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As 100 Maiores Vozes da Música Brasileira – (Todas as Vozes : Do 1 ao 100)

 

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As 100 Maiores Vozes da Música Brasileira: 11 a 01

Finalmente terminando a lista das maiores vozes brasileiras.

10 – Milton Nascimento

Milton do Nascimento (Rio de Janeiro, 26 de outubro de 1942)

Texto da Rolling Stone:“Milton é um dos principais artistas da música brasileira. Ele sintetiza, na inovadora assinatura musical dele, uma série de habilidades. Tem voz linda e um timbre inconfundível e muito particular. Ao ouvi-lo, não se faz referência direta a algo da nossa música, mesmo havendo mistura riquíssima ali de música mineira, sacra, hispânica e latina, e até dos Beatles e do folk de Dylan. Em termos de popularidade fora do Brasil, principalmente no circuito do jazz, ele só encontra paralelo com Tom Jobim.

Tem um disco de 1968, Courage, com Eumir Deodato, e que reúne grandes músicos americanos, o qual, para mim, é sagrado, pois marcou muito a minha infância. Meu pai ouvia e foi meu primeiro contato com a música dele. O movimento que Milton fundou com Lô Borges, o Clube da Esquina, é um dos principais da música popular brasileira. Ele está de igual para igual com Tropicália, bossa nova e Novos Baianos, em termos de importância e de construção harmônica e melódica. É uma referência muito importante para mim. Na parte embrionária do Skank, fizemos uma versão de “Raça”, o que prova que tínhamos forte influência dele.”

Discografia:Travessia – Codil, 1967 Courage – A&M/CTI, 1968 Milton Nascimento – Odeon, 1969 Milton – Odeon, 1970 Clube da Esquina (com Lô Borges) – EMI Odeon, 1972 Milagre dos Peixes – EMI Odeon, 1973 Milagre dos Peixes Ao Vivo – EMI Odeon, 1974 Native Dancer com Wayne Shorter – Columbia(USA) / Emi-Odeon(No Brasil), 1974 Minas – EMI Odeon, 1975 Geraes – EMI Odeon, 1976 Milton – A&M, 1976 Clube da Esquina 2 – EMI Odeon, 1978 Journey To Dawn – A&M, 1979 Sentinela – Barclay, 1980 Caçador de Mim – Ariola, 1981 Anima – Ariola, 1982 Missa dos Quilombos – Ariola, 1982 Ao Vivo – Barclay, 1983  Encontros e Despedidas – Barclay, 1985 Corazón Americano – [1986] A Barca dos Amantes – Barclay, 1986 Yauaratê – CBS, 1987 Miltons – CBS, 1989 Txaí – CBS, 1990 O Planeta Blue na Estrada do Sol – Columbia, 1992 Angelus – Warner, 1994 Amigo – Warner, 1995 Nascimento – Warner, 1997 Tambores de Minas – Warner, 1997 Milton Nascimento ‘Crooner’ – Warner, 1999 Gil & Milton (com Gilberto Gil) – Warner, 2000 Pietá – Warner, 2002 O Coronel e o Lobisomem, 2005 Novas Bossas, 2008 …E a Gente Sonhando, 2010 Uma Travessia, 50 Anos de Carreira Ao Vivo, 2013

 

9 – Clara Nunes

Clara Francisca Gonçalves Pinheiro, conhecida como Clara Nunes (Paraopeba, 12 de agosto de 1942 — Rio de Janeiro, 2 de abril de 1983)

Texto da Rolling Stone: “Clara Nunes sempre foi uma pessoa muito generosa. Era muito simpática com todo mundo, tinha carisma e luz. Nunca a vi enfurecida, aborrecida ou cobrando algo de alguém. Ela sempre se preocupava com os colegas e fazia questão de falar sobre os compositores que ela gravava e gostava. Clara era uma cantora que a gente ouvia e sabia imediatamente quem era. Tinha uma voz muito bonita e foi muito importante para o samba e para a música brasileira.

Clara era uma cantora que a gente ouvia e sabia imediatamente quem era. Tinha uma voz muito bonita e foi muito importante para o samba e para a música brasileira. Como intérprete, fez parte de uma geração de cantoras que você ouvia e sabia imediatamente quem era, porque elas tinham sua forma de interpretar, deixavam sua identidade na voz. Quando “Coração Leviano” foi gravada por Clara, se tornou um sucesso e isso me ajudou muito. Aonde eu chegava e cantava essa música, todo mundo cantava junto. E isso ela fez com inúmeros compositores. Outra virtude é que era portelense. Na Portela, as pessoas tinham um carinho muito grande por ela e esse carinho era recíproco. Sua morte prematura, no auge da carreira, foi um baque muito grande para todos nós.”

Discografia:1966 – A Voz Adorável de Clara Nunes  1968 – Você Passa, Eu Acho Graça 1969 – A Beleza Que Canta 1971 – Clara Nunes (Odeon)  1972 – Clara Clarice Clara (Odeon)  1973 – Clara Nunes (Odeon)   1974 – Brasileiro Profissão Esperança (Odeon)  1974 – Alvorecer (Odeon) 1975 – Claridade (Odeon)  1976 – Canto das Três Raças (EMI-Odeon)  1977 – As Forças da Natureza (EMI-Odeon)  1978 – Guerreira (EMI-Odeon)  1979 – Esperança (EMI-Odeon)  1980 – Brasil Mestiço (EMI-Odeon)  1981 – Clara (EMI-Odeon) 1982 – Nação (EMI-Odeon)

8 – Caetano Veloso

 

Caetano Emanuel Viana Teles Veloso (Santo Amaro, 7 de agosto de 1942)

Texto da Rolling Stone: “O Caetano vai ser sempre lembrado como compositor e intérprete. A chegada dele, com o Tropicalismo, foi uma revolução, que trouxe também a questão da alma da música brasileira, com Vicente Celestino e boleros, que era o nosso passado, naquele momento considerado cafona, porque só bossa nova é que era chique. Foi o que mais me impactou, pois tinha um desconforto com aquela mentalidade.

Nos conhecemos na Bahia, quando fui com o Secos & Molhados. Acho que sou um resultado do Tropicalismo, porque vim muito depois, em 1973, e aquilo já tinha mexido com a minha cabeça de tal maneira, que penso que ousei me expor tanto quanto me expus, porque o Tropicalismo me incitou. O Caetano se transformou num cantor maravilhoso quando voltou da Inglaterra, deu um pulo enorme. Até então eu o achava em tudo excelente, menos como cantor. Ele descobriu lá um jeito de cantar que depois evoluiu muito. Por isso, gosto muito dos discos que ele fez lá, que, naquele momento em que eu era um anônimo que consumia música brasileira, foram importantíssimos para mim. Uma canção dele que gravei e adoro é “Um Índio”, porque ele me contou que compôs quando estava fazendo a barba, um índio entrou na cabeça dele e, pronto, foi pegar o violão.”

Discografia: 1967 – Domingo 1967 – Caetano Veloso 1968 Tropicalia ou Panis et Circencis  1969 Caetano Veloso 1971 Caetano Veloso 1972 Transa 1973 Araçá Azul 1975 Joia 1975 Qualquer Coisa 1977 Bicho 1978 Muito – Dentro da Estrela Azulada 1979 Cinema Transcendental  1981 Outras Palavras 1982 Cores,Nomes 1983 Uns 1984 Velô 1986 Totalmente Demais 1986 Caetano Veloso 1987 Caetano 1989 Estrangeiro 1991 Circuladô 1993 Tropicália 2 1994 Fina Estampa 1997 Livro 2000 Noites do Norte 2002 Eu Não Peço Desculpa 2004 A Foreign Sound 200 Cê 2009 Zii e Ziê 2012 Abraçaço

 

7 – Gal Costa

Maria da Graça Costa Penna Burgos, conhecida como Gal Costa (Salvador, 26 de setembro de 1945)

Texto da Rolling Stone: “A voz da Gal é uma das mais bonitas que já ouvi. O jeito que ela se apropria das letras, da história, me faz pensar que ela está totalmente à vontade dentro de uma música. Gal se relaciona com o que canta. Com ela, “barata pode ser um barato total. Não me lembro de um primeiro momento em que ouvi suas músicas, porque minha mãe colocava Gal na vitrola todas as manhãs. Lembro de ficar olhando a capa do disco Água Viva e achar impressionante ela, Gal, debaixo d’água. Linda, borbulhando.

Não me lembro de um primeiro momento em que ouvi suas músicas, porque minha mãe colocava Gal na vitrola todas as manhãs. Lembro de ficar olhando a capa do disco Água Viva e achar impressionante ela, Gal, debaixo d’água. Linda, borbulhando. Esse disco tem uma música chamada “Mãe”. É a coisa mais linda e triste que eu já ouvi. Me dá uma saudade da minha vida, da minha infância e da minha mãe colocando esse disco na vitrola. O legal do disco mais recente dela, Recanto, é que as músicas foram feitas pra ela – e a gente percebe essa densidade. É bonito de ouvir. Cresci ouvindo Gal, amadureci ouvindo Gal. O Cantar é um dos meus discos de cabeceira. Eu me interessei pelo canto ouvindo os discos dos meus pais. E Gal estava lá, cantando o tempo todo com a gente.”

Discografia: Domingo (1967) – com Caetano Veloso Tropicalia ou Panis et Circencis (1968) – com Caetano Veloso, Gilberto Gil, Nara Leão, Os Mutantes e Tom Zé Gal Costa (1969) Gal (1969) LeGal (1970) Índia (1973) Cantar (1974) Gal Canta Caymmi (1976) Gal Canta Caymmi (1976)  Água Viva (1978) Gal Tropical (1979) Aquarela do Brasil (1980) Fantasia (1981)  Minha Voz (1982) Baby Gal (1983) Profana (1984) Bem Bom (1985) Lua de Mel Como o Diabo Gosta (1987) Plural (1990)  Gal (1992) O Sorriso do Gato de Alice (1993) Mina d’Água do Meu Canto (1995) Aquele Frevo Axé (1998) Gal de Tantos Amores (2001) Bossa Tropical (2002) Todas as Coisas e Eu (2003) Hoje (2005) Recanto (2011) Estratosférica (2015)

6 – Roberto Carlos

 

Roberto Carlos Braga, (Cachoeiro de Itapemirim, 19 de abril de 1941)

Texto da Rolling Stone:“Eu ouvi Roberto Carlos pela primeira vez no colo de meu pai, que me segurava em um dos braços e com o disco dele debaixo do outro, tentava fazer o café da manhã e colocar o vinil na vitrola ao mesmo tempo. Isso acontecia todos os domingos lá em casa. O impacto ecoa até hoje. Roberto Carlos ajudou milhares de pessoas a serem o que são hoje através de suas canções, que vinham ano a ano alimentando a alma de cada brasileiro, assim como Caetano, Gil, Chico, Raul, entre outros, mas com um alcance muito maior.

Sua voz é a voz do amigo que a gente precisa ter durante toda a vida. Esse feito fez dele um dos compositores mais importantes na história da música brasileira. Ao lado de Erasmo Carlos, atingiu com perfeição o alvo, que é o coração das pessoas. Juntos, eles chegaram a um nível altíssimo de emoção em milhares de versos que permanecem vivos até hoje. É uma aula de composição. De algum modo, é esse mesmo alvo que procuro quando faço uma canção. A convite de Erasmo, conheci Roberto certa vez. Fiquei incomodado com a presença dele ali na minha frente. Respirei fundo, cheguei perto, olhei nos olhos dele e o agradeci pessoalmente.”

Discografia: 1961 Louco por Você 1963 Splish Splash 1964 É Proibido Fumar 1964 Roberto Carlos Canta A La Juventud 1965 Roberto Carlos Canta para a Juventude 1965 Jovem Guarda 1966 Roberto Carlos 1967 Roberto Carlos Em Ritmo de Aventura 1968 O Inimitável 1969 Roberto Carlos 1970 Roberto Carlos 1971 Roberto Carlos 1972 Roberto Carlos 1973 Roberto Carlos 1974 Roberto Carlos 1975 Roberto Carlos 1976 Roberto Carlos 1976 San Remo 1968 1976 Roberto Carlos 1977 Roberto Carlos 1978 Roberto Carlos 1979 Roberto Carlos 1980 Roberto Carlos 1981 Roberto Carlos 1982 Roberto Carlos 1983 Roberto Carlos 1984 Roberto Carlos 1985 Roberto Carlos 1986 Roberto Carlos 1987 Roberto Carlos 1988 Roberto Carlos 1988 Roberto Carlos ao Vivo 1989 Roberto Carlos 1990 Roberto Carlos 1991 Roberto Carlos 1992 Roberto Carlos 1993 Inolvodables 1993 Roberto Carlos 1994 Roberto Carlos 1995 Roberto Carlos 1995 Roberto Carlos 1996 Roberto Carlos 1997  Canciones que Amo 1998 Roberto Carlos 1999 Mensagens 1999 Grandes Sucessos 2000 Grandes Canciones  2001 Acústico MTV 2002 Roberto Carlos 2003 Pra Sempre 2004 Pra sempre ao vivo 2005 Roberto Carlos 2006 Roberto Carlos Duetos 2008 Roberto Carlos En Vivo 2008 Roberto Carlos e Caetano Veloso e a música de Tom Jobim 2009 Elas Cantam Roberto Carlos 2010 Emoções Sertanejas 2012 Roberto Carlos Em Jerusalém (Ao Vivo) 2012 Esse Cara Sou Eu EP 2013 Remixed 2015 Primeira Fila

5 – Maria Bethania

Maria Bethânia Vianna Telles Vello (Santo Amaro, 18 de junho de 1946), mais conhecida como Maria Bethânia

Texto da Rolling Stone:“Bethânia surgiu para o público como apenas e exclusivamente uma voz. Foi na Bahia. O diretor de teatro Álvaro Guimarães montou O Boca de Ouro, de Nelson Rodrigues, e o espetáculo abria com um longo blackout em que se ouvia a voz de uma garota desconhecida cantando “Na Cadência do Samba”, de Ataulfo Alves. Ela tinha 17 anos, mas era já essa voz de timbre rico e afeto intenso que nos impressiona até hoje. Ninguém via a figura que sustentava aquela voz nas trevas. Mas o espetáculo começava com uma força ímpar no teatro mundial.Conheço a voz de Bethânia desde dentro: ela foi se desenvolvendo pertinho de mim – e tinha os elementos genéticos que estão presentes na minha própria voz, na de meus outros irmãos, na de meus filhos. A personalidade forte de Bethânia sempre foi a que se sente quando hoje ela entra no palco, num restaurante ou em uma sala de estar. Sua voz também sempre foi assim peculiar, com tons de cobre e de água-marinha. É uma textura que veicula sentimento e inteligência intensos e imediatos. É uma voz-pessoa, indissociável. E desde sempre atada à música através da poesia.”

Discografia: 1965 Maria Bethânia 1967 Edu e Bethânia 1969 Maria Bethânia 1971 A Tua Presença 1972 Drama 1976 Pássaro Proibido 1977 Pássaro da Manhã 1978 Álibi 1979 Mel 1980 Talismã 1981 Alteza 1983 Ciclo 1984 A Beira e o Mar 1987 Dezembros 1988 Maria 1989 Memórias da Pele 1990 25 anos 1992 Olhos D’água 1993 As canções que você fez pra mim 1993 Las Canciones que Hiciste pra Mí 1996 Âmbar 1999 A Força que nunca seca 2001 Maricotinha 2003 Cânticos, preces, súplicas à Senhora dos jardins do céu na voz de Maria Bethânia 2003 Brasileirinho 2005 Que falta você me faz – Músicas de Vinicius de Moraes 2006 Pirata 2007 Omara Portuondo e Maria Bethânia 2009 Encanteria 2009 Tua 2012 Oásis de Bethânia 2014 Meus Quintais

4 – Wilson Simonal

Wilson Simonal de Castro (Rio de Janeiro, 23 de fevereiro de 1938 — São Paulo, 25 de junho de 2000)

Texto da Rolling Stone:“Simonal inaugurou uma nova escola de canto no Brasil. Ele uniu todas as escolas vocais, desde o cool da bossa nova até a potência vocal, acrescentando uma influência do suingue, na maneira mais criativa de se interpretar uma música. Não somente por saber cantar as notas originais, mas também por criar uma divisão diferente e novas possibilidades de melodias paralelas.

No começo da carreira até o fim dos anos 70, Simonal viveu, como cantor, em uma evolução constante. Começou cantando rock e calipso nos primeiros discos, com muita influência dos conjuntos vocais norte-americanos e de Ray Charles. Também se aproximou da bossa e do samba, e nunca teve medo de misturar ritmos. Na segunda metade dos anos 60, teve a história da pilantragem, gênero que ajudou a criar. O jeito de ele cantar era adequado ao gênero musical mais dançante, balançado, direto e popular. Então, todas as suas fases têm pontos altos. Não era só um cantor. Era um artista bem completo e fazia muitas coisas no palco. E tem essa coisa da comunicação, de falar e brincar com o público, o que você vê hoje muitos artistas fazendo. É uma coisa comum. Qualquer artista de banda de axé hoje fala: “Tira o pé do chão”. Mas isso era algo que não existia na música popular brasileira. Ele foi um dos primeiros, se não o primeiro.”

Discografia: 1963 – Tem “Algo Mais”  1964 – A Nova Dimensão do Samba  1965 – Wilson Simonal 1965 – S’imbora 1966 – Vou Deixar Cair… 1967 – Alegria, Alegria !!! 1968 – Alegria, Alegria Volume 2 ou Quem não Tem Swing Morre com a Boca Cheia de Formiga 1969 – Alegria, Alegria Volume 3 ou Cada um Tem o Disco que Merece  1969 – Alegria, Alegria Volume 4 ou Homenagem à Graça, à Beleza, ao Charme e ao Veneno da Mulher Brasileira 1970 – México ’70 (lançado apenas no mercado mexicano, chegou ao Brasil em 2010) 1970 – Simonal 1971 – Jóia, Jóia 1972 – Se Dependesse de Mim 1973 – Olhaí, Balândro… É Bufo no Birrolho Grinza! 1974 – Dimensão 75 1975 – Ninguém Proíbe o Amor 1977 – A Vida É só pra Cantar 1979 – Se todo mundo Cantasse Seria bem mais Fácil Viver 1982 – Alegria Tropical 1983 – Simonal 1991 – Os Sambas da minha Terra (lançado apenas na Venezuela)1995 – Brasil1998 – Bem Brasil – Estilo Simonal

3 – Ney Matogrosso

Ney de Souza Pereira (Bela Vista, 1 de agosto de 1941), mais conhecido como Ney Matogrosso

Texto da Rolling Stone:“Ney Matogrosso é incomparável. Nunca houve entre os cantores brasileiros uma figura tão sedutora, chique e atrevida. Públicos feminino e masculino são hipnotizados por sua voz e presença. Não há quem não fique apaixonado. O timbre da voz é inigualável. Quando se ouve, sabe-se na hora quem é. Isto se chama personalidade e ele a aplica em todos os poros de sua arte.

Bobagem falar em momentos mais importantes da vida de um artista do calibre dele, que nunca se repete. Foi inesquecível quando o vi pela primeira vez. Foi uma aparição do outro mundo: um ET elegante vestindo um kabuki mucho louco com uma voz assexuada, cantando uma ciranda portuguesa. Quer mais? Valorizo também a defesa que ele faz no tratamento da hanseníase. Adoro o respeito que tem pelos animais e como cuida do verde. Ah, eu disse que o Ney é um lindo e um tesão?”

Discografia: Água do Céu – Pássaro (1975) Bandido (1976) Pecado (1977) Feitiço (1978) Seu Tipo (1979) Sujeito Estranho (1980) Ney Matogrosso (1981) Mato Grosso (1982) Pois é (1983) Destino de Aventureiro (1984) Bugre (1986) Quem Não Vive Tem Medo da Morte  (1988) As Aparências Enganam (1993) – com Aquarela Carioca Estava Escrito (1994) Um Brasileiro (1996) O Cair da Tarde (1997) Olhos de Farol (1999) Batuque (2001) Ney Matogrosso Interpreta Cartola (2002) Vagabundo (2004) – com Pedro Luís e a Parede Inclassificáveis (2008) Beijo Bandido (2009) Atento aos Sinais (2013)

2 – Elis Regina

 

 Elis Regina Carvalho Costa (Porto Alegre, 17 de março de 1945  — São Paulo, 19 de janeiro de 1982)

Texto da Rolling Stone: “Minha mãe, absurdamente inteligente que era, soube ser repórter do seu tempo, de forma sensível, criativa e corajosa. Usou sua arte para acrescentar não apenas memória emotiva à vida das pessoas. Não se vê isso hoje em dia – até porque parece que ser engajado hoje é mal visto; os artistas estão engessados, preocupados demais com outras coisas, imagem, por exemplo. Eu inclusive. A sua compreensão das letras permitia sua interpretação ímpar – e isso também se dá ao seu senso crítico. Ela tinha essa necessidade de cantar, de se entender cantora, de se fazer ouvir, de falar.

Essa inquietação toda, num corpo de 1,50m, é de uma ousadia necessária nas artes. Buscava a perfeição no que fazia, não nivelava por baixo, não se contentava com pouco. E ela era, sim, uma musicista, com destaque especial pra sua noção de divisão, onde e como colocar notas curtas, onde sustentar uma nota, sempre pensando na história que a letra contava. Dinheiro, fama, números não a interessavam. Por isso que ela era – e continua sendo – levada muito a sério. Sempre foi nítida a sua entrega e respeito à arte.

Na minha humilde opinião, os discos Elis e Tom e Essa Mulher têm uma beleza e força peculiares. Saudade do Brasil e Transversal do Tempo são fundamentais. Cantar essas músicas está sendo uma experiência muito rica e emotiva, tanto do ponto de vista pessoal quanto profissional. O show que estou fazendo me reaproximou de minha mãe, depois de 10 anos sem permitir que ela se comunicasse comigo através de sua música, que foi a ferramenta que eu elegi para tê-la comigo de alguma maneira. Entenda: eu não a ouvia com frequência, até porque isso sempre doeu muito. No entanto, quando da decisão de me tornar uma cantora profissional, evitar ouvi-la a qualquer custo se fez necessário.”

Discografia:1961 – Viva a Brotolândia  1962 – Poema de Amor 1963 – Elis Regina 1963 – O Bem do Amor 1965 – Samba – Eu Canto Assim 1966 – Elis 1969 – Elis – Como e Porque 1970 – Em Pleno Verão 1971 – Ela 1972 – Elis 1973 – Elis 1974 – Elis & Tom (com Antônio Carlos Jobim) 1974 – Elis  1976 – Falso Brilhante 1977 – Elis 1979 – Essa Mulher 1980 – Saudade do Brasil 1980 – Elis

1 – Tim Maia

Tim Maia, nome artístico de Sebastião Rodrigues Maia (Rio de Janeiro, 28 de setembro de 1942 — Niterói, 15 de março de 1998)

Texto da Rolling Stone: “Quando eu ouvi a música ‘Lábios de Mel’, que é lindíssima, ainda era garoto. Foi na década de 70, início da década de 80. O impacto foi muito forte, porque era uma música negra, brasileira, extremamente forte e importante. Foi muito bonito para mim. Enquanto Michael Jackson era uma referência, um artista como Tim Maia compunha música negra e chamava atenção, se destacando no Brasil. Por isso, ele teve muita importância, principalmente para a música negra brasileira, a música soul. Muitos artistas, talvez antes dele ou no mesmo período, batalharam para fazer essa música acontecer e ele conseguiu trazê-la para o Brasil e dar autoria a ela. Ou seja, deu a cara brasileira a esse ritmo universal. O timbre de Tim Maia era muito particular e muito pessoal. De grande extensão, ia do grave ao agudo e era marcante, com o sotaque da música brasileira. Você percebe samba, jovem guarda,
forró, tudo fundido dentro dessa particularidade de black music. Ao mesmo tempo em que cantava
e interpretava as canções, ele não deixava de se comunicar com o público nem de fazer com que as
pessoas cantassem com ele. Sempre pedia também para as pessoas dançarem. Ou seja, foi um cara que imprimiu muito comportamento para o público.

Tim Maia tocava muito bem percussão. Eu me sinto influenciado por ele não só como cantor mas
no front line e, principalmente, no compromisso com o bom som. A fidelidade do som que vai para
as pessoas e que vem para ele também cantar mais bonito. Eu gravei ‘Cristina’ e cantei várias músicas dele no especial Som Brasil, na TV Globo. Entre as músicas que mais gosto, estão todas no Tim Maia Racional, que considero um dos melhores discos da música de brasileira. Ele escolhe um único tema para falar no disco e, ao mesmo tempo, consegue diversificar demais, com uma mesma formação muito exclusiva. Ele grava um disco inteiro assim e cada música tem uma particularidade, mesmo que discutindo o mesmo tema. Acho que talvez poucas pessoas saibam, mas Tim Maia era apontado como um cara muito
preocupado com o futuro das crianças. No fim da vida, fez o bem para muitas delas. Ele foi, acima
de tudo, uma pessoa que não se escondia da vida e das adversidades. Não omitiu polêmicas. Viveu
intensamente. Dessa intensidade, fez muita música boa e muito show bom. Agora acho que tudo é
uma questão de tempo. Há aqueles que não querem descobrir como ele é como pessoa, porque
simplesmente amam a música dele. E há aqueles que têm a simplicidade para entender que, por
trás da música, há uma pessoa que precisa ser investigada. Acredito que, no futuro, as pessoas
mudarão essa opinião a respeito dele apenas como um personagem polêmico e engraçado.”

Discografia:1970 – Tim Maia  1971 – Tim Maia 1972 – Tim Maia 1973 – Tim Maia 1975 – Tim Maia Racional, Vol. 1 1976 – Tim Maia Racional, Vol. 2 1976 – Tim Maia em Inglês 1976 – Tim Maia 1977 – Tim Maia 1978 – Tim Maia Disco Club 1979 – Reencontro 1980 – Tim Maia 1982 – Nuvens 1983 – O Descobridor dos Sete Mares 1984 – Sufocante 1985 – Tim Maia 1986 – Tim Maia 1987 – Somos América 1988 – Carinhos 1990 – Dance Bem 1990 – Tim Maia Interpreta Clássicos da Bossa Nova 1994 – Voltou Clarear 1995 – Nova Era Glacial 1997 – Tim Maia & Os Cariocas: Amigos do Rei 1997 – Pro Meu Grande Amor 1997 – What a Wonderful World 1997 – Só Você (Para Ouvir e Dançar) 1997 – Sorriso de Criança Póstumos2011 – Tim Maia Racional, Vol. 3

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As 100 Maiores Vozes da Música Brasileira: 11 a 20

20. Elizeth Cardoso

Elizeth Moreira Cardoso (Rio de Janeiro, 16 de julho de 1920 — 7 de maio de 1990)

Texto da Rolling Stone:Padrão e sólida referência do canto feminino brasileiro, por conta da estilosa voz de contralto que roçava os tons de mezzo-soprano, Elizeth Cardoso lançou em um disco de 1958 a revolucionária batida diferente do violão de João Gilberto. Mas àquela altura a Divina, epíteto da cantora carioca descoberta por Jacob do Bandolim em fins dos anos 30, já havia feito seu nome ao gravar outras canções do amor demais. Sem se limitar aos sambas-canção, gênero predominante na primeira fase de sua discografia, Elizeth transitou com seu canto apurado por samba, choro-canção, MPB e até pelas Bachianas de Villa-Lobos. Mas jamais se esqueceu de dar voz aos maiores compositores da era do rádio. Foi o período que a projetou em escala nacional nos anos 50 a partir da gravação de “Canção do Amor”. Única, Elizeth cantou divinamente a trilha sonora de sua época.

Discografia solo:Canções à Meia Luz (1955) Fim de Noite (1956) Noturno (1957) Canção do Amor Demais (1958) Retrato da Noite (1958) Naturalmente (1958) Magnífica (1959) A Meiga Elizeth (1960) A Meiga Elizeth nº 2 (1962) Grandes Momentos (1963) A Meiga Elizeth nº 3 (1963) Elizeth Interpreta Vinícius (1963) A Meiga Elizeth nº 4 (1963) A Meiga Elizeth nº 5 (1964) Quatrocentos Anos de Samba (1965) Elizete Sobe o Morro (1965) Muito Elizeth (1966) A Enluarada Elizeth (1967) Momento de Amor (1968) Falou e Disse (1970) Preciso Aprender a Ser Só (1972) Mulata Maior (1973) Feito em Casa (1974) Elizeth Cardoso (1976) A Cantadeira do Amor (1978) O Inverno do Meu Tempo (1979) Outra Vez Elizeth (1982) Ary Amoroso (1991) Álbuns de estúdio em conjuntos Sax Voz (1960) Sax Voz nº 2 (1961) A Bossa Eterna de Elizeth e Cyro (1966) A Bossa Eterna de Elizeth e Ciro nº 2 (1969) Elizeth Cardoso e Silvio Caldas Vol. I (1971) Elizeth Cardoso e Silvio Caldas Vol. II (1971) Todo o Sentimento (1991) Álbuns ao vivo solo e em conjuntos Ao Vivo no Teatro João Caetano Vol. I (1968) Ao Vivo no Teatro João Caetano Vol. II (1968) Elizeth e Zimbo Trio Balançam na Sucata (1969) Elizeth no Bola Preta com a Banda do Sodré (1970) É de Manhã (1970) Elizeth Cardoso em Tokyo (1977) Elizethíssima (1981) Recital (1982) Elizeth – Uma Rosa para Pixinguinha (1983) Leva Meu Samba (1984) Luz e Esplendor (1986)

19. Paulinho da Viola

Paulo César Batista de Faria, mais conhecido como Paulinho da Viola, (Rio de Janeiro, 12 de novembro de 1942)

Texto da Rolling Stone: Figura serena e educada, Paulo César Batista de Faria, ou Paulinho da Viola, é o gentleman da música brasileira – inclusive no jeito delicado e calmo de cantar, algumas vezes conversando com o ouvinte, como em “Sinal Fechado”, outras demonstrando extrema afinação e bom gosto, caso de “Pecado Capital”. Também sempre que se mencionar a mais vitoriosa das agremiações carnavalescas do Rio de Janeiro, a Portela, um dos primeiros nomes que virá à cabeça será o dele, tal o amor que nutre pela escola. Também foi responsável por revigorar o samba, com um modo bastante particular de cantá-lo, e, em 47 anos de carreira, emplacou inúmeros sucessos. Portanto, quando o rio cantado por esse precioso cantor e compositor passar em sua vida, beba do samba, faça a dança da solidão, apanhe uma rosa de ouro e deixe seu coração leviano ser levado e contagiado pela voz firme e doce.

Discografia:1968 – Paulinho da Viola 1970 – Foi um Rio Que Passou em Minha Vida 1971 – Paulinho da Viola 1971 – Paulinho da Viola 1972 – A Dança da Solidão 1973 – Nervos de Aço 1975 – Paulinho da Viola (conhecido também como Amor à Natureza) 1976 – Memórias Chorando 1976 – Memórias Cantando 1978 – Paulinho da Viola 1979 – Zumbido 1981 – Paulinho da Viola 1982 – A Toda Hora Rola uma Estória 1983 – Prisma Luminoso 1989 – Eu canto Samba 1993 – Paulinho da Viola&Ensemble (Internacional) 1996 – Bebadosamba 1997 – Bebadachama (Ao vivo) 1999 – Sinal Aberto com Toquinho 2003 – Meu tempo é Hoje (Trilha Sonora) 2007 – MTV Acústico Paulinho da Viola

18. Cássia Eller

Cássia Rejane Eller[(Rio de Janeiro, 10 de dezembro de 1962 — Rio de Janeiro, 29 de dezembro de 2001 )

Texto da Rolling Stone: “Ela parecia ser compositora de qualquer música que cantasse”, define Oswaldo Montenegro, que trabalhou com Cássia na estreia dela como cantora, no musical Vejo Você, Brasília, em 1982. Essa é talvez a melhor forma de explicá-la: ela sempre dava originalidade e uma visão única a tudo que cantasse. O tom rouco e a potência para gritar de forma intensa, mas sem afetação, se misturavam a uma capacidade de ir com destreza do canto mais doce ao vocal rasgado, como na sequência “Non, Je Ne Regrette Rien” e o clássico “Malandragem”, no disco Acústico MTV. Cássia tinha uma combinação rara de timidez e irreverência, que também transparecia em seu modo de se apresentar. Apesar de ter influenciado um sem número de cantoras posteriores, jamais foi igualada. “Nunca mais apareceu nessa área uma cantora com tanta força, versatilidade e audácia”, decreta Wagner Tiso.

Discografia: 1990 Cássia Eller 1992 O Marginal 1994 Cássia Eller 1996 Cássia Eller Ao Vivo 1998 Veneno Antimonotonia 1998 Veneno Vivo 1999 Com Você Meu Mundo Ficaria Completo 2001 Acústico MTV 2002 Dez de Dezembro 2006 Rock in Rio: Cássia Eller Ao Vivo

17. Nelson Gonçalves

Nélson Gonçalves (nome artístico de Antônio Gonçalves Sobral, Santana do Livramento, 21 de junho de 1919 — Rio de Janeiro, 18 de abril de 1998)

Texto da Rolling Stone: A voz de Nelson Gonçalves é tão importante para a história da música brasileira que ele carregou em vida o apelido de “Rei da Voz”. Um dos artistas que mais vendeu discos no país, experimentou até a fama internacional. A sonoridade daquele tom grave e austero, típico de muitos cantores de repertórios românticos daquela época, que privilegiava os intérpretes de extensão vocal impressionante, faz dele até hoje um dos nossos grandes gogós de ouro. Seu repertório era amplamente popular, ele cantava o sofrimento amoroso das pessoas do povo, sem qualquer arroubo de intelectualidade. E o alcance de seu vozeirão ajudava para que as letras que entoava atingissem diretamente o coração. E pensar que toda essa emoção vinha da voz de um homem que investiu na carreira de cantor apesar de uma gagueira que lhe acometeu na juventude.

Maiores Sucessos:  1941 – “Se Eu Pudesse um Dia” 1942 – “Dorme que Eu Velo por Ti” 1942 – “Fingiu Que Não Me Viu” 1942 – “Renúncia” 1943 – “Noite de Lua” 1943 – “Quando a Saudade Vier” 1943 – “Não Sou Feliz nos Amores” 1943 – “A Saudade É um Compasso de Mais” 1943 – “A Mulher do Seu José” 1943 – “Solidão” 1943 – “Perfeitamente” 1944 – “Sabiá de Mangueira” 1944 – “Quase Louco” 1944 – “Dos Meus Braços Tu Não Sairás” 1944 – “Ela me Beijou” 1945 – “Eu Não Posso Viver Sem Mulher” 1945 – “Aquela Mulher” 1945 – “Meus Amores” 1945 – “Maria Bethânia” 1946 – “Pelas Lágrimas” 1946 – “Seus Olhos na Canção” 1946 – “Segure no Meu Braço” 1946 – “Quando É Noite de Lua” 1946 – “Menina dos Olhos” 1946 – “A Você” 1946 – “Coração” 1946 – “Espanhola” 1947 – “Dona Rosa” (com Isaura Garcia) 1947 – “Segredo” 1947 – “A Rainha do Mar” 1947 – “Odalisca” 1948 – “Princesa de Bagdá” 1948 – “Perdôo, Sim” 1949 – “Normalista” 1949 – “Quando Voltares” 1949 – “Pepita” 1952 – “Confete Dourado” 1953 – “Camisola do Dia” 1953 – “Meu Vício É Você” 1954 – “Carlos Gardel” 1954 – “Francisco Alves” 1955 – “Último Desejo” 1955 – “Esta Noite me Embriago” 1955 – “Hoje Quem Paga Sou Eu” 1956 – “Nossa Senhora das Graças” 1956 – “Por um Beijo de Amor” 1956 – “Meu Vício É Você” 1956 – “Natal Branco” (com o Trio de Ouro) 1957 – “A Volta do Boêmio” 1957 – “Pensando em Ti” 1957 – “História da Lapa” 1957 – “Grilo Seresteiro” 1958 – “Escultura” 1958 – “Pensando em Ti” 1959 – “Prece ao Sol” 1959 – “Revolta” 1959 – “Deusa do Asfalto” 1960 – “Meu Dilema” 1960 – “Chore Comigo” 1960 – “Queixas” 1961 – “Negue” 1961 – “Fica Comigo Esta Noite” 1962 – “Dois Amores” 1963 – “Enigma”

16. Elza Soares

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Elza da Conceição Soares, mais conhecida pelo nome artístico Elza Soares (Rio de Janeiro, 23 de junho de 1937)

Texto da Rolling Stone: Essa grande artista e figura humana extraordinária só me dá alegrias. Se você ouvir mil cantoras e colocar a Elza entre elas, você a distinguirá das demais, como faz com Elis, Maysa, Dalva de Oliveira, Elizeth Cardoso e Carmen Miranda. Ela é desse naipe e não tem para ninguém, e não terá nunca, principalmente quando canta samba. Mas também interpreta outros ritmos com uma propriedade muito grande. É poderosa. “Se Acaso Você Chegasse”, de Lupicínio Rodrigues, foi o primeiro grande sucesso dela e hoje é um clássico. Também quando estava em início de carreira, ela foi questionada por Ary Barroso de que planeta vinha e declarou que era do Planeta Fome! Se eu já gostava dela, depois de saber dessa história gostei ainda mais. Por essas e outras é que Elza Soares, que não tem banca e pose, é uma das cantoras que não deve ser esquecida.

Discografia: Se acaso você chegasse (Odeon, 1960) A bossa negra (Odeon, 1960) O samba é Elza Soares (Odeon, 1961) Sambossa (Odeon, 1963) Na roda do samba (Odeon, 1964) Um show de Elza (Odeon, 1965) Com a bola branca (Odeon, 1966) O máximo em samba (Odeon, 1967) Elza, Miltinho e samba (Odeon, 1967) Elza Soares, baterista: Wilson das Neves (Odeon, 1968) Elza, Miltinho e samba – vol. 2 (Odeon, 1968) Elza, carnaval & samba (Odeon, 1969) Elza, Miltinho e samba – vol. 3 (Odeon, 1969) Samba & mais sambas (Odeon, 1970) Maschera negra / Che meraviglia (compacto simples / lançado na Itália, 1970) Elza pede passagem (Odeon, 1972) Elza Soares (Odeon, 1973) Elza Soares (Tapecar, 1974) Nos braços do samba (Tapecar, 1975) Lição de vida (Tapecar, 1976) Pilão + Raça = Elza (Tapecar, 1977) Senhora da terra (CBS, 1979) Elza negra, negra Elza (CBS, 1980) Som, amor trabalho e progresso / Senta a púa (compacto simples / RGE, 1982) Alegria do povo / As baianas (compacto simples / Recarey, 1985) Somos todos iguais (Som Livre, 1985) Voltei (RGE, 1988) Trajetória (Universal Music, 1997) Carioca da Gema – Ao vivo (1999) Do cóccix até o pescoço (Maianga, 2002) Vivo feliz (Tratore, 2003) Beba-me – Ao vivo (Biscoito Fino, 2007) A Mulher do Fim do Mundo (2015)

15. Carmen Miranda

Maria do Carmo Miranda da Cunha(Várzea da Ovelha e Aliviada, Marco de Canaveses, 9 de fevereiro de 1909 — Los Angeles, 5 de agosto de 1955), mais conhecida como Carmen Miranda

Texto da Rolling Stone: Em uma época de dificuldades infinitamente superiores, Carmen foi a voz e a imagem do Brasil no exterior. Nascida em Portugal, foi no Rio de Janeiro que ela começou a carreira no começo da era de ouro das cantoras do rádio, em meados dos anos 30 – quando já havia feito sucesso com a icônica marcha carnavalesca “Pra Você Gostar de Mim (Taí)” e registrado dezenas de outras canções em disco. Com essa energia que transformava as letras melancólicas em hits dançantes dos bailes, Carmen fez uma transição rápida para o cinema – e logo também pulou para a Broadway e Hollywood. Passou a cantar também em inglês e, mesmo com o sotaque arrastado, conquistou a simpatia ianque. Deveria, então, uma portuguesa de sucesso nos Estados Unidos estar nesta lista de brasileiros? “Carmen Miranda me ensinou que uma gringa pode ser a mais brasileira de todas”, decretou Rita Lee à Rolling Stone, em 2007.

Maiores sucessosAs Cinco Estações do Ano (gravada com Lamartine Babo, Mário Reis, Almirante e Grupo do Canhôto em 6 de julho de 1933)  Adeus, Batucada (gravada com Orquestra Odeon em 24 de setembro de 1935)  Allô… Allô?(gravada com Mário Reis e Grupo do Canhôto em 18 de dezembro de 1933)  Ao Voltar do Samba (Arlequim de Bronze)(gravado com o Grupo do Canhôto em 26 de março de 1934)  Aquarela do Brasil (em Entre a Loura e a Morena de 1943)  A Week End In Havana (gravada com o Bando da Lua em 9 de outubro de 1941)  Boneca de Pixe (gravada com Almirante e Orquestra Odeon em 31 de agosto de 1938)  Cachorro Vira-Lata (gravada com Regional de Benedicto Lacerda)em 4 de maio de 1937 )  Cae, Cae (gravada com Bando da Lua em 5 de janeiro de 1941)  Camisa Amarela (gravada com Grupo da Odeon em 20 de setembro de 1937)  Camisa Listada (gravada com Bando da Lua em 28 de agosto de 1939)  Cantores de Rádio (gravada com Aurora Miranda e Orquestra Odeon em 18 de março de 1936)  Chattanooga Choo Choo (gravada com Bando da Lua e Garoto em 25 de julho de 1942)  Chegou a Hora da Fogueira (gravada com Mário Reis e Diabos do Céo em 5 de junho de 1933)  Chica Chica Boom Chic (gravada com Bando da Lua em 5 de janeiro de 1941)  Como Vaes Você? (gravada com Ary Barroso e Regional de Pixinguinha e Luperce Miranda em 2 de outubro de 1936)  Cuanto Le Gusta (gravada com Andrews Sisters e Orquestra de Vic Schoen em 29 de novembro de 1947)  Disseram Que Voltei Americanizada (gravada com Conjunto Odeon em 2 de setembro de 1940)  Diz que tem (gravada com Conjunto Odeon em 2 de setembro de 1940)  E Bateu-Se a Chapa (gravada com Regional de Benedicto Lacerda em 26 de junho de 1935)  E o Mundo Não Se Acabou (gravada com Regional Odeon em 9 de março de 1938)  Eu Dei (gravada com Regional Odeon em 21 de setembro de 1937)  Eu Também (gravada com Lamartine Babo e Diabos do Céo em 5 de janeiro de 1934)  Goodbye, Boy (gravada com Orquestra Victor Brasileira em 29 de novembro de 1932)  I Like You Very Much (Ai, Ai, Ai) (gravada com Bando da Lua em 5 de janeiro de 1941)  I Make My Money with Bananas  Isto É Lá com Santo Antônio (gravada com Mário Reis e Diabos do Céo em 14 de maio de 1934)  Mamãe Eu Quero (gravada com Bando da Lua e Garoto 26 de dezembro de 1939)  Me Dá, Me Dá (gravada com Regional de Benedito Lacerda em 4 de maio de 1937)  Minha Embaixada Chegou (gravada com Grupo do Canhôto em 28 de setembro de 1934)  Moleque Indigesto (gravada com Lamartine Babo e Grupo Velha Guarda em 5 de janeiro de 1933)  Na Baixa do Sapateiro (Bahia) (gravada com Orquestra Odeon em 17 de outubro de 1938)  Na Batucada da Vida (gravada com Diabos do Céo em 20 de março de 1934)  No Taboleiro da Baiana (gravada com Luís Barbosa e Regional de Luperce Miranda em 29 de setembro de 1936)  O que é que a Bahiana Tem? (grafia original) (gravada com Dorival Caymmi e Conjunto Regional em 27 de fevereiro de 1939)  O Tique-Taque do Meu Coração (gravada com Regional de Benedicto Lacerda em 7 de agosto de 1935)  Primavera no Rio (gravada com Diabos do Céo em 20 de agosto de 1934)  Querido Adão (gravada com Orquestra Odeon em 26 de setembro de 1935)  Rebola, Bola (gravada com o Bando da Lua em 9 de outubro de 1941)  Recenseamento (gravada com Conjunto Odeon em 27 de setembro de 1940)  Samba Rasgado (gravada com Grupo Odeon em 7 de março de 1938)  Sonho de Papel (gravada com Orquestra Odeon em 10 de maio de 1935)  South American Way (gravada com Bando da Lua e Garoto em 26 de dezembro de 1939)  Tico-tico no Fubá (interpretada por Carmen Miranda no filme Copacabana em 1947)  P’ra você gostar de mim (Ta-hi) (gravada com Orquestra Victor em 27 de janeiro de 1930)  Uva de Caminhão (gravada com Conjunto Odeon em 21 de março de 1939)  Voltei p’ro Morro (gravado com Conjunto Odeon em 2 de setembro de 1940)

14. Jorge Ben Jor

Jorge Duílio Lima Meneses (Rio de Janeiro, 22 de março de 1945 ), conhecido como Jorge Ben e Jorge Ben Jor

Texto da Rolling Stone: Dono de uma sonoridade própria, misto de samba, rock, malandragem e delírio, Jorge Duílio Lima Menezes é um patrimônio musical nacional. Ben Jor nunca foi um grande cantor no sentido técnico e nem precisaria ser: ele tem o mérito de compor canções sob medida para seu registro vocal hipnótico, cheio de suingue e bem carioca, tornando quase impossível ouvir suas criações em versões alheias. Superficialmente, o jeito de Ben Jor cantar vem sem esforço e parece fácil, mas ele é um daqueles casos de “sempre imitado, mas nunca igualado”. A carreira do músico foi impecável até o fim da década de 1970; ele experimentou altos e baixos artísticos nos anos seguintes. Suas grandes interpretações vocais podem ser procuradas em trabalhos dos anos 60 e em clássicos da década seguinte como Ben (1972) e Tábua de Esmeralda (1974).

Discografia:1963 – Samba Esquema Novo  1964 – Sacundin Ben Samba  1964 – Ben É Samba Bom  1965 – Big Ben  1967 – O Bidú: Silêncio no Brooklin  1969 – Jorge Ben  1970 – Força Bruta  1971 – Negro É Lindo  1972 – Ben  1973 – 10 Anos Depois  1974 – A Tábua de Esmeralda  1975 – Gil & Jorge: Ogum, Xangô  1975 – Solta o Pavão  1976 – África Brasil  1977 – Tropical  1978 – A Banda do Zé Pretinho  1979 – Salve Simpatia  1980 – Alô Alô, Como Vai?  1981 – Bem-vinda Amizade  1984 – Dádiva  1985 – Sonsual  1986 – Ben Brasil  1989 – Ben Jor  1993 – 23  1995 – Homo Sapiens  2004 – Reactivus Amor Est (Turba Philosophorum)  2007 – Recuerdos de Asunción 443 Ao vivo1972 – On Stage 1975 – Jorge Ben à l’Olympia 1982 – Energia 1992 – Live in Rio 1993 – Mestres da MPB 2002 – Acústico MTV 2005 – Phono 73 – O canto de um povo 2007 – Coisa de Jorge

13. João Gilberto

João Gilberto Prado Pereira de Oliveira (Juazeiro, Bahia, 10 de junho de 1931)

Texto da Rolling Stone:Antes de João Gilberto aparecer, já existiam Johnny Alves, Lúcio Alves e Dick Farney, cujo canto sem esforço se opunha aos excessos das gerações anteriores. Era também um contraste aos dramas do samba-canção. Mas o músico baiano levou o minimalismo ao extremo. São inúmeras as lendas sobre como ele resolveu seu vocal – que ele tinha que cantar baixinho nos apartamentos do Rio de Janeiro para não incomodar os vizinhos, etc. A voz de João é fruto de suas invenções melódicas e harmônicas e também uma extensão de seu jeito de tocar violão. Nada é forçado ou empostado, tudo flui como um diálogo musical entre o cantor e o ouvinte. Mais do que dar a estampa ao estilo vocal característico da bossa nova, João Gilberto quebrou as amarras de como se cantava no Brasil.

Discografia: Álbuns de estúdio Chega de Saudade (Odeon, 1959) LP O Amor, o Sorriso e a Flor (Odeon, 1960) LP João Gilberto (Odeon, 1961) LP Getz/Gilberto (Verve, 1964) LP João Gilberto en México (Orfeon, 1970) LP João Gilberto (Philips, 1970) LP João Gilberto (Polydor, 1973) LP The Best of Two Worlds (CBS, 1976) LP Amoroso (Warner/WEA, 1977) LP Brasil (WEA, 1981) LP João (PolyGram, 1991) CD  João Voz e Violão (Universal/Mercury, 2000) CD Álbuns ao vivo Getz/Gilberto #2 (Verve, 1966) LP João Gilberto Prato Pereira de Oliveira (Verve, 1966) LP Live at the 19th Montreux Jazz Festival (WEA, 1986) 2LP Eu sei que vou te amar (Epic, 1994) CD João Gilberto live at Umbria Jazz (EGEA, 2002) CD João Gilberto in Tokyo (Universal Music, 2004) CD Um encontro no Au bon gourmet (Doxy, 2015) LP Selections from Getz/Gilberto 76 (Resonance, 2015) LP

12. Rita Lee

Rita Lee Jones, agora Rita Lee Jones Carvalho, mais conhecida como Rita Lee (São Paulo, 31 de dezembro de 1947)

Texto da Rolling Stone: A voz de Rita não sai apenas das cordas vocais – sai de uma mente livre, criativa e destemida, capaz de evocar os ecos do rock e da psicodelia mais do que qualquer outra artista nacional, tendo ainda sido essencial na expressão dos movimentos glam, da Tropicália e até de movimentos sociais e políticos. Uma voz que destoava dos dizeres que ressoavam das gargantas de outras mulheres: progressivamente mais grave, sai de uma cabeça desbocada, provocadora e articulada. As convicções não se calaram nem mesmo quando Rita já estava saindo de cena: que o diga a polícia de Aracaju, lugar em que ela fez o último show da carreira e de onde saiu direto para a delegacia, sob acusação de desacato. Entre os Mutantes, o Tutti Frutti e a carreira solo, poucos artistas nacionais falaram tanto para tanta gente.

Discografia: 1970. Build Up 1972. Hoje é o Primeiro Dia do Resto de Sua Vida 1977. Refestança 1979. Rita Lee 1980. Rita Lee 1981. Saúde 1982. Rita Lee e Roberto de Carvalho 1983. Baila Conmigo (Espanhol) 1983. Bom Bom 1985. Rita e Roberto 1987. Flerte Fatal 1988. Zona Zen  1990. Rita Lee e Roberto de Carvalho 1991. Rita em Bossa’n’Roll 1993. Rita Lee 1995. A Marca da Zorra 1997. Santa Rita de Sampa 1998. Acústico MTV 2000. 3001 2001. Aqui, Ali, em Qualquer Lugar 2003. Balacobaco 2004. Rita MTV ao Vivo 2009. Rita Lee Multishow ao Vivo 2012. Reza

11. Marisa Monte

Marisa de Azevedo Monte (Rio de Janeiro, 1 de julho de 1967)

Texto da Rolling Stone: Para mim, a Marisa Monte é sempre uma pessoa muito querida. Ela canta muito bem, tem bom gosto em seu repertório e é cool como eu, João Gilberto e Caetano Veloso. Gosto dos espaços de tempo que ela se permite a cada novo trabalho e como conduziu sua carreira durante esses anos. É criteriosa e tranquila. A primeira vez que a vi cantar em palco foi durante a turnê que resultou no álbum de 1989 e que leva apenas o nome dela. Eu me reconheci em sua figura. Sei que ela tem grande influência minha e me orgulho disso. O trabalho que fez com a Velha Guarda da Portela, em shows e também no álbum Tudo Azul, do qual é produtora e participou como cantora, é de uma grandeza ímpar. É intenso, doce e poético. Gosto dela. Mando aqui um beijo amoroso para ela.

Discografia: 1989: MM 1991: Mais 1994: Verde, Anil, Amarelo, Cor-de-Rosa e Carvão  2000: Memórias, Crônicas e Declarações de Amor  2006: Infinito Particular 2006: Universo ao Meu Redor 2011: O Que Você Quer Saber de Verdade Álbuns ao vivo 1996: Barulhinho Bom – Uma Viagem Musical (CD duplo) 2014: Verdade, Uma Ilusão Tour 2012/2013

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As 100 Maiores Vozes da Música Brasileira: 21 a 30

30 – Clementina de Jesus

Clementina de Jesus da Silva (Valença, 7 de fevereiro de 1901 — Rio de Janeiro, 19 de julho de 1987)

Texto da Rolling Stone: Clementina fez sua primeira gravação, ao vivo, somente aos 63 anos de idade, em 1964. Aprendeu com a mãe os cantos de trabalho, jongos (cantados na língua africana bantu) e pontos de umbanda e candomblé, ao mesmo tempo em que fazia parte do coro de uma igreja católica. Isso faz com que sua voz trovejante representasse a mistura de credos e raças do país, especialmente no cenário do começo do século 20, com a nossa cultura popular ainda sob forte influência africana. Neta de escravos, Clementina pegou do continente africano alguns detalhes do seu jeito de cantar e chegava a ser repreendida nas casas onde trabalhou – uma das patroas chegou a pedir para ela parar com os “miados”. Ao se ouvir gravada pela primeira vez, na casa de Herminio Bello de Carvalho, percebeu que de miado sua voz não tinha nada.

Discografia: 1966 – Clementina de Jesus (Odeon MOFB 3463) 1970 – Clementina, cadê você? (MIS 013) 1973 – Marinheiro Só (Odeon SMOFB 3087) 1976 – Clementina de Jesus – convidado especial: Carlos Cachaça (EMI-Odeon SMOFB 3899)1979 – Clementina e convidados (EMI-Odeon 064 422846)

Participações: 1965 – Rosa de Ouro – Clementina de Jesus, Araci Cortes e Conjunto Rosa de Ouro (Odeon MOFB 3430) 1967 – Rosa de Ouro nº 2 – Clementina de Jesus, Araci Cortes e Conjunto Rosa de Ouro (Odeon MOFB 3494) 1968 – Gente da Antiga – Pixinguinha, Clementina de Jesus e João da Baiana (Odeon MOFB 3527)1968 – Mudando de Conversa – Cyro Monteiro, Nora Ney, Clementina de Jesus e Conjunto Rosa de Ouro (Odeon MOFB 3534)1968 – Fala Mangueira! – Carlos Cachaça, Cartola, Clementina de Jesus, Nélson Cavaquinho e Odete Amaral (Odeon MOFB 3568) 1982 – O Canto dos Escravos – Clementina de Jesus, Tia Doca e Geraldo Filme – Canto dos Escravos (Vissungos) da Região de Diamantina – MG. Memória Eldorado.

Coletâneas: 1999 – Raízes do Samba – Clementina de Jesus (EMI 522659-2)

29 – Baby do Brasil

Bernadete Dinorah de Carvalho Cidade (Niterói, 18 de julho de 1952; ‘Dinorá’, na ortografia padrão) conhecida como Baby do Brasil e também Baby Consuelo

Texto da Rolling Stone:A Baby tem uma voz absurda que utiliza como um instrumento muitas vezes (não apenas como crooner, ela brinca e improvisa com a voz), um timbre maravilhoso, uma afinação impecável. É muito precisa e ainda por cima sabe dividir como ninguém. Me lembra a Elza às vezes… Amo sua voz.Lembro do impacto que foi escutar o Acabou Chorare, em todos os sentidos… uem era aquela turma, meu Deus? Aquele som balançado, brasileiro, rock, cheio de riffs poderosos… e ainda aquela voz no meio! Baby é a cara daquele momento, da ideia libertária que estava por trás do som. Extremamente brasileira, porém conectada com seu tempo, com o que estava acontecendo no mundo. E prosseguiu nessa pegada durante toda sua carreira. Eu, particularmente, ouvi mais a fase dos anos 70 com os Novos Baianos e também a fase “Tudo Azul”, “Menino do Rio”, dos 80. Lembro também quando ela gravou com o Balão Mágico. Eu amava todas! “Juntos”, “Mãe Me Dá Um Dinheirinho”. Ela é aquele tipo de artista que criou uma escola, no cantar e também no visual. Escola essa que leva muitos novos artistas, acredito. Eu me incluo nessa galera.

Discografia: Com os Novos Baianos :É Ferro na Boneca (1970) Acabou Chorare (1972) Novos Baianos F.C. (1973) Novos Baianos (1974) Vamos Pro Mundo (1974) Caia na Estrada e Perigas Ver (1976) Praga de Baiano (1977) Farol da Barra (1978) Infinito Circular (1997, ao vivo) Solo O Que Vier Eu Traço (1978)  Pra Enlouquecer (1979)  Ao Vivo Em Montreux (1980)  Canceriana Telúrica (1981)  Cósmica (1982)  Kryshna Baby (1984) –  Sem Pecado E Sem Juí­zo (1985) Ora Pro Nobis (1991)  Um (1997)  Acústico Baby do Brasil (1998)  Exclusivo Para Deus (2000)  Geração Guerreiros do Apocalipse (2011) Baby Sucessos – A menina ainda dança (2015)

28 – Renato Russo

Renato Russo, nome artístico de Renato Manfredini Júnior (Rio de Janeiro, 27 de março de 1960 — Rio de Janeiro, 11 de outubro de 1996)

Texto da Rolling Stone: Renato Manfredini Júnior foi o mais expressivo cantor da geração do rock brasileiro dos anos 80, com seu timbre de voz grave e potente e sua grande afinação, mesmo adotando a “sujeira sonora” do punk rock. Também foi inovador, uma vez que ser punk em Brasília, no final da década de 1970, era algo chocante e quem o viu em ação, junto com os outros rapazes da banda Aborto Elétrico, garante que mudou a vida para sempre. À frente do Legião Urbana e sempre afinado – e principalmente autêntico –, ele cantou temas existencialistas, criou romances ambientados na capital federal e fez duras críticas ao país. Russo também gravou álbuns solo em inglês e espanhol e passou a ser adorado por uma legião de fãs, capaz de tornar até uma canção inusitada, com cerca de nove minutos e 168 versos, “Faroeste Caboclo”, em um grande sucesso.

Discografia: Com a Legião Urbana: Ao Vivo na Funarte (1980) Legião Urbana (1985) Dois (1986) Que País é Este (1987) As Quatro Estações (1989) V (1991) Música Para Acampamentos (1992) O Descobrimento do Brasil (1993) A Tempestade ou O Livro dos Dias (1996) Uma Outra Estação (1997) Mais do Mesmo (1998) Acústico MTV Legião Urbana (1999) Como É Que Se Diz Eu Te  Amo ? (2001) As Quatro Estações Ao Vivo (2004) Uma Celebração (2006) Legião Urbana e Paralamas Juntos (2009) Perfil (2011) Álbuns solo de estúdio: The Stonewall Celebration Concert (1994) Equilíbrio Distante (1995) O Último Solo (1997) ColetâneasSérie Bis: Renato Russo – Duplo (2000) Para Sempre – Renato Russo (2001) Série Identidade: Renato Russo (2002) Presente (2003) O Talento de Renato Russo (2004) O Trovador Solitário (2008) Renato Russo: Duetos (2010) Novo Millennium: Renato Russo (2014)

27 – Luiz Melodia

Luiz Carlos dos Santos (Rio de Janeiro, 7 de janeiro de 1951), mais conhecido como Luiz Melodia.

Texto da Rolling Stone: A música negra é sintetizada de forma plena na carreira e na voz de Luiz Melodia, nascido e crescido no morro de São Carlos, no bairro Estácio de Sá (RJ). Fosse pela vontade do pai, o sambista Oswaldo Melodia, a inconfundível voz de Luiz teria permanecido desconhecida, já que ele queria um filho doutor. Mas já antes de Pérola Negra (1973), Luiz Melodia foi gravado por Gal Costa, com ponte feita por Waly Salomão. “‘Pérola Negra’ é um surto seminal de um novo canto do negro mulato cafuzo brasileiro internacional jovem”, descreveu. Tendo como cama samba, rock, blues e jazz, Melodia cantava de forma ampla, aberta, seja em um clássico romântico como “Estácio, Holly Estácio”, ou em um blues como “Magrelinha”. “O obá Luiz Melodia Carlos dos Santos Melô do Quilombo de São Carlos é a voz do morro, sim senhor”, definiu Salomão, de forma peculiar e definitiva.

Discografia:  1973 Pérola Negra 1976 Maravilhas Contemporâneas 1978 Mico de Circo 1980 Nós 1983 Felino 1987 Decisão 1988 Claro 1991 Pintando o Sete 1995 Relíquias 1997 14 Quilates 1999 Acústico ao Vivo 2001 Retrato do artista quando coisa 2003 Luiz Melodia Convida 2007 Estação Melodia 2008 Especial MTV – Estação Melodia Ao Vivo 2010 Românticos do Rio 2014 Zerima

26 – Cauby Peixoto

Cauby Peixoto (Santa Rosa, Niterói, 10 de fevereiro de 1931)

Texto da Rolling Stone: Dono de personalíssima voz de barítono, de intensidade amplificada por seus arroubos de interpretação, Cauby Peixoto cruzou a fronteira dos 80 anos na ativa, entronizado no posto de um dos maiores cantores do Brasil de todos os tempos. Pela afinação, pelo tom aveludado e pela natural fluência nos graves e agudos, a voz de Cauby logo ressoou com força no Brasil dos anos 50. Seu grande sucesso, “Conceição”, marcou inexoravelmente aquela década. Por vezes embaçada por repertório aquém da força do mito, essa voz arrebatada surgiu na era do rádio, passou imune pela revolução estética da bossa nova e se filiou à MPB, nascida na era dos festivais sem jamais perder a classe ou o tom. Embora seja símbolo e produto da era dos dós-de-peito, Cauby Peixoto jamais canta tão lindo quando poda os excessos em nome do rigor estilístico.

Discografia: (2015) Cauby sings Nat King Cole • CD (2014) Especial Negue • CD (2013) Reencontro • CD (2012) Minha serenata • Lua Music • CD (2011) Cauby, O mito • Box 3 CD’s (2010) Cauby sings Sinatra • CD (2009) Cauby interpreta Roberto • CD (2006) Cauby canta Baden • CD (2004) A Bossa e o Swing de Cauby Peixoto • CD (2003) Cauby Peixoto graças a Deus • CD (2000) Meu coração é um pandeiro • Som Livre • CD (1999) Cauby canta as mulheres • Albatroz • CD (1999) Focus. O essencial de Cauby Peixoto • RCA Victor • CD (1999) Millennium. Cauby Peixoto • Polydor • CD (1999) Série Brilhantes. Cauby Peixoto. Grandes sucessos • Colúmbia/Sony Music • CD (1998) Série Brilhantes. Cauby Peixoto • Colúmbia/Sony Music • CD (1998) 20 super sucessos. Cauby Peixoto, o professor da MPB • Polydisc • CD (1998) Série Brilhantes. Cauby Peixoto, edição especial • Colúmbia/Sony Music • CD (1996) Série Aplauso. Cauby Peixoto • RCA Victor • CD (1996) Celebridades da MPB (Disco 1) • Colúmbia/Sony Music • CD (1996) Celebridades da MPB (Disco 2) • Colúmbia/Sony Music • CD (1996) 20 preferidas. Cauby Peixoto • RGE • CD (1995) Cauby canta Sinatra • Som Livre • CD (1995) Frente a frente. Cauby Peixoto & Sílvio Caldas • Colúmbia/Sony Music • CD (1994) Cauby! Cauby! • CAST • CD (1994) Cauby Peixoto. Estrelas solitárias • CAST • CD (1994) Cauby/O que será de mim.. • RGE • CD (1993) Acervo. Cauby Peixoto • RCA Victor • LP (1993) Acervo especial. Cauby Peixoto • RCA Victor • CD (1993) Cauby. Grandes emoções • Polydisc • CD (1993) Cauby Peixoto • CID • CD (1993) A arte do espetáculo ao vivo • RGE • CD (1993) Ângela & Cauby • EMI Odeon • CD (1993) Ângela & Cauby ao vivo • RCA Victor • CD (1992) A arte do espetáculo ao vivo. Cauby Peixoto • RGE • LP (1992) Ângela & Cauby ao vivo • BMG Ariola • LP (1991) Grandes emoções – Cauby Peixoto • Polydisc • LP (1991) Convite para ouvir Cauby Peixoto • RGE • LP (1988) Cauby, Elizeth e Nora Ney • Som Livre • LP (1988) Cauby é show • CID • LP (1988) Presença de Cauby Peixoto • CBS • LP (1988) Quando os Peixoto se encontram • RGE • LP (1987) Cauby Peixoto, Ângela Maria & Agnaldo Timóteo • EMI • LP (1986) Cauby! • Top Tape • LP (1986) Cauby Peixoto. Só sucessos • Top Tape • LP (1985) Cauby Peixoto/Amparito • Top Tape • LP (1983) Cauby Peixoto, Agostinho dos Santos, Altemar Dutra, Nélson Gonçalves e Jessé/Série Brilho • RGE • LP (1982) Estrelas solitárias • Som Livre/Sigma • LP (1982) Ângela & Cauby • EMI/Odeon • LP (1980) Cauby! Cauby! • Som Livre • LP (1980) Cauby Peixoto • RCA Victor • LP (1980) Cauby. O que será de mim • RGE • LP (1980) Cauby sempre Cauby • CBS • LP (1979) Cauby Peixoto • Som Livre • LP (1976) Cauby • Som Livre • LP (1976) Ângela Maria & Cauby Peixoto no Canecão • Arara • LP (1972) Superstar • Odeon • LP (1972) Os grandes sucesos de Cauby • Tropicana • LP (1972) Cauby interpreta • Fênix • LP (1972) Os grandes sucessos de Cauby Peixoto • Veleiro • LP (1969) Os grandes sucessos de Cauby Peixoto • RCA Victor • LP (1969) O explosivo Cauby Peixoto • Fermata • LP (1969) Os grandes sucessos românticos de Cauby Peixoto • CBS • LP (1969) Os grandes sucessos de Cauby Peixoto • RCA Victor • LP (1969) Os maiores sucessos de Cauby Peixoto • RCA Victor • LP (1968) Um Drink com Cauby e Leny – Cauby Paixoto e Leny Eversong • LP (1967) Cauby Peixoto. Porque só penso em ti • RCA Victor • LP (1965) Cauby canta para ouvir e dançar • RCA Victor • LP (1965) Grandes interpretações/Cauby Peixoto • CBS • LP (1965) Porque só penso em ti • RCA Victor • LP (1964) Cauby intérpreta… • RCA Victor • LP (1963) Tamanco no samba/A noite de ontem • RCA Victor • 78 (1963) Tudo lembra você • RCA Victor • LP (1962) Minhas namoradas/Madrepérola • RCA Victor • 78 (1962) O poeta chorou/Aleli • RCA Victor • 78 (1962) Enamorada/E os céus choraram • RCA Victor • 78 (1962) Lambuzando o selo/Quebranto • RCA Victor • 78 (1962) Ave Maria dos namorados/Canção que inspirou você • RCA Victor • 78 (1962) Canção que inspirou você. Cauby Peixoto • RCA Victor • LP (1962) Os grandes sucessos de Cauby Peixoto • RCA Victor • LP (1961) Duelo/Brigas • RCA Victor • 78 (1961) Perdão para dois • RCA Victor • LP (1961) Cauby canta novos sucessos • RCA Victor • LP (1960) Marina/Drink na praia • Columbia • 78 (1960) De degrau em degrau/Me deixa em paz • Columbia • 78 (1960) Mack the knife/Vila de Santa Bernadette • RCA Victor • 78 (1960) Lealdade/Ninguém é de ninguém • RCA Victor • 78 (1960) Se foi passado/No mundo da lua • RCA Victor • 78 (1960) O sucesso na voz de Cauby Peixoto • RCA victor • LP (1959) Noite/Close to you • Columbia • 78 (1959) Porque e para que/Inveja • Columbia • 78 (1959) Seu amigo Cauby cantando para você • Columbia • LP (1959) Os grandes sucessos de Cauby • Columbia/Entré • LP (1958) Nono mandamento/Meu amor por você • RCA Victor • 78 (1958) Linda/Enrolando o rock • Columbia • 78 (1958) Toreador/Viver sem você • Columbia • 78 (1958) Simplesmente/Bela Nápoli • Columbia • 78 (1958) Volare/Triste paixão • Columbia • 78 (1958) Cartilha de amor/Primeiro mandamento • Columbia • 78 (1958) Quero você/Tammy • Columbia • 78 (1958) Música e romance – Cauby Peixoto • RCA Victor • LP (1958) Nosso amigo Cauby • Colombia (1957) Serenata/As três lágrimas • RCA Victor • 78 (1957) Garotas de Portugal/Outro dia virá • RCA Victor • 78 (1957) Rock’n’roll em Copacabana/Amor verdadeiro • RCA Victor • 78 (1957) Anastácia/Onde ela mora • RCA Victor • 78 (1957) Não fale de mim/Espera-me no céu • RCA Victor • 78 (1957) Melodia do céu/Você e eu • RCA Victor • 78 (1957) O louco/Tinha que ser • RCA Victor • 78 (1957) Ouvindo Cauby • RCA Victor (1957) Os pobres do Brasil/Ser triste sozinho • Columbia • 78 (1957) Abandonado/Se adormeço • Columbia • 78 (1957) Final de amor/A pérola e o rubi • Columbia • 78 (1957) É tão msublime o amor/Sem teu amor • Columbia • 78 (1957) Quando os Peixotos se encontram • RGE • LP (1957) Prece de amor. Cauby Peixoto • Columbia • LP (1956) Blue Gardenia • Columbia • 33/10 pol. (1956) O show vai começar • Columbia • 33/10 pol. (1956) “Você, a música e Cauby” • Columbia • 33/10 pol. (1956) Lisboa antiga/Tentação • Columbia • 78 (1956) Molambo/Amor não é brinquedo • Columbia • 78 (1956) Conceição/Bibape do Ceará • Columbia • 78 (1956) Canção do mar/Volta ao passado • Columbia • 78 (1956) Siga/Acaso • Columbia • 78 (1956) Prece ao amor/Lamento noturno • Columbia • 78 (1956) Canção do rouxinol • Columbia (1956) Nada além/Flor do asfalto • RCA Victor • 78 (1956) Cajú nasceu pra cachaça/Ter saudade • RCA Victor • 78 (1955) Amor cigano/Um sorriso e um olhar • Columbia • 78 (1955) Esperei por você/Tu, só tu • Columbia • 78 (1955) Superstição/Mambo do galinho • Columbia • 78 (1955) Tarde fria/Ci-ciu-ci, canção do rouxinol • Columbia • 78 (1955) Nem toda flor tem perfume/Cabo frio • Columbia • 78 (1954) Palácio de pobre/Criado-mudo • Columbia • 78 (1954) Vaya con Dios/Elvira/ • Columbia • 78 (1954) Blue gardênia/Só desejo você • Columbia • 78 (1954) Daqui para a eternidade/Triste melodia • Columbia • 78 (1954) Mil mulheres/Se você pensa • Columbia • 78 (1953) Tudo lembra você/O teu beijo • Todamérica • 78 (1953) Aula de amor/Ando sozinho • Todamérica • 78 (1953) Caruaru/Mulher boato • Columbia • 78 (1951) Saia branca/Ai que carestia • Carnaval • 78

25 – Gilberto Gil

Gilberto Passos Gil Moreira, mundialmente conhecido como Gilberto Gil, (Salvador, 26 de junho de 1942)

Texto da Rolling Stone: Compositor, violonista, letrista, político e militante da liberdade digital, Gilberto Gil é também o melhor cantor das suas próprias canções. Desde as primeiras gravações, em 1963, alternava entre o canto aberto com extensão vocal vigorosa e o estilo mais contido ao interpretar os sambas de início de carreira, de sotaque brejeiro, e o canto próximo de uma vertente seresteira (“Meu Luar, Minhas Canções”). Mas Gil sempre perseguiu a modernidade, e já em Gilberto Gil (1968) o registro de “Domingo no Parque” é um exemplo de canto moderno que será reafirmado em “Miserere Nobis”, presente em Tropicália ou Panis et Circenses e em centenas de gravações depois. Em 2007, enfrentou problemas nas cordas vocais e submeteu-se a intervenção cirúrgica para retirada de cistos. Pouco tempo depois, já estava nos palcos novamente.

Discografia:  1963 – Salvador – 1962/1963 1967 – Louvação 1968 – Tropicalia ou Panis et Circencis – (com Caetano Veloso, Gal Costa, Os Mutantes, Torquato Neto, Tom Zé, Nara Leão e Rogério Duprat) 1968 – Gilberto Gil 1969 – Gilberto Gil  1970 – Copacabana Mon Amour (trilha sonora) 1971 – Gilberto Gil 1972 – Barra 69 – Caetano e Gil Ao Vivo na Bahia 1972 – Expresso 2222 1974 – Cidade Do Salvador 1974 – Ao Vivo 1975 – Refazenda 1975 – Gil & Jorge – Ogum – Xangô 1977 – Refavela 1977 – Refestança 1978 – Ao Vivo em Montreux 1979 – Nightingale 1979 – Realce 1981 – Brasil 1981 – Luar (A Gente Precisa Ver o Luar) 1982 – Um Banda Um 1983 – Extra [WEA Latina] 1984 – Quilombo (trilha sonora) 1984 – Raça Humana 1985 – Dia Dorim Noite Neon 1987 – Em Concerto 1987 – Um Trem para as Estrelas (trilha sonora) 1988 – Ao Vivo em Tóquio (Live in Tokyo) 1989 – O Eterno Deus Mu Dança 1991 – Parabolicamará 1994 – Acústico MTV 1995 – Esotérico: Live in USA 1994 1995 – Oriente: Live in Tokyo 1996 – Em Concerto 1996 – Luar 1997 – Indigo Blue 1997 – Quanta 1998 – Ao Vivo em Tóquio (Live in Tokyo) [Braziloid] 1998 – O Sol de Oslo 1998 – O Viramundo (Ao Vivo) 1998 – Quanta Gente Veio Ver 1998 – Ensaio Geral (caixa com gravações de 1967 a 1977) 2000 – Me, You, Them 2001 – Milton e Gil 2001 – São João Vivo 2002 – Kaya N’Gan Daya 2002 – Quanta Live 2002 – Z: 300 Anos de Zumbi 2004 – Eletrácustico 2005 – Ao Vivo 2005 – As Canções de Eu, Tu, Eles 2005 – Soul of Brazil 2006 – Gil Luminoso 2006 – Rhythms of Bahia 2008 – Banda Larga Cordel 2009 – BandaDois – Ao Vivo 2010 – Fé na Festa 2010 – Fé na Festa: Ao Vivo 2011 – Gil + 10: Gilberto Gil Convida ao Vivo 2012 – Concerto de cordas e Maquinas de Ritmo 2014 – Gilbertos Samba2014 – Live in London ’71 – (com Gal Costa)

24 – Maysa

Maysa Figueira Monjardim, mais conhecida como Maysa Matarazzo ou simplesmente Maysa (Rio de Janeiro , 6 de junho de 1936 — Niterói, 22 de janeiro de 1977)

Texto da Rolling Stone: Uma das vozes marcantes que dominou as rádios do meio dos anos 50 e início dos 60, Maysa, a diva dos olhos verdes, teve vida conturbada – e justamente por causa da música, viveu à frente de seu tempo. Seus altos e baixos emocionais ref letiam em seu jeito de cantar. Também compositora, sua voz apresentava um viés triste e melancólico que imortalizou em sambas-canções abolerados, que à época se denominava de “fossa” ou “dor-de-cotovelo”. Viveu apenas 40 anos (de 1936 a 1977), aproximando-se da bossa nova, momento em que sua voz se tornou mais leve. “Meu Mundo Caiu” é uma exímia faixa representante do gênero que ela imortalizou. Maysa deixou um legado que se pode ouvir em outras vozes femininas do Brasil. Todas devem um pouco a ela.

DiscografiaConvite para Ouvir Maysa (1956) Maysa (1957) Convite para Ouvir Maysa nº 2 (1958) Convite para Ouvir Maysa nº 3 (1958) Convite para Ouvir Maysa nº 4 (1959) Maysa É Maysa… É Maysa… É Maysa (1959) Voltei (1960) Maysa Canta Sucessos (1960) Maysa Sings Songs Before Dawn (1961) Maysa, Amor… e Maysa (1961) Barquinho (1961) Canção do Amor mais Triste (1962) Maysa (1966) Maysa (1969) Ando Só numa Multidão de Amores (1970) Maysa (1974) Maysa (1964) Canecão Apresenta Maysa (1969)

23 – Orlando Silva

Orlando Garcia da Silva (Rio de Janeiro, 3 de outubro de 1915 — Rio de Janeiro, 7 de agosto de 1978)

Texto da Rolling Stone: “De 1935 a 1942, orlando silva foi o maior cantor brasileiro. Talvez o maior do mundo.” A afirmação do escritor Ruy Castro parece exagerada apenas para quem não conhece as gravações que Orlando Silva realizou em tal época. Reunidos na caixa O Cantor das Multidões, editada pela BMG em 1995, os 78 rotações de Orlando Silva (criminosamente esquecidos por programadores de rádio e negligenciados pelos curadores do acervo) registram interpretações definitivas para algumas das mais belas canções do Brasil. A voz de barítono, pura e cálida, ainda é capaz de levar às lágrimas o ouvinte contemporâneo. A vida do cantor foi trágica: em 1932, teve o pé esquerdo esmagado por um bonde. O acidente apresentou Orlando à morfina, droga que faria com que sua fase de ouro terminasse precocemente.

Principais sucessos:   A jardineira, Benedito Lacerda e Humberto Porto (1939) A última estrofe, Cândido das Neves (1935) Abre a janela, Arlindo Marques Júnior e Roberto Roberti (1937) Alegria, Assis Valente e Durval Maia (1937) Amigo leal, Aldo Cabral e Benedito Lacerda (1937) Aos pés da cruz, Marino Pinto e Zé da Zilda (1942) Atire a primeira pedra, Ataulfo Alves e Mário Lago (1944) Brasa, Felisberto Martins e Lupicínio Rodrigues (1945) Caprichos do destino, Claudionor Cruz e Pedro Caetano (1938) Carinhoso, João de Barro e Pixinguinha (1937) Cidade-mulher, Noel Rosa (1936) Curare, Bororó (1940) Errei, erramos, Ataulfo Alves (1938) Eu chorarei amanhã, Ivo Santos e Raul Sampaio (1957) Juramento falso, J. Cascata e Leonel Azevedo (1937) Lábios que beijei, J. Cascata e Leonel Azevedo (1937) Lero-lero, Benedito Lacerda e Eratóstenes Frazão (1942) Mágoas de caboclo, J. Cascata e Leonel Azevedo (1936) Mal-me-quer, Cristóvão de Alencar e Newton Teixeira (1939)Meu Consolo É Você, Nássara e Roberto Martins (1938) Meu romance, J. Cascata (1937) Nada além, Custódio Mesquita e Mário Lago (1938) Número um, Benedito Lacerda e Mário Lago (1939) Pecadora, Agustín Lara, versão de Geber Moreira (1947) Quero beijar-te ainda, Paulo Tapajós (1955) Quero dizer-te adeus, Ary Barroso (1942) Rosa, Otávio de Sousa e Pixinguinha (1937) Sertaneja, René Bittencourt (1939) Súplica, Déo, José Marcílio e Otávio Gabus Mendes (1940)

22 – Nara Leão

Nara Lofego Leão Diegues (Vitória, 19 de janeiro de 1942 — Rio de Janeiro, 7 de junho de 1989)

Texto da Rolling Stone:Se o assunto é repertório, temos uma verdadeira aula de mapeamento do que se fez em termos de boa música brasileira, sem se prender a movimentos específicos ou a grupos de compositores. Nara Leão buscou o novo, encomendou canções e relembrou o passado de um jeito particular.Gostava dela justamente por seu jeito muito pessoal de cantar tantas canções de universos e épocas diferentes. Sempre me chamou atenção também o timbre suave e elegante. Imaginava que devia ser bom ser filha de alguém assim. Acho que toda criança deve ficar curiosa pelo nome dela que tinha o Leão. O canto era uma alternativa a outras escolas do cantar. Não era de malabarismos e firulas, mas se impôs com personalidade justamente pela diferença. Ao conversar com amigos e familiares de Nara, acabei descobrindo que ela foi uma pessoa muito especial, além da intérprete e artista importante que foi. Uma mulher inteligente, dedicada. Alguém que se fazia notar por um jeito discreto e delicado, mas brilhante. Um jeito só dela.

Discografia:  1964 – Nara 1964 – Opinião de Nara 1965 – O Canto Livre de Nara 1965 – Cinco na Bossa 1965 – Show Opinião 1966 – Nara Pede Passagem 1966 – Manhã de Liberdade 1966 – Liberdade, Liberdade 1967 – Nara 1967 – Vento de Maio 1968 – Nara Leão 1969 – Coisas do Mundo 1971 – Dez Anos Depois 1972 – Quando o Carnaval Chegar 1974 – Meu Primeiro Amor 1977 – Os Saltimbancos 1977 – Meus Amigos São Um Barato 1978 – Debaixo Dos Caracóis Dos Seus Cabelos 1979 – Nara Canta en Castellano 1980 – Com Açúcar, Com Afeto 1981 – Romance Popular 1982 – Nasci Para Bailar 1983 – Meu Samba Encabulado 1984 – Abraços E Beijinhos e Carinhos Sem Ter Fim… Nara 1985 – Nara e Menescal – Um Cantinho, Um Violão 1986 – Garota de Ipanema 1987 – Meus Sonhos Dourados 1989 – My Foolish Heart

21 – Luiz Gonzaga

Luiz Gonzaga do Nascimento, conhecido como o Rei do Baião, (Exu, 13 de dezembro de 1912 — Recife, 2 de agosto de 1989)

Texto da Rolling Stone: A voz encorpada do rei do baião, acompanhado especialmente da sanfona, mas também da zabumba e do triângulo, levou ao Brasil toda a alegria do povão, ao mesmo tempo em que divulgou as agruras e dificuldades de se viver no sertão árido nordestino. Ele acabou por se consagrar como um dos principais porta-vozes da região de todos os tempos – espalhou com doçura não somente o sotaque carregado, o baião, o xote e o xaxado, mas também a discussão da pobreza e questões sociais, além de ter ampliado o espectro de alcance da cultura e do cancioneiro popular regional. Idolatrado por grandes nomes atuais da nossa música, como Gilberto Gil, o forrozeiro inventou um jeito de cantar, de fazer poesia, um estilo musical e uma forma de protesto social por meio da música. E no final do ano, a voz do velho Lua será celebrada em seu centenário.

Discografia: (1989) Luiz Gonzaga e sua Sanfona, vol. 2 (1989) Forrobodó Cigano (1989) Aquarela Nordestina (1989) Vou Te Matar de Cheiro (1988) Gonzagão & Fagner 2 — ABC do Sertão (1988) Aí Tem (1987) De Fiá Pavi (1986) Forró de Cabo a Rabo (1985) Sanfoneiro Macho (1984) Luiz Gonzaga & Fagner (1984) Danado de Bom (1983) 70 Anos de Sanfona e Simpatia (1982) Eterno Cantador (1981) A Vida do Viajante — Gonzagão e Gonzaguinha (1981) A Festa (1980) O Homem da Terra (1979) Quadrilhas e Marchinhas Juninas, vol. 2 — Vire Que Tem Forró (1979) Eu e Meu Pai (1978) Dengo Maior (1977) Chá Cutuba (1976) Capim Novo (1974) O Fole Roncou (1974) Daquele Jeito… (1973) Luiz Gonzaga (1972) Volta pra Curtir (Ao Vivo) (1972) Aquilo Bom! (1971) São João Quente (1970) Sertão 70 (1968) São João do Araripe (1968) Canaã (1967) Óia Eu Aqui de Novo (1967) O Sanfoneiro do Povo de Deus (1965) Quadrilhas e Marchinhas Juninas (1964) Sanfona do Povo (1964) A Triste Partida (1963) Pisa no Pilão (Festa do Milho) (1962) São João na Roça (1962) Ô Véio Macho (1961) Luiz “LUA” Gonzaga (1958) Xamego (1957) O Reino do Baião (1956) Aboios e Vaquejadas (1954) Luiz Gonzaga e Januário (1954) A História do Nordeste (1951) Olha pro Céu

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As 100 Maiores Vozes da Música Brasileira: 41 a 50

50 – Dolores Duran

Dolores DuranAdileia Silva da Rocha (Rio de Janeiro, 7 de junho de 1930 — Rio de Janeiro, 24 de outubro de 1959)

Texto da Rolling Stone: Intérprete refinada e compositora de grande talento, Dolores Duran foi uma das principais vozes da sensibilidade e da experiência femininas da música brasileira dos anos 50. Em sua curta carreira, escreveu e gravou canções que fazem parte da memória afetiva dos brasileiros. Infelizmente, o acervo de composições e de gravações de Dolores é pequeno: ela morreu prematuramente, aos 29 anos.

Discografia: Dolores Duran Viaja (1955) Dolores Duran Canta para Você Dançar (1957) Dolores Duran Canta para Você Dançar Nº 2 (1958) Este Norte É Minha Sorte (1959)

49 -Itamar Assumpção

Itamar de Assumpção (Tietê, 13 de setembro de 1949 — São Paulo, 12 de junho de 2003)

Texto da Rolling Stone: Líder da banda isca de polícia, Itamar Assumpção talvez ainda não tenha sido suficientemente escutado. Por ser a voz de uma música considerada complexa, nunca chegou a ser pop, no sentido comercial da palavra. Mas era para o povo: “Eu sou artista popular”, dizia. Foi mestre no canto falado, mas também podia usar o tom que conseguia ser grave e suave ao mesmo tempo para um cantar repleto de melodia.

Discografia: Pretobrás III – Devia Ser Proibido (Caixa Preta), Selo SESC SP, 2010.  Pretobrás II – Maldito Vírgula (Caixa Preta), Selo SESC SP, 2010. Vasconcelos e Assumpção – isso vai dar repercussão, Elo Music/Boitatá, 2004. Com Naná Vasconcelos. Pretobrás, Atração, 1998. Ataulfo Alves por Itamar Assumpção – Pra Sempre Agora, Paradoxx, 1996. Bicho de Sete Cabeças Vol III, Baratos Afins, 1993. Bicho de Sete Cabeças Vol II, Baratos Afins, 1993. Bicho de Sete Cabeças Vol I, Baratos Afins, 1993. Intercontinental ! Quem Diria! Era Só o Que Faltava !!!,Gravadora Continental, 1988. Sampa Midnight – Isso não vai ficar assim, independente, 1983. Às Próprias Custas S/A. Independente, 1981. Beleléu, Leléu, Eu. Lira Paulistana, 1980.

48 – Aracy de Almeida

Aracy Teles de Almeida (Rio de Janeiro, 19 de agosto de 1914 — Rio de Janeiro, 20 de junho de 1988)

Texto da Rolling Stone: Há cantores que praticam sua arte como se estivessem sempre em um palco iluminado. Outros cantam ao rés do chão, como se compartilhassem voz e emoção com um ouvinte de cada vez. Aracy pertencia a esse último grupo. Celebrada com justiça como a intérprete definitiva de Noel Rosa, ela começou a carreira nos anos 30, gravando obras-primas do compositor. Até hoje, a voz boêmia de Aracy é veículo perfeito para expressar dores de amores e as infindáveis noites nos botequins.

Sucessos:1935 – Palpite Infeliz 1936 – O X do Problema 1936 – Não Quero Mais 1936 – Manda Embora Essa Tristeza 1936 – Só Pode Ser Você 1936 – Já Faz Um Ano 1936 – Palpite Infeliz 1937 – Qual o Quê (com Os Diabos do Céu) 1937 – Eu Sei Sofrer 1938 – Último Desejo 1938 – Vaca Amarela (com Lamartine Babo) 1938 – Veneza Americana 1938 – Rapaz Folgado 1938 – Feitiço da Vila 1938 – Tenha Pena de Mim 1939 – Camisa Amarela 1939 – Pedro Viola 1939 – Chorei Quando o Dia Clareou 1939 – Passarinho do Relógio (Cuco) 1940 – Miserê 1941 – Gênio Mau1942 – A Mulher do Leiteiro 1942 – Fez Bobagem 1942 – Engomadinho 1944 – Tudo Passa 1944 – Ninguém Ensaiou 1944 – Gosto Mais do Salgueiro1945 – Escandalosa 1946 – Saia do Caminho 1946 – Louco (Ela e Seu Mundo) 1947 – Quem Foi 1947 – Pela Décima Vez 1948 – Bairros de Pequim1948 – Não Me Diga Adeus 1949 – João Ninguém 1949 – Filosofia 1950 – Não Tem Tradução 1951 – Com Que Roupa 1951 – O Orvalho Vem Caindo (com Kid Pepe) 1951 – Feitio de Oração (com Vadico) 1951 – Três Apitos 1953 – Se Eu Morresse Amanhã1955 – Fita Amarela1957 – Bom Dia, Tristeza

47 – Djavan

Djavan Caetano Viana (Maceió, 27 de janeiro de 1949)

Texto da Rolling Stone: Quando Djavan surgiu em 1975 com “Fato Consumado” no Festival Abertura, o público já o conhecia dos temas de novelas da Globo. A voz peculiar, estridente, quase metálica, a exploração dos sons dos vocábulos e harmonias inusitadas chamaram a atenção de Caetano Veloso, que até criou a expressão “djavanear” em agradecimento ao “caetanear”, antes criado pelo próprio Djavan em “Sina”. Sua obra segue lembrada no repertório de cantores de bar de todo o Brasil.

Discografia: 1976 – A Voz, o Violão, a Música de Djavan 1978 – Djavan 1980 – Alumbramento 1981 – Seduzir 1982 – Luz 1984 – Lilás 1986 – Meu Lado 1987 – Não É Azul, mas É Mar 1988 – Bird of Paradise (com versões em inglês de canções de Não É Azul, mas É Mar) 1989 – Djavan (conhecido também como Oceano) 1990 – Puzzle of Hearts (com versões em inglês de canções de Djavan) 1991 – Flor de Lis (lançamento no exterior de A Voz, O Violão, a Música de Djavan) 1992 – Coisa de Acender 1994 – Esquinas (versões em espanhol de alguns de seus maiores sucessos) 1994 – Novena 1996 – Malásia 1998 – Bicho Solto 1999 – Djavan Ao Vivo 2001 – Milagreiro 2004 – Vaidade 2005 – Na pista etc 2007 – Matizes 2010 – Ária 2011 – Ária Ao Vivo 2012 – Rua Dos Amores 2014 – Rua dos Amores ao Vivo

46 -Emílio Santiago

Emílio Vitalino Santiago (Rio de Janeiro, 6 de dezembro de 1946 — Rio de Janeiro, 20 de março de 2013)

Texto da Rolling Stone: O tom aveludado da voz credencia Emílio Santiago ao posto de um dos maiores crooners nativos. Além do suave registro vocal, lapidado com técnica perfeita, o versátil cantor carioca ostenta um senso rítmico apurado que lhe permite cantar sambas dos mais variados estilos. Mas sua voz de barítono extrapolou rótulos e se habituou a passear por todos os tons da aquarela rítmica brasileira, cantando com muita classe um pouco de tudo.

Discografia: 1975 – Emílio Santiago 1976 – Brasileiríssimas 1977 – Comigo É Assim 1977 – Feito pra Ouvir 1978 – Emílio 1979 – O Canto Crescente de Emílio Santiago 1980 – Guerreiro Coração 1981 – Amor de Lua 1982 – Ensaios de Amor 1983 – Mais que um Momento 1984 – Tá na Hora 1988 – Aquarela Brasileira 1989 – Aquarela Brasileira 2 1990 – Aquarela Brasileira 3 1991 – Aquarela Brasileira 41992 – Aquarela Brasileira 5 1993 – Aquarela Brasileira 6 1995 – Aquarela Brasileira 71995 – Perdido de Amor 1996 – Dias de Luna 1997 – Emílio Santiago1998 – Emílio Santiago1998 – Preciso Dizer que te Amo 2000 – Bossa Nova2001 – Um Sorriso nos Lábios 2003 – Emílio Santiago Encontra João Donato 2005 – O Melhor das Aquarelas – ao vivo 2007 – De um Jeito Diferente 2010 – Só Danço Samba

45 – Ângela Maria

Ângela MariaAbelim Maria da Cunha (Conceição de Macabu, 13 de maio de 1929)

Texto da Rolling Stone: Treinada no coral da igreja Batista frequentada por sua família, mas diplomada no ofício de crooner dos profanos dancings da Copacabana dos anos 40, a voz de mezzo-soprano de Ângela Maria fez da cantora fluminense a estrela mais reluzente da canção brasileira da década de 50. Com boa extensão vocal e respiração exemplar, a Sapoti conquistou de imediato o Brasil e seus trinados ajudaram a firmar a era do samba-canção e dos boleros.

Discografia: [S/D]) 16 Seleções de Sucessos-Ângela Maria • CD ([S/D]) Angela Maria-16 Seleções de Sucessos • Copacabana • CD ([S/D]) Grandes Sucessos de Angela Maria • EMI • CD ([S/D]) Angela Maria Meus Momentos • EMI • CD ([S/D]) Angela Maria Meus Momentos-Volume 2 • EMI • CD ([S/D]) Seleção de Ouro-Angela Maria-Memória da Música Brasileira • ABW • CD ([S/D]) Angela Maria • RGE • CD ([S/D]) Mestres da MPB-Angela Maria • Continental • CD [S/D]) Acervo Especial-Angela Maria • CD ([S/D]) O Melhor de Angela Maria • BMG/RCA Victor • CD (2013) Estrela da Canção Popular • Lua Music • DVD (2010) Ângela Maria: Abelim Maria da Cunha – Grandes Nomes – • EMI Music • DVD (2003) Disco de Ouro • Lua Discos • CD (2000) Volta à gafieira • CD (1999) Ângela & Agnaldo-Sucesso sempre! • Columbia/Sonymusic • CD (1997) Pela saudade que me invade-Um tributo a Dalva de Oliveira • Columbia • CD (1996) Amigos • Columbia/Sony Music • CD (1992) A Estrela do Brasil • CD (1992) Ângela & Cauby ao vivo • BMG Ariola • CD (1991) Angela Maria interpreta boleros com Os Guaranis • Beverly • LP (1987) Ângela Maria • RGE • LP (1985) Angela Maria • RCA /RGE • LP (1983) Sempre Angela • EMI Odeon • LP (1982) Estrela da canção • EMI-Odeon • LP (1982) Ângela & Cauby • EMI-Odeon • LP (1980) Angela Maria – volume 2 • Copacabana • LP (1980) Angela Maria – N° 3 • Copacabana • LP (1980) 16 Seleções – Os maiores sucessos de Angela Maria – Volume 2 • Copacabana • LP (1980) Apenas mulher • EMI-Odeon • LP (1980) Angela Maria • EMI Odeon • LP (1979) Angela & Timóteo juntos • EMI Odeon • LP (1978) Com amor e carinho • EMI-Odeon • LP (1977) Angela Maria • Copacabana • Compacto simples (1977) Ângela Maria e Cauby no Canecão • Copacabana • LP(1977) Os mais famosos fados • Copacabana • LP (1977) Os mais famosos tangos • Copacabana • LP (1977) Angela Maria • Copacabana • LP (1976) Angela Maria • Copacabana • Compacto simples (1975) Angela • Copacabana • LP (1975) Angela Maria • SOM • LP (1973) Angela Maria – Os grandes sucessos Vol. 4 • RCA/Camden • LP (1972) Ângela • Copacabana • LP (1971) Ângela • Copacabana • LP (1970) Angela de todos os temas • SOM • LP (1969) Angela em tempo jovem • Copacabana • LP (1968) A Grande mentira • Copacabana • LP (1968) Angela Maria • Copacabana • LP (1967) Meu amor é uma canção • Copacabana • LP (1966) Ângela Maria interpreta boleros • Copacabana • LP (1966) O Samba vem lá de cima • Copacabana • LP (1966) A Brasileiríssima • Copacabana • LP (1965) Boneca • Copacabana • LP (1964) Ângela, a maior Maria • RCA Victor • LP (1963) Mulher e chita/Eu acho muito engraçado • RCA Victor • 78 (1963) Maria das ruas/O bilhete • RCA Victor • 78 (1963) Presença de Ângela Maria • RCA Victor • LP (1963) Ângela Maria canta para o mundo-Vol. 2 • RCA Victor • LP (1962) Ângela Maria canta para o mundo • RCA Victor • LP (1962) Quando a chuva chegar/Mais do que sonhar • Continental • 78  (1962) Garota solitária/Meu ex-amor • RCA Victor • 78  (1962) Em noite de luar/Serenata do assobiador • RCA Victor • 78 (1962) Eu não disse/Beijo roubado • RCA Victor • 78 (1962) Bem vindo Kennedy/Jacqueline • RCA Victor • 78  (1962) A lua é camarada/Aprendiz de feiticeiro • RCA Victor • 78 (1962) Eu te amo/Preciso de uma companhia • RCA Victor • 78 (1962) Incomparável • RCA Victor • LP  (1962) Lama/La boa • Continental • 78 (1961) Pepe/Quando a noite vem • Continental • 78 (1961) É sempre a mamãe/Mãezinha • Continental • 78 (1961) A noiva/Poema do coração • Continental • 78 (1961) Distância/Borrasca • Continental • 78 (1961) Os olhinhos do menino/Meu amor é um pão • Continental • 78 (1961) Andorinha/Força total • Continental • 78 (1961) Serenata/Luz de vela • Continental • 78 (1961) Um dia virá/Juízo final • Continental • 78 (1961) Não me perguntes/Odeio-te, meu amor • RCA Victor • 78 (1961) Não tenho você • Continental • LP (1961) Quando a noite vem-Ângela Maria, uma voz para milhões • Continental • LP (1960) Ingenuamente/Ironia • Copacabana • 78 (1960) O sorriso da mamãe/Mais uma primavera • Copacabana • 78 (1960) Noite chuvosa/Outro amor para toda vida • Copacabana • 78 (1960) Ave Maria/Ave Maria • Copacabana • 78 (1960) Não vou chorar/A lua é dos namorados • Continental • 78 (1960) Dom quixote/A saudade não foi leal • Continental • 78 (1960) Ângela Maria apresenta Fernando César e seus amigos • Copacabana • LP (1959) Piove/Morena queimada • Copacabana • 78 (1959) Mamãe/Francisco Alves • Copacabana • 78 (1959) Prece à chuva/Quem me dera ser a voz do vento • Copacabana • 78 (1959) Oração/Volta para mim, Jesus • Copacabana • 78 (1959) Ave Maria/Panis angelicus • Copacabana • 78 (1959) O sono de Dolores • Copacabana • 78 (1959) La violetera/Cielito lindo • Copacabana • 78 (1959) Canção emocional/Faça o que quiser • Copacabana • 78 (1959) Canção do desejo/Quantas palavras • Copacabana • 78 (1959) Ângela Maria canta sucessos de David Nasser • Copacabana • LP (1959) Ângela Maria e orquestra • Copacabana • LP (1958) Voltei/Apaixonada • Copacabana • 78 (1958) João Valentão/Linda flor (Ai Ioiô) • Copacabana • 78 (1958) Papai, mamãe e eu/Bicha coirana • Copacabana • 78 (1958) Balada triste/Doutor batucada • Copacabana • 78 (1958) Eu rolei/Eu hein,boi! • Copacabana • 78 (1958) Ontem e hoje/Tédio • Copacabana • 78 (1958) Drume negrita/Deus me perdôe • Copacabana • 78 (1958) Para você ouvir e dançar • Copacabana • LP (1958) Quando os astros se encontram-Ângela Maria e Waldir Calmon • Copacabana • LP (1958) Sucessos de Angela Maria • Copacabana • 33/10 pol. (1957) Rainha da dor/Aquela criatura • Copacabana • 78 (1957) Chegou a escola/Dominó • Copacabana • 78 (1957) Parte/Amigo ciúme • Copacabana • 78 (1957) Pretexto/Oração triste • Copacabana • 78 (1957) Gênio ruim/Vou comprar pra você • Copacabana • 78 (1957) Quando os maestros se encontram • Copacabana • LP (1957) Sucessos de Angela Maria Nº 3 • Copacabana • LP (1956) Fala Mangueira/Ai, amor • Copacabana • 78 (1956) A chuva caiu/Fel • Copacabana • 78 (1956) Só melancolia/Amor, coisa estranha • Copacabana • 78 (1956) Moral da história/Fantasma da felicidade • Copacabana • 78 (1956) Alegoria ao músico/Eu fui ver • Copacabana • 78 (1956) Serenata à Virgem Maria/Papai Noel esqueceu • Copacabana • 78 (1956) Mamãe/Não te esqueças • Copacabana • 78 (1956) Mentindo/Inspiração • Copacabana • 78 (1956) Flor de Madrid/Intenção • Copacabana • 78 (1956) Deus te abençoe papai/É quase certo • Copacabana • 78 (1956) Babalu/O samba e o tango • Copacabana • 78 (1956) Risque/Baião diferente • Copacabana • 78 (1956) Angela Maria Apresenta… • Copacabana • LP (1956) Sucessos de ontem na voz de hoje: Angela Maria com orquestra • Copacabana • 33/10 pol. (1956) Sucessos de Angela Maria – N° 2 • Copacabana • 33/10 pol. (1956) Isto é Ângela Maria • RCA Victor • LP (1955) Escuta/Talvez seja você • Copacabana • 78 (1955) Coisas do passado/Caminhos diversos • Copacabana • 78 (1955) Lábios de mel/Abandono • Copacabana • 78 (1955) A Rainha Canta • Copacabana • 33/10 pol. (1955) Sucessos de Ângela Maria • LP (1954) Pedaço de pão/Aquele amor • Copacabana • 78 (1954) Foi um sonho/Encantamento • Copacabana • 78 (1954) Só desejo você/Joá • Copacabana • 78 (1954) Recusa/Estava escreito • Copacabana • 78 (1954) Rio é amor/Acordes que choram • Copacabana • 78 (1954) Outros natais/Não chore, linda criança! • Copacabana • 78 (1953) Nem eu/Só vives pra lua • RCA Victor • 78 (1953) Sempre tu/Fósforo queimado • Copacabana • 78 (1953) É ilusão/Orgulho • Copacabana • 78 (1953) Rua sem sol/Vida de bailarina • Copacabana • 78 (1952) Eterno amargor/Meu coração • RCA Victor • 78 (1952) Doença de amor/Paciência • RCA Victor • 78 (1952) Nasceu para mim/Meu dono meu rei • RCA Victor • 78 (1952) Desejo/Recusa • RCA Victor • 78 (1952) Sem mágoas em meu coração/Pra que saber • RCA Victor • 78 (1952) Mestre da Vila/Tenha pena de mim • RCA Victor • 78 (1952) Prece ao Senhor/Matéria plástica • RCA Victor • 78 (1952) Marcha do soluço/O amor me pegou • RCA Victor • 78 (1952) Presente de Natal/Nasceu Jesus • RCA Victor • 78 (1951) Sou Feliz/Quando alguém vai embora • RCA Victor • 78 (1951) Sabes mentir/Não Tenho Você • RCA Victor • 78 (1951) Balança, mas não cai/Segue • RCA Victor • 78 (1951) Meu destino é sofrer/Renunciei • RCA Victor • 78 (1950) Lama/La boa • Continental • 78

44 – Alcione

Alcione Dias Nazareth (São Luís, 21 de novembro de 1947)

Texto da Rolling Stone: A voz grandiosa de Alcione é um monumento da música brasileira. Aparentemente não há para ela qualquer dificuldade em cantar com vigor magnífico notas graves sem deixar que fuja qualquer resquício de feminilidade ou sensualidade. Se é sofrida ou exaltada, Alcione sabe, e quem a escuta também percebe as variações de seu estado de espírito bem traduzidas. Marrom é raiz, é popular em qualquer sentido do termo, e ponto final.

Discografia:A Voz do Samba (1975)  Morte de Um Poeta (1976) Pra Que Chorar (1977) Alerta Geral (1978) Gostoso Veneno (1979) E Vamos à Luta (1980) Alcione (1981) Dez Anos Depois (1982) Vamos arrepiar (1982) Almas e Corações (1983) Da cor do Brasil (1984) (Ouro) Fogo da vida (1985) (Ouro) Fruto e raiz (1986) (Platina) Nosso nome: resistência (1987) (Platina) Ouro & Cobre (1988) (Ouro) Simplesmente Marrom (1989) (Ouro) Emoções Reais (1990) Promessa (1991) Pulsa, coração (1992) (Ouro) Brasil de Oliveira da Silva do Samba (1994) (Ouro) Profissão: Cantora (1995) Tempo de Guarnicê (1996) Maxximum (Alcione) (2005) Valeu – Uma Homenagem à Nova Geração do Samba (1997) (Ouro) Celebração (1998) (Ouro) Claridade (1999) (Ouro) Nos Bares da Vida (2000) – ao vivo (Platina) A Paixão tem Memória (2001) (Ouro) Ao Vivo (2002) (Platina) Ao Vivo 2 (2003) (Platina) Alcione – Duetos(2004) Faz Uma Loucura por Mim (2004) (Platina) Faz Uma Loucura por Mim – Ao Vivo (2005) Alcione e Amigos (2005) Uma Nova Paixão (2005) (Ouro) Uma Nova Paixão – Ao Vivo (2006) (Ouro) Coleções – Grandes Sucessos de Alcione (2007) De Tudo Que eu Gosto (2007) Raridades (2008) Acesa (2009)

43 -Zé Ramalho

José Ramalho Neto (Brejo do Cruz, 3 de outubro de 1949)

Texto da Rolling Stone: Ele é dono de uma voz grave, quase falada e messiânica, como se fosse um pastor pregando o apocalipse e o fim dos tempos. Cresceu ouvindo cantadores e repentistas na Paraíba, daí esse viés messiânico, como se fosse um repórter dos tempos sombrios. Conectado, Zé Ramalho também se aproxima de Bob Dylan na forma profética de anunciar a sua mensagem e ao incorporar elementos do rock e do folk em suas harmonias.

Discografia: Paêbirú (1975, com Lula Côrtes) 1978 – Zé Ramalho – (Epic/CBS) 1980 – A Peleja do Diabo com o Dono do Céu – (Epic/CBS) 1981 – A Terceira Lâmina – (Epic/CBS) 1982 – Força Verde – (Epic/CBS) 1983 – Orquídea Negra – (Epic/CBS) 1984 – Por Aquelas Que Foram Bem Amadas ou Pra não dizer que não falei de Rock – (Epic/CBS) 1985 – De Gosto de Água e de Amigos – (Epic/CBS) 1986 – Opus Visionário – (Epic/CBS) 1987 – Décimas de um Cantador – (Epic/CBS) 1992 – Frevoador – (Columbia/Sony Music) 1996 – Cidades e Lendas – (BMG) 1997 – Antologia Acústica – (BMG) 1998 – Eu Sou Todos Nós – (BMG) 2002 – O Gosto da Criação – (BMG) 2003 – Estação Brasil – (BMG) 2007 – Parceria dos Viajantes – (Sony/BMG) 2008 – Zé Ramalho da Paraíba – (Discobertas/Coqueiro Verde) 2012 – Sinais dos Tempos – (Avôhai Music) 2002 – Perfil 2007 – Zé Ramalho em foco 1991 – Brasil Nordeste – (Columbia/Sony Music) 2000 – Nação Nordestina – (BMG) 2001 – Zé Ramalho Canta Raul Seixas – (BMG) 2008 – Zé Ramalho Canta Bob Dylan – Tá Tudo Mudando – (EMI) 2009 – Zé Ramalho Canta Luiz Gonzaga – (Discobertas/Sony) 2010 – Zé Ramalho Canta Jackson do Pandeiro – (Discobertas/Sony) 2011 – Zé Ramalho Canta Beatles – (Discobertas/Sony) 2005 – Zé Ramalho ao vivo – (Sony/BMG) 2014 – Fagner & Zé Ramalho Ao Vivo – (Sony Music)

42 -Leny Andrade

Leny de Andrade LimaLeny Andrade, (Rio de Janeiro, 25 de janeiro 1943)

Texto da Rolling Stone: Se a bossa nova e o jazz têm uma relação incestuosa, Leny Andrade é a prova disso. O batismo de fogo da carioca no mundo da bossa foi exemplar: batalhando nas boates do Rio, se tornou crooner de Dick Farney e Sergio Mendes. Mas seu registro vocal não tinha nada de frágil ou sussurrado. Dona de voz potente (mas sem exageros), Leny visitava o habitual songbook da bossa nova com maneirismos de Sarah Vaughan e Ella Fitzgerald. Assim, quando a questão era scat e improvisos, ninguém chegava perto de Leny. Naturalmente, com tanto pedigree, ela fez carreira fora do Brasil. O bom é que manteve sua arte bem brasileira, resistindo à tentação de cantar exclusivamente standards norte-americanos. Com o passar do tempo, foi diversificando o repertório, mostrando que em sua voz samba, bolero e música regional também caíam muito bem.

Discografia:  A sensação (1961) RCA Victor LP A arte maior de Leny Andrade (1963) Polydor LP Gemini V – Show na boate Porão 73 (1965) Odeon LP,CD Estamos aí (1965) Odeon LP Gemini cinco anos depois. Pery Ribeiro & Leny Andrade (1972) Odeon LP Alvoroço (1973) Odeon LP Expo-Som 73, ao vivo (1973) Odeon LP Leny Andrade (1975) Odeon LP Registro (1979) Columbia LP,CD Leny Andrade (1979) CBS Presença de Leny Andrade e Os Cariocas (1979) CBS LP Leny Andrade (1984) RCA/Pointer LP Cartola 80 anos (1988) CBS LP Luz neon (1989) Eldorado LP,CD Eu quero ver (1990) Eldorado LP Bossa nova (1991) Eldorado LP Embraceable you (1993) Som Livre CD Nós (1994) Velas CD Maiden Voyage (1994) Chesky Records CD Coisa fina (1994) Antonio Carlos Jobim, letra e música (1995) Lumiar Discos CD Luz negra – Nelson Cavaquinho por Leny Andrade (1995) Velas CD Bossas novas (1998) Albatroz CD Leny Andrade canta Altay Veloso (2000) Paradox Music CD E quero que a canção seja você (2001) Albatroz CD Leny Andrade & Cesar Camargo Mariano [Ao vivo] (2005) Albatroz Lua do Arpoador (2006) Momentos da bossa ao vivo (2008) Albatroz CD Alma mia (2010) Canciones del Rey (2013) Iluminados (2014)

41-Cazuza

Agenor de Miranda Araújo Neto, Cazuza (Rio de Janeiro, 4 de abril de 1958 — Rio de Janeiro, 7 de julho de 1990)

Texto da Rolling Stone: Agenor Miranda de Araújo Neto – nome que só aceitou quando descobriu que era parecido com o de Cartola, Angenor –, Cazuza foi um dos maiores ícones do rock brasileiro dos anos 80, ao misturar poesia beatnik com rock, blues e samba-canção, e retratar as noitadas no Baixo Leblon. Valendo-se mais da emoção do que da técnica, ele ciciava ao cantar e gritava muito, característica fundamental ao entrar no Barão Vermelho. Já em carreira solo, flertou com o samba, bossa nova e baladas, melhorou sua qualidade vocal, mais amadurecida, tratou livremente de amores dilacerados e também fez duras críticas sociais. Também pediu para o Brasil mostrar a cara e não teve receio de mostrar a dele, quando se descobriu soropositivo. Com uma carreira breve – de 1982 a 1990 –, deixou 126 canções e o lema “Quem tem um sonho não dança”.

Discografia: (2005) Cazuza – o poeta está vivo • Som Livre • CD (1991) Cazuza por aí • PolyGram • LP (1990) Songbook Cazuza • Lumiar Discos • CD (1989) Burguesia • PolyGram • LP (1988) Ideologia • PolyGram • LP (1988) O tempo não pára • PolyGram • LP (1987) Só se for a dois • PolyGram • LP (1985) Exagerado • Som Livre • LP (1984) Maior abandonado • Som Livre • LP (1983) Barão Vermelho 2 • Som Livre • LP (1983) Pro dia nascer feliz • Som Livre • Compacto simples (1982) Barão Vermelho • Som Livre • LP

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As 100 Maiores Vozes da Música Brasileira: 51 a 60

60 – Jamelão

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José Bispo Clementino dos Santos – Nascido: Rio de Janeiro, 12 de maio de 1913 – Falecido: Rio de Janeiro, 14 de junho de 2008

 Texto da Rolling Stone: Jamelão cantou em boates do Rio de Janeiro e em programas de rádio. Além dos sambas e boleros, sua voz imensa fez parte da história do Carnaval do Rio. Ele interpretou sambas nas duas fases da festa: quando ainda eram marchinhas e depois, quando viraram sambas-enredo. Alegrou a Marquês de Sapucaí pela Mangueira por quase 60 anos. Parou só em 2006. Dois anos depois, o vozeirão se calou.

Discografia: (2003) Cada vez melhor • Obi Music • CD (2001) Escolas de Samba no Dia da Cultura • CD (2000) Por força do hábito • Som Livre • CD (1997) A voz do samba • CD (1994) Minhas andanças • RGE • LP (1987) Recantando mágoas-Lupi, a dor e eu • Continental • LP (1984) Mangueira, a super campeã • Continental • LP (1980) Jamelão • Continental • LP (1977) Folha morta • Continental • LP (1975) Jamelão • Continental • LP (1975) Samba-enredo-sucessos antológicos • Continental • LP (1974) Jamelão • Continental • LP (1974) Os melhores sambas enredos 75 • Continental • LP (1973) Jamelão • Continental • LP (1972) Jamelão interpreta Lupicínio Rodrigues • Continental • LP (1970) Jamelão • Continental • LP (1969) Cuidado moço • RCA Victor • LP (1964) Torre de Babel/Feioso e pobre • Continental • 78 (1963) Horinha certa/Eu agora sou feliz • Continental • 78 (1963) Reza/Não adianta • Continental • 78 (1963) Fim de jornada/Foi assim • Continental • 78 (1963) Velinha acesa/Eu não quero vacilar • Continental • 78 (1963) Estamos em paz/Voa meu passarinho • Continental • 78 (1963) Sambas para todo gosto • Continental • LP (1962) A marron do Leblon/Você é gelo • Continental • 78 (1962) Jamelão canta para enamorados • Continental • LP (1961) Amor de mãe/Valsinha da mamãe • Continental • 78 (1961) Meu barracão de zinco/Vou fugir de mim • Continental • 78 (1961) Mais do que amor/Qual o quê! • Continental • 78 (1961) Foi brinquedo/Só meu coração • Continental • 78 (1961) Dia de pierrô/Linguagem do morro • Continental • 78 (1961) Jamelão e os sambas mais • Continental • LP (1960) Não importa/O grande presidente • Continenta • 78 (1960) Exemplo/Jajá na Gambõa • Continenta • 78 (1960) Solidão/Decisão • Continenta • 78 (1960) Deixei de sofrer/Eu não sou Deus • Continenta • 78 (1960) Desfile de Campeãs-Jamelão e Escolas de Samba • Continental • LP (1959) Ela disse-me assim/Esquina da saudade • Continenta • 78 (1959) Três amores/Há sempre uma que fica • Continenta • 78 (1959) O samba é bom assim/Esta melodia • Continenta • 78 (1959) Fechei a porta/Perdi você • Continenta • 78 (1959) O samba é bom assim-a boite e o morro na voz de Jamelão • Continental • LP (1958) Grande Deus/Frases de um coração • Continental • 78 (1958) Nem te lembras/Ela está presente • Continental • 78 (1958) Saudade que mata/Serenata de pierrô • Continental • 78 (1958) Guarde seu conselho • Continental • 78 (1958) O samba em Noite de Gala • Continental • LP (1958) Escolas de Samba • Continental • LP (1957) Moleza/Eu hein, Dolores • Continental • 78 (1957) Timbó/Pense em mim • Continental • 78 (1957) Quem mandou/Como ela é boa • Continental • 78 (1957) Não quero mais/Não tenho ninguém • Continental • 78 (1956) Cansado de sofrer/Mirando-te • Continental • 78 (1956) Folha morta/Dengosa • Continental • 78 (1956) Definição • Continental • 78 (1956) Vida de circo/Confiança • Continental • 78 (1955) Bica nova/Se parar esfria • Continental • 78 (1955) Ogum General de Umbanda/Enconsta o carro (Gírias cariocas) • Continental • 78 (1955) Corinthians, campeão do centenário/Oração de um rubro negro • Continental • 78 (1955) Exaltação à Mangueira/Lá vou eu • Continental • 78 (1955) Eu não mandei/Castigo do céu • Continental • 78 (1954) Sem teu amor/O caçador de preá • Sinter • 78 (1954) Alta noite/A cegonha mandou • Sinter • 78 (1954) Leviana/Deixa de moda • Continental • 78 (1953) Acabei entrando bem/Vem cá mulata • Sinter • 78 (1953) Eu não poderei/Deixa amanhecer • Sinter • 78 (1953) Seu deputado/Voltei ao meu lugar • Sinter • 78 (1952) Só apanho resfriado/Você vai…eu não • Sinter • 78 (1952) Eu vou partir/Mora no assunto • Sinter • 78 (1951) Falso pirata/Lá vem você • Odeon • 78 (1951) Casinha da colina/Voltei ao meu lugar • Odeon • 78 (1951) Torei o pau/Onde vai sinhazinha • Odeon • 78 (1950) Pancho Vila/Este é o maior • Odeon • 78 (1950) Capitão da mata/Já vi tudo • Odeon • 78 (1950) Pai Joaquim/Siá Mariquinha • Odeon • 78 (1950) Pirarucu/Duque de Caxias • Odeon • 78 (1949) A giboia comeu/Pensando nela • Odeon • 78

59 – Joyce

Joyce Silveira Moreno,  como Joyce Moreno, nasceu no Rio de Janeiro em 31 de janeiro de 1948

Texto da Rolling Stone: Hoje com Moreno no nome, a cantora conviveu com parte do núcleo inicial da bossa nova, mas não pensava em fazer da música profissão. Ao assumir a música, Joyce passou a ser a voz feminina marcante da segunda fase da bossa nova, e destaca-se também por compor e cantar as suas próprias músicas, além de recriar clássicos do movimento. Cultuada no Japão, sua voz límpida já foi elogiada nos quatro cantos do mundo.

Discografia: Joyce (1968) Philips LP, CD Encontro marcado (1969) Philips LP, CD Posições (Como integrante do grupo A Tribo) (1971) Odeon LP Joyce (1971) Odeon Compacto simples Nelson Angelo & Joyce (1972) Odeon LP, CD Passarinho urbano (1976) Fonit-Cetra (Itália) LP e CD Lançado em 1977 no Brasil pela Continental. Feminina (1980) Odeon LP, CD Água e luz (1981) Odeon LP, CD Tardes cariocas (1983) Feminina Produções LP, CD PolyGram (1984). Far-Out Records (1997). Saudade do futuro (1985) Pointer LP Wilson Batista, o samba foi sua glória (1986) Funarte/Continental LP Tom Jobim – os anos 60 (1987) SBK/EMI-Odeon LP, CD Negro demais no coração (1988) SBK/EMI-Odeon LP, CD Ao Vivo (1989) EMI-Odeon LP, CD Music Inside (1990) Verve/PolyGram (EUA) LP, CD Línguas e Amores (Language and love) (1991) Verve/PolyGram (EUA) LP, CD Revendo Amigos (1994) EMI-Odeon CD Delírios de Orfeu (1994) NEC Avenue (Japão) CD Live at Mojo Club (1995) Verve/PolyGram (Alemanha) LP, CD Sem você (1995) Omagatoki (Japão) CD Ilha Brasil (1996) EMI-Odeon (Brasil)/Omagatoki (Japão)/World Pacific-Blue Note (EUA) CD Astronauta (1998) Blue Jackel (EUA)/Pau-brasil (Brasil)/Omagatoki (Japão) CD Hard bossa (1999) Far Out Recordings (Inglaterra) LP, CD Tudo bonito (2000) Impartmaint Records/Sony Music LP, CD Gafieira Moderna (2001) Far Out Recordings (Inglaterra) LP, CD Biscoito Fino (Brasil) Banda Maluca (2003) Biscoito Fino CD Wolf’s Rain Original Soundtrack Vol. 1 (2004) CD, Bandai (Japão)  Joyce & Banda Maluca – Ao vivo (2005) DVD Rio-Bahia com Dori Caymmi (2006) Biscoito Fino/Pau-Brasil CD Samba-Jazz & Outras Bossas com Tutty Moreno (2008) Far Out Recordings CD Joyce Ao Vivo (2008) EMI CD, DVD Slow Music (2009) Biscoito Fino CD Tudo (2013) Far Out CD 

58 -Belchior

Antônio Carlos Gomes Belchior Fontenelle Fernandes, conhecido simplesmente como Belchior nasceu em Sobral, 26 de outubro de 1946

Texto da Rolling Stone: O cearense Belchior a princípio conquistou sucesso como compositor, tendo suas canções interpretadas com sucesso por Elis Regina e Vanusa. Quando se lançou como cantor, chamou atenção por seu vocal anticonvencional, anasalado, urgente, uma espécie de “Bob Dylan made in Brazil”. Belchior ouvia repentistas e cantores de rua, e seu estilo foi forjado juntando influências urbanas e rurais. Logo o público passou a reconhecer que Belchior havia se tornado o melhor intérprete de Belchior.

Discografia: 1971 – Na Hora do Almoço (Copacabana – Compacto) 1973 – Sorry, Baby (Copacabana – Compacto) 1974 – Mote e Glosa (Continental – LP) 1976 – Alucinação (Polygram – LP/CD/K7) 1977 – Coração Selvagem (Warner – LP/CD/K7) 1978 – Todos os Sentidos (Warner – LP/CD/K7) 1979 – Era uma Vez um Homem e Seu Tempo (Warner – LP/CD/K7) 1980 – Objeto Direto (Warner – LP) 1982 – Paraíso (Warner – LP) 1984 – Cenas do Próximo Capítulo (Paraíso/Odeon – LP) 1986 – Um Show: 10 Anos de Sucesso (Continental – LP) 1987 – Melodrama (Polygram – LP/K7) 1988 – Elogio da Loucura (Polygram – LP/K7) 1990 – Projeto Fanzine (Polygram – LP/K7) 1991 – Divina Comédia Humana (MoviePlay – CD) 1991 – Acústico (Arlequim Discos – CD) 1993 – Baihuno (MoviePlay – CD) 1995 – Um Concerto Bárbaro – Acústico Ao vivo (Universal Music – CD) 1996 – Vício Elegante (Paraíso/GPA/Velas – CD) 1999 – Autorretrato (BMG – CD) 2002 – Pessoal do Ceará (Continental / Warner – CD) 2008 – Sempre (Som Livre – CD)

57 -Francisco Alves

Francisco de Morais Alves : Nascido: Rio de Janeiro, 19 de agosto de 1898 — Falecido : Pindamonhangaba, 27 de setembro de 1952

Texto da Rolling Stone: Nos anos 30, Alves disputou com Carmen Miranda e Orlando Silva o título de maior astro da música brasileira. Embora o estilo vocal empostado fosse tributário da ópera, Alves transitava com brilhantismo por um repertório que ia de sambas a valsas. O ídolo foi um dos principais agentes da transição do samba de roda, praticado nos quintais e nas ruas, para o samba moderno, adaptado ao rádio e ao disco. A morte do Rei da Voz em um acidente de carro, em 1952, comoveu o Brasil.

Discografia: O pé de anjo (1919) – disco em 78 rpm Albertina/Passarinho do Má (1927) – disco em 78 rpm A voz do violão/Até as flores mentem (1928) – disco em 78 rpm Pálida Morena / Ouve Esta Canção (1933) – disco em 78 RPM A Vida é Sempre a Mesma Coisa / Fui Eu o Seu Primeiro Amor / Entre Nós Dois (1935) – disco em 78 RPM Aquarela do Brasil (1939) disco em 78 RPM participação de (Radamés Gnattali) Linda Judia / Céu e Mar (1940) – disco em 78 RPM Esmagando Rosas / Vivo Bem na Minha Terra (1941) – disco em 78 RPM Capela de São José / Ai, Ai, Que Pena (1942) Quantas São / Céu Cor-de-rosa (1943) – disco em 78 RPM participação de As Três Marias Se é Pecado / Transformação (1943) – disco em 78 RPM participação de Abel Ferreira Ela Partiu / Adeus Escola (1943) – disco em 78 RPM Chuá, Chuá / Oi Iaiá Baiana (1944) – disco de 78 RPM Onde o Céu É Mais Azul / A Flor e o Vento (1944) – disco em 78 RPM Brasil / Lamento Negro (1945) – disco em 78 RPM com participação de Dalva de Oliveira e Trio de Ouro Noite Santa, Silenciosa / Amanhã Vem o Papai Noel / Natal – disco em 78 RPM participação Trio de Ouro Te Quero, Disseste / Para Sempre Teu (1946) Bahia com H / Caminhemos (1947) – disco em 78 RPM Cinco Letras Que Choram / Você e a Valsa (1947) – disco em 78 RPM Duas Almas / Dez Minutos Mais (1948) – disco em 78 RPM Cadeira Vazia / Vem Meu Amor (1949) – disco em 78 RPM Holandesa / Se o Divórcio Vier (1950) – disco em 78 RPM participação de Dalva de Oliveira Aquarela Mineira (1950) – disco em 78 RPMSão Paulo Coração do Brasil / Sem Protocolo (1951) – disco em 78 RPMSaudade do Passado / Não Sei (1951) – disco em 78 RPMBrasil de Amanhã / Canção da Criança (1952) – disco em 78 RPM

56 -Erasmo Carlos

Erasmo Esteves , nascido no Rio de Janeiro, 5 de junho de 1941

Texto da Rolling Stone: Erasmo Carlos sempre conseguiu escapar da armadilha de cantar rock em português sem soar caricato ou exagerado. Na época da jovem guarda, demonstrava sua gentil insolência em hits como “Vem Quente Que Estou Fervendo”. E se saía bem, mesmo sem ter um poderio vocal rascante ou um timbre extraordinário. O tremendão foi melhorando em seu ofício vocal e se tornou um intérprete versátil e agradável, passeando pelo pop, samba-rock e baladas.

Discografia:1962 – Mil Bikinis (Compacto Duplo) 1965 – A Pescaria 1966 – Você Me Acende 1967 – Erasmo Carlos 1967 – O Tremendão: Erasmo Carlos 1968 – Erasmo Carlos 1970 – Erasmo Carlos e os Tremendões 1971 – Carlos, Erasmo 1972 – Sonhos e Memórias 1974 – Projeto Salva Terra 1975 – Hollywood Rock (Falso álbum ao vivo, lançado somente em LP, e dividido com Raul Seixas, O Peso, Rita Lee e Tutti Frutti 1976 – Banda dos Contentes 1978 – Pelas Esquinas de Ipanema 1980 – Erasmo Convida 1981 – Mulher 1982 – Amar pra Viver ou Morrer de Amor 1984 – Buraco Negro 1985 – Erasmo Carlos 1986 – Abra Seus Olhos 1988 – Apesar do Tempo Claro… 1989 – Sou uma Criança 1992 – Homem de Rua 1996 – É Preciso Saber Viver 2001 – Pra Falar de Amor 2001 – Ao Vivo 2004 – Santa Música2007 – Erasmo Convida, Volume II 2009 – Rock ‘n’ Roll 2011 – Sexo 2012 – 50 Anos de Estrada 2014 – Gigante Gentil

55-Vicente Celestino

Antônio Vicente Filipe CelestinoNascido Rio de Janeiro, 12 de setembro de 1894 — Falecido : São Paulo, 23 de agosto de 1968)

Texto da Rolling Stone: Ninguém cantava como Vicente Celestino. Naturalmente, ele era produto de outra era, cria da ópera, quando era necessário ter muito pulmão para ser ouvido pelos quatro cantos de um teatro sem amplificação. Celestino se enveredou pela canção popular e levou sua experiência operística para os palcos e para o disco. Era também ator e suas gravações são impregnadas por uma alta carga de dramaticidade. “A Voz Orgulho do Brasil”, como era conhecido, foi apagada em 1968, aos 73 anos.

Discografia: Urubu Subiu, autor desconhecido (c/Bahiano; 1917) À Luz do Luar, de sua autoria (1928) Ai, Ioiô (Linda Flor), Cândido Costa e Henrique Vogeler Bem-Te-Vi, Melo Morais Filho e Emílio Pestana (1928) Caiuby (Canção da Cabocla Bonita), Pedro de Sá Pereira (1923) Coração Materno, de sua autoria (1937) Dileta, Índio (1933) Flor do Mal, Domingos Correia e Santos Coelho (1915) Malandragem, Ari Barroso (1933) Mia Gioconda, de sua autoria (1946) Nênias, Índio (1929) Noite Cheia de Estrelas, Cândido das Neves (1932) O Cigano, Gastão Barroso e Marcelo Tupinambá (1924) O Ébrio, de sua autoria (1936) Ontem ao Luar, Catulo da Paixão Cearense e Pedro de Alcântara (1918) Ouvindo-Te, de sua autoria (c/Gilda de Abreu; 1935) Patativa, de sua autoria (1937) Porta Aberta, de sua autoria (1946) Serenata, de sua autoria (1940)

54-Johnny Alf

Johnny Alf, Alfredo José da Silva, Nascido:  Rio de Janeiro, 19 de maio de 1929 , Falecido:  Santo André, 4 de março de 2010

Texto da Rolling Stone: Na mesma tradição de Dick Farney, Johnny Alf foi precursor da bossa nova e também tinha voz grave e aveludada, que alternava com falsetes, e o que se ressaltava era a sua exímia capacidade de brincar com as harmonias complexas e cantar suingado. Acompanhando-se ao piano, ele fez uma fusão do jazz e do samba e, quando partia para releituras de outros autores, deixava a sua marca. Alf morreu em 2010, mas antes disso, deixou um enorme legado.

Discografia: 1952 – Johnny Alf 1952 – Convite ao Romance – Mary Gonçalves 1954 – Johnny Alf (78 rpm) 1955 – Johnny Alf (78 rpm) 1958 – Johnny Alf (78 rpm) 1961 – Rapaz de bem (longplay) 1964 – Diagonal (Lp) 1965 – Johnny Alf – arranjos de José Briamonte 1968 – Johnny Alf e Sexteto Contraponto 1971 – Ele é Johnny Alf 1972 – Johnny Alf – compacto duplo 1974 – Nós 1978 – Desbunde total 1986 – Johnny Alf – Eu e a brisa 1988 – O que é amar 1990 – Olhos Negros – participação Gilberto Gil,Chico Buarque,Caetano Veloso, Roberto Menescal, Leny Andrade, Márcio Montarroyos e outros. 1997 – Johnny Alf e Leandro Braga – Letra e música Noel Rosa 1998 – Cult Alf – Johnny Alf – gravado ao vivo 1999 – As sete palavras de Cristo na Cruz – Dom Pedro Casaldáliga 2001 – Johnny Alf – Eu e a Bossa – 40 anos de Bossa Nova

53-Jair Rodrigues

Jair Rodrigues de Oliveira – Nascido : Igarapava, 6 de fevereiro de 1939 —Falecido  Cotia, 8 de maio de 2014

Texto da Rolling Stone: Ele começou como crooner no interior de São Paulo na década de 50, mostrando uma voz menos grave do que a maioria dos cantores negros daquela época. Alcançando a fama nos programas de calouros, o sorridente Jair deixou sua marca na música brasileira, primeiro cantando o samba, depois enveredando para outros gêneros, como a música sertaneja. Ainda teve a parceria cheia de balanço com outra grande voz, Elis Regina, com quem gravou e comandou o programa O Fino da Bossa.

Discografia: Vou de samba com você (1964) O samba como ele é (1964) Dois na Bossa – Elis Regina e Jair Rodrigues (1965) O sorriso do Jair (1966) Dois na Bossa nº 2 – Elis Regina & Jair Rodrigues (1966) Dois na Bossa nº 3 – Elis Regina & Jair Rodrigues (1967) Jair (1967) Menino rei da alegria (1968) Jair de todos os sambas (1969) Jair de todos os sambas nº 2 (1969) Talento e bossa de Jair Rodrigues (1970) É isso aí (1971) Festa para um rei negro (1971) Com a corda toda (1972) Orgulho de um sambista (1973) Abra um sorriso novamente (1974) Jair Rodrigues dez anos depois (1974)Ao vivo no Olympia de Paris (1975) Eu sou o samba (1975) Minha hora e vez (1976) Estou com o samba e não abro (1977) Pisei chão (1978) Antologia da seresta (1979) Couro comendo (1979) Estou lhe devendo um sorriso (1981) Antologia da seresta nº 2 (1981) Alegria de um povo (1981) Jair Rodrigues de Oliveira (1982) Carinhoso (1983) Luzes do prazer (1984) Jair Rodrigues (1985) Jair Rodrigues (1988) Lamento sertanejo (1991) Viva meu samba (1994) Eu sou… Jair Rodrigues (1996) De todas as bossas (1998) 500 anos de folia-100% ao vivo (1999) 500 anos de folia vol. 2 (2000) Intérprete (2002) A nova bossa (2004) Alma negra (2005) Jair Rodrigues – Programa Ensaio – Brasil 1991 (CD e DVD) (2006) Festa Para Um Rei Negro (CD e DVD) (2009) Samba mesmo vol. 1 (2014) Samba mesmo vol. 2 (2014)

52-Cassiano

Genival Cassiano dos Santos , nascido em Campina Grande, 16 de setembro de 1943

Texto da Rolling Stone: Um dos pilares da soul music brasileira – junto com Tim Maia e Hyldon –, este paraibano abusa dos falsetes para cantar suas músicas, que são, em sua maioria, românticas. Dono de uma curta discografia solo (apenas quatro discos lançados), Cassiano encontra-se recluso desde o começo dos anos 2000, mesmo sendo convidado para participar de diversos discos e fazer shows com seu repertório clássico.

Discografia: Com Os Diagonais1969 – Os Diagonais 1971 – Cada um na Sua Álbuns de estúdio na carreira solo:  1971 – Imagem e Som 1973 – Apresentamos nosso Cassiano 1976 – Cuban Soul 1991 – Cedo ou Tarde Coletâneas:  1998 – Velhos Camaradas – Tim Maia, Cassiano e Hyldon 2000 – Cassiano Coleção 2001 – Velhos Camaradas 2 – Tim Maia, Cassiano e Hyldon

51-Fernanda Takai

Fernanda Barbosa Takai, nascida em Serra do Navio, 25 de agosto de 1971

Texto da Rolling Stone: O rock, o pop, a MPB e a bossa nova ganharam um novo jeito de ser interpretados com o surgimento da candura de Fernanda Takai. Conhecedora das suas limitações, ela usa isso a seu favor: uma voz frágil, um tantinho rouca e grave, mas cheia de doçura. Fernanda se adequa bem sempre, seja nas peripécias do seu Pato Fu, seja em canções de outros. Sem invencionices, sobrevoa os gêneros com graça e fofura ímpar.

Discografia: . 2014 – Na medida do impossível . 2012 Fundamental . 2010 Luz Negra . 2007 Onde brilhem os olhos

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Arquivado em 100 Melhores Cantores, Listas, mpb

As 100 Maiores Vozes da Música Brasileira: 61 a 70

Continuando a nossa revisão da lista da Rolling Stone:

70 –Ná Ozzetti

Nascida: São Paulo, 12 de dezembro de 1958

Texto da Rolling Stone: A nova safra de cantoras que surgiu há cerca de uns dez ou cinco anos é comparada a Marisa Monte e outras divas óbvias da MPB. Mas elas, talvez até inconscientemente, devem muito à afinadíssima Ná Ozzetti. Cantora do Rumo, grupo que se destacou na chamada Vanguarda Paulistana, que floresceu nos anos 80, Ná já era o protótipo da cantora indie, sem compromisso com o mercado e mais interessada em escolhas estéticas pessoais.

Álbuns: Ná Ozzetti, MCD, 1988 , , MCD, 1994, Love Lee Rita (Canções de Rita Lee desde os Mutantes), Dabliu, 1996, Estopim, MCD, 1999, Show, Som Livre, 2001, Piano e Voz (com André Mehmari), MCD, 2005, Balangandãs, MCD, 2009, Meu Quintal, Borandá, 2011, Embalar, Circus Produções, 2013

 

69 –Silvio Caldas

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Nascido: Rio de Janeiro, 23 de maio de 1908 — Falecido: Atibaia, 3 de fevereiro de 1998

Texto da Rolling Stone: Com os graves densos de sua voz, que lhe permitiam transitar com desenvoltura pelos tons dos barítonos, Silvio Caldas se tornou um dos maiores cantores dos anos 30 e 40. Também compositor, o Caboclinho Querido deu voz a temas de Ary Barroso, Custódio Mesquita e Orestes Barbosa. As valsas e os sambas dominaram o repertório seresteiro de Caldas, voz-ícone do Brasil pré-bossa nova.

Sucessos:Faceira (1931), Lenço no Pescoço (1933), Mimi (1933), Segura Esta Mulher (1933), Na Aldeia (1933), Boneca (1934) , Serenata (1934), Por Causa dessa Cabocla (1934), O Telefone do Amor (1934), Inquietação (1934), Acorda, Escola de Samba (1935), Minha Palhoça (1936), Chão de Estrelas (1937), Professora (1938), As Pastorinhas (1938),  Quando Eu Penso na Bahia (1938), Da Cor do Pecado (1939), Maria (1939), Deusa da Minha Rua (1939), Florisbela (1939), Na Baixa do Sapateiro (1939), Morena Boca de Ouro (1940), Velho Realejo (1940), Mulher, Custódio Mesquita (1940), Três Lágrimas (1940), Modinha (1943), Valsa do Meu Suburbio  (1944), Como os Rios Que Correm pro Mar (1944), Minha Casa (1946), Obrigado, Doutor (1950)

68 –Fagner

Raimundo Fagner Cândido Lopes

Nascido: Orós, 13 de outubro de 1949

Texto da Rolling Stone: Sobre Fagner, Vinicius de Moraes certa vez cravou: “Este é grande, será dos maiores”. O cantor cearense, que se deslocou para o Rio de Janeiro em 1971, trazia na bagagem um timbre peculiar para interpretações de sonoridades nordestinas. Nas décadas que se seguiram, a áspera e inconfundível tonalidade modulou uma densidade poética que foi entregue ao romantismo e ao forró com um caprichado acento pop.

Álbuns: 1973 – Manera Fru Fru, Manera 1975 – Ave Noturna 1976 – Raimundo Fagner 1977 – Orós 1978 – Eu Canto – Quem Viver Chorará 1979 – Beleza 1980 – Eternas Ondas 1981 – Traduzir-se 1982 – Sorriso Novo 1983 – Palavra de Amor 1984 – A Mesma Pessoa – Cartaz 1985 – Deixa Viver 1986 – Fagner – Lua do Leblon 1987 – Romance no Deserto 1989 – O Quinze 1991 – Pedras que Cantam 1993 – Demais 1994 – Caboclo Sonhador 1995 – Retrato 1996 – Pecado Verde 1996 – Bateu Saudade 1997 – Terral 1998 – Amigos e Canções 2000 – Ao vivo – Vol. I e II 2001 – Fagner 2003 – Raimundo Fagner & Zeca Baleiro 2004 – Donos do Brasil 2007 – Fortaleza 2009 – Uma Canção no Rádio 2014 – Fagner & Zé Ramalho Ao Vivo

67 –Beth Carvalho

Nascida: Elizabeth Santos Leal de Carvalho, Rio de Janeiro, 5 de maio de 1946

Texto da Rolling Stone: Beth é sempre afinada. Aquele veludo levemente rouco que emana de sua garganta conquistou espaço nos festivais competitivos da década de 60. Depois, se entregou ao samba. Nascida em uma família musical, ela vem se mantendo todos estes anos no pedestal reservado às grandes intérpretes, tendo seu nome diretamente associado ao autêntico samba carioca e à obra do mestre Cartola.

Álbuns: 1965 – “Porque Morrer de Amor?” (RCA Victor) 1966 – “Muito na Onda” (Copacabana) 1969 – “Andança” (Odeon) 1971 – “Beth Carvalho: Especial” (Odeon) 1971 – “Amor, amor” (Tapecar) 1973 – “Canto Para Um Novo Dia” (Tapecar) 1974 – “Pra Seu Governo” (Tapecar) 1975 – “Pandeiro e Viola” (Tapecar) 1976 – “Mundo Melhor” (RCA Victor) 1977 – “Nos Botequins da Vida” (RCA Victor) 1978 – “De Pé No Chão” (RCA Victor) 1979 – “No Pagode” (RCA Victor) 1980 – “Sentimento Brasileiro” (RCA Victor) 1981 – “Na Fonte” (RCA Victor) 1982 – “Traço de União” (RCA Victor) 1983 – “Suor no Rosto” (RCA Victor) 1984 – “Coração Feliz” (RCA Victor) 1985 – “Das Bençãos Que Virão Com Os Novos Amanhãs” (RCA Victor) 1986 – “Beth” (RCA Victor) 1987 – “Beth Carvalho Ao Vivo em Montreux” (RCA Victor) 1988 – “Toque de Malícia” (RCA) 1988 – “Alma do Brasil” (Philips) 1989 – “Saudades da Guanabara” (Polygram) 1991 – “Beth Carvalho Ao Vivo no Olímpia” (Som Livre) 1991 – “Intérprete” (Polygram) 1992 – “Pérolas – 25 Anos de Samba” (Som Livre) 1993 – “Beth Carvalho Canta o Samba de São Paulo” (Velas) 1994 – “Beth Carvalho Canta o Samba de São Paulo Vol.II” (Velas) 1996 – “Meus Momentos” (EMI) 1996 – “Brasileira da Gema” (Universal) 1998 – “Pérolas do Pagode” (Som Livre/Polydor) 1999 – “Pagode da Mesa – Ao Vivo” (Universal) 2000 – “Pagode da Mesa 2 – Ao Vivo” (Indie Records) 2000 – “Os Melhores do Ano Vol. II” (Indie Records) 2001 – “Nome Sagrado – Beth Carvalho Canta Nelson Cavaquinho” (Jam Music) 2003 – “Beth Carvalho Canta Cartola” (BMG) 2004 – “Beth Carvalho – A Madrinha do Samba Ao Vivo Convida” (Indie Records) 2005 – “Beth Carvalho e Amigos” (BMG Brasil) 2011 – “Nosso Samba Tá Na Rua” (Andança/EMI)

66 –Bezerra da Silva

Nascido: José Bezerra da Silva Recife, 23 de fevereiro de 1927 — Falecido: Rio de Janeiro, 17 de janeiro de 2005

Texto da Rolling Stone: Recifense, Bezerra da Silva começou sua carreira cantando cocos. Em 1977 veio a virada: o primeiro disco de samba partido-alto. Sua voz rouca, trôpega e sem cerimônias foi a que mais cantou sobre as periferias, sem tabus: teve polícia, bandidos, drogas, crimes e preconceito (racial e social). Um time de compositores entregava os temas de bandeja para Bezerra se tornar a “Voz do Morro”. Ironicamente, seu último trabalho de estúdio, gospel e independente, foi Caminho de Luz, em 2003.

Álbuns: O Rei Do Côco (Tapecar, 1975), O Rei Do Côco – Vol. 2 (Tapecar, 1976), Partido Alto Nota 10 Bezerra e Genaro (CID, 1977), Partido Alto Nota 10 Vol.2 – Bezerra e Seus Convidados (CID, 1979), Partido Alto Nota 10 Vol.3 – Bezerra e Rey Jordão (CID,1980), Partido Muito Alto (RCA Victor, 1980), Samba Partido e Outras Comidas (RCA Vik, 1981), Bezerra e um Punhado de Bambas (RCA Vik, 1982), Produto do Morro (RCA Vik, 1983), É Esse Aí Que É o Homem (RCA Vik, 1984), Malandro Rife (RCA Vik, 1985), Alô Malandragem, Maloca o Flagrante (RCA ,Vik, 1986), Justiça Social (BMG-Ariola, 1987), Violência Gera Violência (BMG-Ariola, 1988), Se Não Fosse o Samba (BMG-Ariola, 1989), Eu não sou Santo (BMG-Ariola, 1990), Partideiro da Pesada (BMG-Ariola, 1991), Presidente Caô Caô (BMG-Ariola, 1992), Cocada Boa (BMG-Ariola, 1993), Bezerra, Moreira e Dicró – Os 3 Malandros In Concert (CID, 1995), Contra O VERDADEIRO Canalha (Bambas Do Samba) (RGE, 1995), Meu Samba É Duro na Queda (RGE, 1996), Provando e Comprovando sua Versatilidade (Rhythm and Blues, 1998), Eu Tô de Pé (Universal Music, 1998), Malandro é Malandro e Mané é Mané (Atração, 1999), Bezerra da Silva: Ao Vivo (CID, 2000), A Gíria é Cultura do Povo (Atração, 2002), Meu Bom Juiz (CID, 2003), Pega Eu (Som Livre, 2004), Caminho de Luz (Independente, 2005, póstumo), O Samba Malandro de Bezerra da Silva (Sony BMG, 2005, póstumo),Maxximum (Bezerra da Silva) (Sony BMG, 2005)

65 –Astrud Gilberto

Nascida: Astrud Evangelina Weinert, (Salvador, 29 de março de 1940)

Texto da Rolling Stone: Quando a bossa nova invadiu os Estados Unidos nos anos 60, o estilo brasileiro tinha uma voz: Astrud Gilberto. A cantora baiana havia conhecido o marido, João Gilberto, no circuito boêmio carioca, na década anterior, e foi ele quem a levou para o álbum Getz/ Gilberto, parceria dele com o jazzista Stan Getz. A versão em inglês de “Garota de Ipanema” – cantada por ela de forma leve, sensual, quase sussurrada – foi reconhecida como histórica pela Biblioteca do Congresso Americano.

Álbuns: Stan Getz e Astrud Gilberto – Getz Au-Go-Go (Verve, 1964) The Astrud Gilberto Album (Verve, 1964) The Shadow Of Your Smile (Verve, 1965) Look To The Rainbow (Verve, 1965) Beach Samba (Verve, 1966) A Certain Smile, A Certain Sadness with Walter Wanderley (Verve, 1967) Windy (Verve, 1968) September 17, 1969 (Verve, 1969) Gilberto Golden Japanese Album (Verve, 1969) I Haven’t Got Anything Better To Do (Verve, 1970) Astrud Gilberto With Stanley Turrentine (CTI, 1971) Astrud Gilberto Now (Perception, 1972) That Girl From Ipanema (Audio Fidelity, 1977) Astrud Gilberto Plus James Last Orchestra (Polygram, 1987) Live In New York (Pony Canyon, 1996) Temperance (album) (Pony Canyon, 1997) Jungle (Magya, 2002) )The Diva Series (Verve, 2003)

64 –Pery Ribeiro

Nascido: Peri Oliveira Martins Rio de Janeiro, 27 de outubro de 1937 — Falecido: Rio de Janeiro, 24 de fevereiro de 2012

Texto da Rolling Stone: Possivelmente o cantor mais subestimado do Brasil, Pery Ribeiro nos deixou no início do ano. Filho de Herivelto Martins e Dalva de Oliveira, ele se tornou uma das principais vozes da bossa nova e teve a honra de ser o primeiro a gravar “Garota de Ipanema”. Técnica, afinação, gosto apurado, inteligência musical – Pery tinha tudo isso de sobra e cantava todos os estilos. E dentro e fora do palco e dos estúdios era de classe e elegância incomparáveis.

Álbuns: (2013) Pery Ribeiro abraça Simonal – Dueto com amigos (Pery Ribeiro) – Atração Fonográfica – CD (2011) 100 Anos de Música Popular Brasileira (vários artistas) – participação – Instituto Cultural Cravo Albin/Discobertas – Box com 4 CDs duplos (2007) S’ Wonderful Movie’n’Bossa (Pery Ribeiro) – Albatroz – CD (2006) Cores da minha bossa • Neo Fonoplay • CD (2006) Pery Ribeiro ao vivo • Albatroz • CD (1999) Tributo a Taiguara • Movieplay • CD (1997) A vida é só pra cantar • Albatroz • CD (1995) Fica comigo esta noite-Pery Ribeiro interpreta Adelino Moreira • CID • CD (1992) Songs of Brazil • Movieplay • CD (1992) Brasil bossa nova-Pery Ribeiro, Wanda Sá e Osmar Milito-Série Academia Brasileira de Música, vol. 3 (1991) Pery • PolyGram • LP (1986) Pra tanto viver-Pery Ribeiro e Luiz Eça • Continental • LP (1981) Brasileiríssimas • PolyGram • LP (1980) Sings bossa nova hits • Copacabana (1980) Os grandes sucessos da bossa nova • Copacabana • LP (1979) Alvorada • Copacabana • LP (1976) Bronzes e cristais • EMI-Odeon • LP (1975) Herança • Odeon • LP (1974) Abre alas • Odeon • LP (1972) Pery Ribeiro • Odeon • LP (1972) Gemini cinco anos depois-Pery Ribeiro & Leny Andrade • Odeon • LP (1971) Pery Ribeiro • Odeon • LP (1967) Gemini V no México • Odeon • LP (1966) Encontro-Pery Ribeiro + Bossa 3 • Odeon • LP (1965) Gemini V-Show na boate Porão 73-Leny Andrade, Pery Ribeiro e Bossa Três • Odeon • LP (1964) Pery muito mais bossa • Odeon • LP (1963) Pery é todo bossa • Odeon • LP (1962) Pery Ribeiro e seu mundo de canções românticas • Odeon • LP

63 –João Bosco

Nascido: João Bosco de Freitas Mucci, Ponte Nova, 13 de julho de 1946

Texto da Rolling Stone: Talvez João Bosco tenha se tornado um ícone da MPB por suas inestimáveis composições (com Aldir Blanc) ou pelo fato de elas terem sido eternizadas por nomes como Elis Regina. Mas, quando canta suas canções, a habilidade no violão fica em segundo plano diante de sua voz mansa e econômica, propensa a saltos agudos inesperados. “Sua voz alinhava esse universo sonoro com modesta intervenção”, diz o compositor e parceiro Sergio Ricardo.

Álbuns: 1972 – Disco de bolso do Pasquim – O tom de Antônio Carlos Jobim e o tal de João Bosco 1973 – João Bosco 1975 – Caça à raposa 1976 – Galos de briga 1977 – Tiro de misericórdia 1979 – Linha de passe 1980 – Bandalhismo 1981 – Essa é a sua vida 1982 – Comissão de Frente 1983 – Centésima apresentação – ao vivo 1984 – Gagabirô 1986 – Cabeça de nego 1987 – Ai ai ai de mim 1989 – Bosco 1991 – Zona de fronteira 1992 – Acústico MTV – ao vivo 1994 – Na onda que balança 1995 – Dá licença meu senhor 1997 – As mil e uma aldeias 1998 – Benguelê (trilha sonora do Grupo Corpo) 2000 – Na esquina 2001 – Na esquina – ao vivo (CD duplo) 2003 – Malabaristas do sinal vermelho 2006 – Obrigado, gente! – ao vivo (CD e DVD) 2008 – Senhoras do Amazonas – João Bosco & NDR BIG BAND (CD) 2009 – Não vou pro céu, mas já não vivo no chão (CD) 2012 – 40 Anos Depois (CD e DVD)

 

62 –Tânia Maria

Nascida: 9/5/1948 São Luís, MA

Texto da Rolling Stone: A maranhense Tânia Maria é uma das maiores cantoras de jazz nascida no Brasil. Ironicamente, ela é remotamente conhecida por aqui. Na década de 70, mudou-se para a França e não olhou para trás. Foi fácil encontrar um confortável nicho no circuito mundial de jazz. Com senso rítmico impecável e os improvisos e scats aplicados a um sempre bem escolhido repertório de bossa nova, samba e jazz, é considerada uma verdadeira referência vocal.

Álbuns: (2006) Ed Motta ao vivo (Ed Motta) – participação – Trama – CD (2006) Ed Motta em DVD (Ed Motta) – participação – Trama – DVD (2005) Intimidade (Tania Maria) – Blue Note (EUA) – CD (2002) Live at the Blue Note (Tania Maria & The Viva Brazil Quartet) – Concord Records (EUA) – CD (2001) Viva Maria (Tania Maria) – coletânea – Concord Records (EUA) – CD (2000) Viva Brazil (Tania Maria) – Concord Records (EUA) – CD

61 –Tulipa Ruiz

Nascida: Tulipa Ruiz Chagas – 19/10/1978

Texto da Rolling Stone: “Eu nunca me imaginei cantora”, contou Tulipa à Rolling Stone, em 2011. Começando tarde na carreira, ela teve tempo para descobrir sua verdadeira voz. Juntando uma cadência suave a agudos potentes, ela ainda tem nuances da rua, eventualmente com um andamento quase declamado. Como em “Às Vezes”, faixa do pai Luiz Chagas que a liga à sua origem orgânica e filosófica, a Vanguarda Paulista. E por isso o canto de Tulipa é único, sem ser estranho.

Álbuns: ‘Efêmera” (YB Music/2010) Tudo Tanto(Natura Musical/2012)

 

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