Data: 100 anos de Dalva Oliveira

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Ontem Dalva de Oliveira estaria comemorando 100 anos. Mas quem foi Dalva ? Muitos de nossos leitores/ouvintes não sabem ou apenas ouviram falar dela. Paulista, de Rio Claro, Dalva foi a principal estrela da Era do Rádio. Para comparar, ela foi teve mais ou menos a mesma importância e influência que Elis Regina teria, alguns anos depois, sobre uma grande geração de cantoras. Como diz o G1 em sua edição de ontem: “Com cristalina voz de soprano, cuja extensão a permitia transitar com naturalidade dos graves aos agudos, Dalva iluminou o sentimento brasileiro com um canto aberto, folhetinesco, que atingiu (e ainda alcança) a alma popular”.

Embora tenha ficado famosa também pela “lavação de roupa suja”, em público, resultante de seu casamento com Herivelto Martins, Dalva sempre soube manter a sua estrela brilhando. Ao longo de sua discografia desfilam grandes sucessos como: Segredo (Herivelto Martins e Marino Pinto, 1947), Olhos verdes (Vicente Paiva), Tudo acabado (Osvaldo Martins e J. Piedade), Que será? (Marino Pinto e Mário Rossi), Errei, sim (Ataulfo Alves) e Ave Maria (Jayme Redondo e Vicente Paiva. Após uma breve pausa em sua carreira, parcialmente causada pela ascensão da Bossa Nova, Dalva emplacou ainda dois grandes sucessos carnavalescos que cantaremos para sempre:    Máscara negra (Zé Kétti e Pereira Matos, 1966) e Bandeira branca (Max Nunes e Laércio Alves, 1970).  O Vitrola deseja uma vida longa e merecida  à memória de Dalva de Oliveira.

 

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Homenagem: Almir Guineto

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Almir de Souza Serra (Rio de Janeiro, 12 de julho de 1946 – Rio de Janeiro, 5 de maio de 2017)

O samba hoje está mais triste: faleceu Almir Guineto, fundador do Grupo Fundo de Quintal. Não poderíamos ficar sem prestar a nossa homenagem.

 

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Homenagem: Belchior

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Antônio Carlos Gomes Belchior Fontenelle Fernandes, conhecido simplesmente como Belchior (Sobral, 26 de outubro de 1946 – Santa Cruz do Sul, 29 de abril de 2017)

Acho, que quase como todo mundo, conheci Belchior através da  voz de Elis Regina. Só algum tempo depois é, que quando adquiri seu LP de estreia : Mote e Glosa e me apaixonei por clássicos como :  “A Palo Seco”,”Todo Sujo de Batom”,”Na Hora do Almoço”,”Bebelo”,”Mote e Glosa”,”Máquina I”, “Máquina II” é que entendi que a genialidade daquele cearense era muito maior do que a apresentada por Elis. Coloco o seu álbum de 1976: Alucinação, como um dos melhores já lançados por um cntor e compositor: “Apenas um rapaz latino americano”, “Velha roupa colorida”, “Como nossos pais”, “Alucinação”, uma regravação de “A palo seco” e “Antes do fim”, eram algumas das pérolas deste disco. E ainda tem a belíssima, talvez uma das mais lindas canções da MPB, “Paralelas”. Pois é ele partiu hoje e deixou mais uma lacuna neste triste 2017.

 

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Homenagem: Jerry Adriani

Jerry Adriani em foto de 29/10/2012 (Foto: Divulgação)

Jair Alves de Sousa (São Paulo, 29 de janeiro de 1947 – Rio de Janeiro, 23 de abril de 2017)

Ídolo da Jovem Guarda, eterno bom moço, a simpatia em pessoa e um marco da música brasileira na década de 1960, faleceu hoje Jerry Adriani. Sei que ele começou cantando em italiano, mas as minhas primeiras lembranças dele remontam ao início do movimento da Jovem Guarda. Jerry apresentava programas de TV e era muito popular naquela época. Como curiosidade, Raulzito e os Panteras atuaram como banda de apoio de Jerry por três anos. O cantor gravou músicas de Raul Seixas:  (”Tudo que é bom dura pouco”, “Tarde demais” e “Doce doce amor”) e foi produzido pelo maluco beleza entre 1969 e 1971. Sempre achei que Renato Russo baseou-se em Jerry para cantar, acho que ele também, tanto que  em 1999, gravou o disco “Forza Sempre”. O trabalho tinha apenas músicas da Legião Urbana regravadas em italiano. Fica o nosso respeito e carinho com a sua memória.

Jerry Adriani canta Doce Doce Amor, música que Raul Seixas fez pra ele.

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A Música do Dia: Elis Regina: Aos Nossos Filhos

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Ontem, assistindo ao primeiro capítulo da nova minissérie da Globo, “Os Dias Eram Assim” , já fui de cara surpreendido pela música tema de abertura, a belíssima Aos Nossos Filhos de (letra de Ivan Lins e Vitor Martins). Prefiro recordar a música na versão de Elis, que por sinal também é utilizada na minissérie:

Perdoem a cara amarrada
Perdoem a falta de abraço
Perdoem a falta de espaço
Os dias eram assim

Perdoem por tantos perigos
Perdoem a falta de abrigo
Perdoem a falta de amigos
Os dias eram assim

Perdoem a falta de folhas
Perdoem a falta de ar
Perdoem a falta de escolha
Os dias eram assim

E quando passarem a limpo
E quando cortarem os laços
E quando soltarem os cintos
Façam a festa por mim

Quando lavarem a mágoa
Quando lavarem a alma
Quando lavarem a água
Lavem os olhos por mim

Quando brotarem as flores
Quando crescerem as matas
Quando colherem os frutos
Digam o gosto pra mim

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Crítica: Silva canta Marisa Monte – Teatro Bradesco BH – 07/04/17

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Cotação ****

Tive a impressão de assistir ontem ao nascimento definitivo de uma nova estrela pop da música brasileira. Não que Silva não fosse conhecido, ou  que lhe faltasse talento, mas com o atual show ele se torna definitivamente uma referência pop dentro da MPB. A proposta era arriscada, partir de clássicos gravados por Marisa, talvez a maior cantora brasileira da atualidade e lhes dar uma nova roupagem.

Com este propósito, Silva caprichou nos arranjos – largamente baseados nos teclados tocados por Silva, que conseguiram fazer as canções ficarem ainda mais pop, afastando-se um pouco do samba e aproximando-se do rock e da música eletrônica,mas com o mérito de não desfigurar as músicas e foi além do cancioneiro autoral da artista.

O Show abriu com  uma bela versão de Chuva no brejo (Moraes Moreira, 1975), música que Marisa registrou no CD e DVD Barulhinho bom (1996). Seguiram-se boas as versões de Ainda lembro (Marisa Monte e Nando Reis, 1991) , Tema de amor (Carlinhos Brown e Marisa Monte, 2000), Na estrada (Carlinhos Brown, Nando Reis e Marisa Monte, 1994), O bonde do dom (Arnaldo Antunes, Carlinhos Brown e Marisa Monte, 2006), Universo ao meu redor (2006), Eu sei (Na mira) (Marisa Monte, 1991) e a desejada Beija eu (Marisa Monte, Arnaldo Antunes e Arto Lindsay, 1991).

Não só de músicas de Marisa constou o show, a versão da canção De noite na cama (Caetano Veloso, 1971) foi memorável. No mesmo bloco tivemos Sonhos (Peninha, 1977), que me fez lembrar Caetano Veloso e  O que me importa (Cury, 1971), uma bela canção romântica  lançada por Adriana e  popularizada por Tim Maia em gravação de 1972. Silva apresentou ainda versões  para Acontecimento (Hyldon, 1975), Eu sou o caso deles (Moraes Moreira e Luiz Galvão, 1972) e O mistério do planeta (Moraes Moreira e Luiz Galvão, 1974).

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Enfim um belo show, para uma estrela que nasce abençoado por uma madrinha de peso, a própria Marisa, que não se cansa de elogiar o seu “afilhado’.

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Faces: Grupo Boi Luzeiro

Com o novo nome do grupo

Vitrola dos Sousa

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Foto: Luíza Castro Fotografia

O Grupo Boi Luzeiro reside na capital mineira e tem influência da Cultura Popular Brasileira, como Folia de Reis, Maracatu de Baque Virado, Coco, Congo, Ciranda e Lavadeiras do norte de Minas.

“A natureza transborda em suas cicatrizes, memórias e travessias. Do boi que se alimenta da terra seca à cigarra que canta até explodir o canto, do percurso de quem trabalha formando um rastro. Espaços de passagem. Folhas secas, terra ardente, chuva, rio, ar e fogo. A saudade que fica, o caminho que passa. Do campo que conta suas ruralidades na simplicidade da natureza, do homem, dos bichos e das plantas. O pulso que transporta nas veias vida e emoção, tirando do sofrimento, limpando impurezas e realimentando a alma, enquanto a correnteza leva no curso dos rios a esperança de uma terra que não morrerá. É a seca do corpo sendo reavivada pelos rios da…

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