Ele passou por maus momentos após 1930, tendo inclusive vendido os diamantes que tinha incrustados em seus dentes da frente e terminou tocando piano em um  “dive bar” em Washington D.C. Em 1938 Alan Lomax gravou uma série de entrevistas de Jelly para a  “Library of Congress” , mas foi só uma década depois que estas entrevistas foram abertas para o público. Jelly Roll morreu logo após uma onda de revival do Dixieland ter resgatado vários destes primeiros personagens da obscuridade. Jelly dizia que sua saúde havia piorado como resultado de um feitiço voodoo.

Sua composição “Jelly Roll Blues” foi a primeira composição de jazz publicada em 1915. Morton também foi notável por nomear e popularizar um tipo de toque espanhol em sucessos como “Wolverine Blues,” “Black Bottom Stomp,” e “I Thought I Heard Buddy Bolden Say”, como um último tributo aos criadores do gênero de New Orleans.

Jelly Roll era arrogante  e embora fosse reconhecido na sua época pelo seu talento musical, adorava uma auto-promoção, e afirmava ter inventado o jazz  em 1902, sendo por isto motivo para o escárnio de músicos e críticos da época e posteriores. (de Wikipedia e RedHotJazz)

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