Arquivo da tag: 50 Anos do Rock

Os 50 Solos de Guitarra Mais Influentes do Rock – Parte X

#33. GEORGE LYNCH
“The Hunter” 1985

img

Porque é importante: Lynch inspirou vários guitarristas de rock e metal por mais de trinta anos, com sua perfeita  mistura de um rock melódico e ataques de fúria – tudo num espaço solo de 16 acordes . Este solo é um exemplo perfeito  de como ele fazia isto. Temas memoráveis, de fácil compreensão, recheados de apelos melódicos, trespassados de tons pesados e vibratos virais. Embora Lynch tenha mudado a direção de sua carreira para temas mais palatáveis e comerciais, ele mostrou um caminho a ser seguido por guitarristas obsessivos em  colocar uma assinatura musical, estruturada no meio de uma melodia, e deixar uma marca que durasse para sempre. De fato, seus solos são a única coisa que não soam datadas no som do  Dokken. (Guitar Player)

#34. KIRK HAMMETT
“Master of Puppets” 1986

img

Porque é importante: As influências de Kirk Hammett incluem seu mestre  Joe Satriani, Michael Schenker, e Thin Lizzy. E não há nenhuma outra faixa em que estas influências se mostrem mais proeminentes. O modo de tocar de Hammett iria inspirar uma legião de garotos a  entalhar seus médios, encampar sua teoria, e tocar solos em chamas sobre as melodias principais .  (Guitar Player)

#35 JOE SATRIANI
“Always with Me, Always with You” 1987

img

Porque é importante:Satriani é obviamente conhecido como um mestre da técnica, mas é a sua face melódica que deixou uma marca indelével no reino dos grandes guitarristas. Esta doce balada  demonstra o tom melódico de Satch’ ,  a sua habilidosa ornamentação e habilidade em misturar o palatável com o som de cair o queixo. O alcance deste solo pode ser notado por sua presença em centena de discos instrumentais de guitarristas, em baladas country , temas de filmes e comerciais de automóveis,

1 comentário

Arquivado em 50 Anos Rock and Roll, GEORGE LYNCH, JOE SATRIANI, KIRK HAMMETT

Os 50 Solos de Guitarra Mais Influentes do Rock – Parte IX

#30 – Randy Rhoads- Crazy Train  (1980)

Porque é importante: Depois de Van Halen, não seria nada fácil para um roqueiro de Los Angeles deixar a sua marca, mas Randy Rhoads conseguiu, e em grande estilo. Em sua estreia com Ozzy. Rhoads pegou o que ele havia absorvido de Mick Ronson, Gary Moore e Bach e sintetizou tudo isto numa obra prima do metal. Ele não foi o primeiro a misturar música erudita e rock, mas foi quem abriu as portas para guitarristas como Zakk Wylde e Tom Morello. (Guitar Player)

Randy Rhoads /Jackson Flying V/Gibson Les Paul 1974 Creme de Randy Rhoads

#31 – Stevie Ray Vaughan – Pride and Joy  (1983)

Porque é importante: A segunda faixa de Texas Flood, álbum de estreia de Stevie ray Vaughan, intitulada Pride and Jiy, estourou nas ondas de rádio, graças a sua ótima melodia, letra cativante e um solo arrebatador, no qual Vaughan manda ver em uma serie de licks matadores, apoiados pelo timbre grandioso de seu equipamento Fender/Dumble. A habilidade de Stevie ray em compor e seu estilo, muito influenciado por Hendrix e Albert King foram essenciais para transformar o que era fundamentalmente um shuffle clássico em uma faixa [unica e magistral, que todo roqueiro tradicional deve conhecer. Quem achava que tcava com paixão e energia, teve que rever seus conceitos, pois Stevie Vaughan deu uma aula do tamanho do estado do Texas. (Guitar-Player)

Stevie e a Fender SRV

#32 – Yngwie Malmsteen – Black star (1984)

Porque é importante: Mike Varney já tinha a fama de descobridor de grandes guitarristas quando, em 1983, escreveu sobre um garoto sueco, com o nome engraçado. Muitos ouviram Malmsteen pela primeira vez nesta obra prima da guitarra virtuose. Com velocidade estonteante, arpejos clássicos deslumbrantes, vibratos grandiosos e maravilhoso timbre de Stratocaster com Marshall, Yngwie imprimiu uma nova técnica à guitarra rock. Malmsteen virou o jogo para sempre com este solo. Basta perguntar a Paul Gilbert, Jason Becker ou qualquer outro músico que já tenha feito um sweep em um arpejo, desde então. (Guitar Player)

Yngwie Malmsteen e suas Fender Stratocaster

Deixe um comentário

Arquivado em Randy Rhoads, Stevie Ray Vaughan, Yngwie Malmsteen

Os 50 Solos de Guitarra Mais Influentes do Rock – Parte VIII

Depois de um breve hiato continuamos a curtir rock>:

#28 – David Gilmour – Confortably Numb  (1979)

Porque é importante: “Poucos solos superam a vibe de Gilmour nesta obra inesquecível. Empunhando uma Stratocaster 1979 preta com braço 1962 e captadores DiMarzio ligada a amps Hiwatt e falantes rotativos Yamaha RA-200, Gilmour transformou licks de bues em uma expressão pessoal única, que influenciou milhares de guitarristas. Comfortably Numb é a sua coroação com solista” (Guitar Player)

David Gilmour e a Fender Stratocaster 1979

#29 – Angus Young – You Shook Me All Night Long  (1980)

Porque é importante: ” Nada mais lógico que uma música sobre sexo ter umsolo sexy,certo? Correto.Angus Young aplica suas influências blueseiras em um solo fumegante e divertido, carregado de atitude. Suas suculentas pentatônicas maiores e seu belo timbre – produzido com um antigo Marshall e uma Gibson SG – são a cobertura do bolo, recheado com seu groove, entonação e fraseado impecáveis” (Guitar Player)

Angus e a Gibson SG

2 Comentários

Arquivado em AC/DC, Angus Young, David Gilmour, Pink Floyd

Os 50 Solos de Guitarra Mais Influentesdo Rock – Parte VII

#24 – Eddie van Halen – Eruption (1978)

Porque é importante:”Gravado em 1978 é a obra de guitarra mais influente dos últimos 40 anos. Eddie pegou uma Stratocaster com humbucker (captador) , um MXR Phase 90 e um Marshall plexi e mandou ver. Seus licks superenvenenados, inspirados em Clapton enlouqueceram a comunidade da seis-cordas. O tapping de Van Halen chamou a atenção de todos os guitarristas e Eruption se tornou o solo mais emblemático das duas décadsa seguintes. Causou impacto em milhões e roqueiros e em todo gartoto que já colocou o pé dentro de uma loja de guitarras” (Guitar Payer)

A Stratocaster e Van Halen

#25 – Allan Holdsworth – In the Dead of Night (1978)

Porque é importante: ” Como Bill Bruford descreveu, este solo era 94 segundos de pura paixão combinada com uma fluência técnica ofuscante que devem ficar registrados para sempre na história da guitarra rock. Todas as qualidades do brilhante estilo de Holdsworth encontram-se neste solo: equilíbrio, ritmo, melodias, saltos de intervalos à la Slonimsky, alavanca… e tudo isto sobre um groove matador” (Guitar Player)

Ibanez  e Allan Holdsworth

#26 – Mark Knopfler – Sultans of Swing (1978)

Porque é importante: “Quando Knopfler lançou esta obra prima, tocada com técnica de dedilhado e utilização de dois captadores, ele mostrou a guitarristas que distorção e palheta não eram necessários para fazer rock. Usando os captadores do meio e da ponte de uma Strato, um Fender Twin Reverb e um Roland JC-120, Knopfler executou solos hábeis e exuberantes que faziam referência a Chet atkins, com notas estaladas, bends melodiosos e arpejos instigantes. O timbre de Knopfler influenciou o som limpo de guitarra dos 20 anos seguintes. Quando as pessoas falam de um “timbre fora de fase” de Strato, estão falando desta música” (Guitar Player)

A Stratocaster ede Mark Knopfler e o Dire Straits

#27 –Michael Schenker– Rock Bottom (1979)

Porque é importante: ” Os anos 70 foram ótimos para álbuns ao vivo, com clássicos de Peter Frampton, Thin Lizzy e Ted Nugent, mas um dos solos mais memoráveis está em um LP duplo do UFO, cortesia de Michael Schenker. O extenso solo de Rock Bottom contém o melhor do guitarrista alemão: melodia, dinâmica, timbre arrasador e muito feeling. Esse solo fascinou roqueiros ao rdor do mundo, incluindo George Lynch, Vinnie Moore, Akira Takasaki e Kirk Hammett” (Guitar Player)

Michael schenker e sua Guitarra

Deixe um comentário

Arquivado em Allam Hodsworth, Dire Straits, Eddie van Halen, Michael Schenker, UFO

Os 50 Solos de Guitarra Mais Influentes do Rock Parte VI

#20 – Brian May – Bohemian Rhapsody (1975)

Porque é importante: “A pegada, o timbre e os instintos orquestrais de Brian May são impossíveis de imitar, mas isto não impediu as pessoas de tentarem. Suas linhas majestosas neste clássico são a quintessência de May, com palhetada precisa, fraseado impecável e um som alto e ousado. A colocação do solo na mixagem foi determinante, mostando a bandas como Boston e Styx como deveriam inserir seus solos.” (Guitar Player)

A Guitarra de Brian May:  também merece um aparte:

Brian May fabricou-a ele mesmo, entre 1966 e 1967, com a ajuda do seu pai, já que não tinha dinheiro para comprar uma guitarra de grandes marcas como a Fender ou Gibson, por exemplo. A “Old Lady” foi construída artesanalmente pelo próprio Brian May, então com 16 anos, que contou apenas com algum material reciclado, além da valiosa ajuda de seu pai, um gênio da eletrônica.O nome que deram a guitarra foi Red Special por causa do design do corpo que foi idealizado pelo próprio Brian May. Ele achava que os modelos da época(início dos anos 60) tinham uma certa falta de propósito em seus formatos. Brian partiu de um desenho que tinha como objetivo a acústica perfeita acima de tudo. As características da Red Special são bem peculiares. Trata-se uma guitarra de corpo semi-sólido, com braço aparafusado, derrubando o mito de que um instrumento com esse tipo de fixação de braço não proporciona tanto “sustain” quanto os colados ou interiços. O braço é fixado com apenas um parafuso grande e dois pequenos parafusos internos, sob o escudo. Para construir o braço, foi utilizada madeira (mogno) de uma antiga lareira. A escala de 24 trastes, algo inovador na época foi confeccionada de carvalho de uma mesa. Essa mesma madeira foi usada na parte central do corpo. O carvalho é uma madeira dura e clara.

Brian pintou a escala de preto para parecer ébano. O braço é muito grosso e foi baseado num braço de violão. Este talvez seja um dos segredos do “sustain” do instrumento. Outro detalhe interessante do braço é o sistema de traste zero e a pestana, que serve somente para espaçar as cordas. Tal sistema foi utilizado para fazer as cordas soltas soarem idênticas às digitadas. Com isso, ele pôde dividir o atrito vertical e lateral em duas peças específicas para cada função. As cordas saem praticamente retas em direção às tarraxas e com ângulo mínimo. Na construção do corpo, que é oco nas laterais, além do bloco central de carvalho, foi utilizado compensado revestido de mogno no tempo e na parte de trás. A ponte foi feita à mão com componentes de motocicleta(molas da alavanca) e até mesmo uma agulha de tricô serviu de matéria-prima(ponta da haste da alavanca). O rastilho é do tipo roller. O escudo é feito de um material preto chamado Perspex, semelhante a baquelite ou acrílico. Os botões foram feitos em torno que havia na escola de Brian.

O próprio guitarrista fez os primeiros captadores, mas foram logo substituídos por 3 single-coils Burns, que, na época, eram os únicos disponíveis separadamente no mercado. Um detalhe essencial é que eles são ligados em série. Há uma chave liga/desliga e outra que inverte a fase para cada captador, num total de 6 chaves, com volume e tonalidade master. O timbre mais utilizado por ele é o de duas bobinas com fases invertidas que proporciona efeito de humbucking. Ao utilizar os três pick-ups simultaneamente, perde-se tal efeito. Por isso, dificilmente ele utiliza essa configuração. Recentemente, a Red Special, sofreu uma extensa reforma, realizada pelo luthier australiano Greg Fryer. Ele utilizou os mesmos materiais originais da Red Special. Fryer construiu três exemplares idênticos para Brian, que os batizou de John, Paul e George(em referência aos Beatles). É possível que Greg Fryer lance no mercado alguns “clones” da Red Special.

#21 – Larry Carlton  – Kid Charlemagne (1976)

Porque é importante: “Carlton já era uma lenda das gravações em estúdio, conhecido pelas suas linhas suaves como seda, remanescentes de Wes, Pass e Trane, quando ele gravou faixa com o Steely Dan. Ele combinou um timbre de rock com as sensibilidades harmônicas de um jazzista e criou um padrão pelo qual todo guitarrista de jazz rock seria julgado.” (Guitar Player)

Larry, também é conhecido comos “Mr. 335,” i por causa de sua  Gibson ES-335 1968.

 

#22 – Carlos Santana  –Europa – Earth’s Cry, Heaven Smile  (1977)

Porque é importante: ” Santana acaricia habilmente a melodia principal de Europa com seu sustain cantante e um timbre encorpado, não deixando a peteca cair até o solo final, no qual ele coloca tudo para fora, em um momento cheio de emoção e alma. Ele exibe um controle natural e fluido o tempo todo. Seu timbre a presenta uma sonoridade mais aberta e menos comprimida do que a dos anos recentes. Quando ele pisa no wah-wah, tome cuidado – Santana aumenta a intensidade dez vezes mais, justamente quando você pensa que ele não pode ir mais longe. Para simplificar, Europa é um estudo de ritmo, melodia e espaço, além de ser um bom e incendiário solo à moda antiga” (Guitar Player)

Santana e a PRS (Paul Reed Smith)

#23 – Al Di Meola  –Race with the Devil on Spanish Highway  (1977)

Porque é importante: ” Já existiam músicos que tocavam rápido antes de Di Meola, mas ninguém, antes dele tornou essa qualidade uma carcterística tão central de seu estilo. Sua palhetada velocíssima e um a técnica insana, descrita por ele como “mutola”, levantaram a bandeira para “fritações” ousadas. Longe de ser um monótono “fritador” de padrões, as influências latinas e o senso de composição de Di Meola fazem com que suas exibições de virtuosismo sejam extremamente musicais. ele Provou que o impactoemocional de muitas notas é tão válido quanto poucas notas bem tocadas”(Guitar Player)

Al di Meola e sua PRS

1 comentário

Arquivado em Al di Meola, Brian May, Larry Carlton, Queen, Santana, Steely Dan

Os 50 Solos de Guitarra Mais Influentes do Rock – parte V

Mais um pedaço da lista da Guitar Player, e sempre a oportunidade de curtir clássicos:

 

#16 – B.B. King – The Thrill is Gone (1969)

Porque é importante: ” …B.B.King agraciou esta canção com um de seus solos mais emotivos… Além de ser um grande sucesso de B.B.King, The Thrill is Gone provou a guitarristas que é possível tocar devagar e soar legal. Numa época em que Johnny Winter estava introduzindo a “fritação” no blues-rock, o vibrato gigantesco e o profundo sentimento de B.B.King definiu o que era tocar “tocar com o coração”.(Guitar Player)

A guitarra de B.B.King merece um tópico especial na história do Blues:

Lucille, a guitarra de B.B. King


“Nos anos 50, enquanto B.B. King estava tocando num bar em Twist, Arkansas, houve uma grande confusão entre os fãs. Dois homens começaram a brigar, e derrubaram um fogão de querosene, incendiando todo o local. King correu para o lado de fora com todo mundo, então se deu conta de que tinha deixado sua amada guitarra acústica lá dentro, e correu para dentro do bar em chamas para recuperá-la, por pouco escapando da morte. Quando mais tarde ele descobriu que a briga tinha acontecido por causa de uma mulher chamada Lucille, ele decidiu dar o nome a sua guitarra, para lembrá-lo de nunca fazer algo louco como brigar por causa de uma mulher. Desde então, cada uma de suas guitarras Gibson ES-355 é chamada de Lucille.”

 

#17 – John McLaughlin – Meeting of the Spirits (1971)

Porque é importante: “McLaughlin já havia realizado um trabalho revolucionário com o Lifetime de Tony Williams, com Miles Davis e comoartista solo. Porém foi no álbum The Inner Mounting Flame que ele acendeu o fusível do fusion, graças à combinação de Gibson com distorção Marshall no talo, a uma palhetada velocíssima, complex e ultraprecisa e a um fraseado peculiar que reescreveu os conceitos existentes de guitarrista elétrico” (Guita Player)

A Guitarra de John McLaughlin também merece um capítulo especial :

The Double Rainbow :

” John estava com a Mahavishnu em Los Angeles e após o concerto um sujeito estranho chamado Rex Bogue se aproximou de John e lhe disse que era um grande fã. Era também luthier e lhe mostrou uma de suas guitarras. O guitarrista experimentou o instrumento e ficou realmente impressionado. John vinha procurando por uma guitarra que lhe agradasse e nada parecia suprir suas necessidades. Naquele momento ele vinha usando uma Gibson Double-Neck que havia sido feita sob encomenda, mas para John ela tinha muitas imperfeições. Ele precisava de algo mais.Assim, tudo no momento certo. John pediu a Rex que lhe construisse uma double-neck.Nascia uma das mais belas guitarras da história, o Duplo Arco-Iris ou ‘The Double Rainbow’. O luthier passou exatamente 1 ano de sua vida dedicado, exclusivamente, a construção da guitarra. O corpo de 3 peças foi esculpido a mão em maple, de acordo com Bogue ‘o mais belo e envelhecido maple que eu pude encontrar’. O conceito básico para a construção do instrumento foi a de espelhar os dois braços, construindo o instrumento como duas guitarras idênticas, invertidas. Para a montagem dos braços laminados de ‘nove’ peças, foram utilizados maple e rosewood brasileiro, enquanto a escala, a pedido de McLaughlin, foi feita em ébano Gaboon. Dois tensores foram colocados no braço de doze cordas, um no braço de seis.A elaborada incrustação em abalone colorido nas escala é provavelmente o efeito visual mais impressionante da guitarra.Um problema que Rex Bogue teve que resolver foi que, para ele poder manter seu conceito de ‘espelho’, as duas mãos teriam que ter o mesmo tamanho. Assim o luthier resolveu a questão invertendo 6 das 12 tarraxas Klusons Custom Gold-Plated, dando um aspecto semelhante as Rickenbacker 360/12. Para o braço de seis cordas, Bogue utilizou tarraxas Grover Imperial. Tanto esmero e capricho fez a guitarra pesar mais de 30 libras e custar (na época) mais de U$ 5.000,00. Após três anos de uso a Double Rainbow sofreu um terrível e enigmático acidente. Caindo de uma bancada, sem ninguém por perto, esta magnífica obra de arte encontrou o chão ‘de frente’ e partiu o corpo em dois.John até hoje planeja a reconstrução do instrumento, o que agora fica mais difícil pois já não contamos com a presença de Rex Bogue, que nos deixou em 1996.”  (Vintage Guitar)

 

#18  – Ritchie Blackmore– Highway Star (1972)

Porque é importante: “Formado por partes harmonizadas, bends de bom gosto, tercinas velozes e manipulações da alavanca, o solo de Highway Star influenciou milhares de guitarristas de rock e metal, de Morse a Malmsteen, passando por Mustaine. Blackmore plugou sua Strato em um Marshall (passando por um pré-amp de gravador de fita de rolo). Um dos mais memoráveis solos do mestre do Deep Purple.”(Guitar Player)

Fender Stratocaster Ritchie Blackmore/Ritchie Blackmore

 

#19  – Billy Gibbons– La Grange (1973)

Porque é importante: ” Gibbons deixou sua marca neste shuffle clássico com dois solos. No Primeiro, uma Strato 1955 entra gritando com aquela clássica mordida de captador de ponte da Fender. Depois Gibbons muda para o pickup frontal e toca uma passagem suingada com com double-stops e linhas pentatônicas contagiantes, executadas com seu impecável senso de tempo e groove. Mas é pelo segundo solo da faixa que o guitarrista é mais conhecido, aquele que todo guitarrista de hard-rock tem que estudar devido aos insanos harmônicos artificiais de Gibbons. Com sua Les Paul “Pearly Gates” 1959, o Reverendo grita. ruge e produz tantos harmônicos que seria até engraçado, se não fosse tão arrasador.” (Guitar Player)

Fender Stratocaster 1955/Gibbons e suas Les Paul Pearly Gates

Deixe um comentário

Arquivado em B.B.King, Billy Gibbons, Deep Purple, John McLaughlin, Mahavishnu Orchestra, Ritchie Blackmore, Z Z Top

Os 50 Solos de Guitarra Mais Influentes do Rock – Parte IV

e a lista continua …

#12 – Jimi Hendrix – All Along the Watchtower (1968)

Porque é importante: ” A música é uma versão da canção lançada por Bob Dylan no álbum John Wesley Harding   e  tornou-se um dos solos mais memoráveis de Jimi. Tocando com sentimento e criatividade, com wah e fuzz como armas, Hendrix reinventou All Along the Watchtower de tal forma que, às vezes, nos esquecemos de quem é o autor da cançÃo (Guitar Player)

Fender Stratocaster/Jimi Hendrix

#13 – Peter Green– Black Magic Woman (1968)

Porque é importante: “Peter Green começou também na banda de blues de John Mayall, mas rapidamente passou a guitarrista e compositor do Fleetwood Mac. Na canção Black Magic Woman in D menor, Green executa uma melodia incrivelmente cativante, lindas frases e bends repletos de feeling. Peter usou uma Les Paul com captadores ‘magneticamente fora de fase’ . Santana tornou esta música um enorme sucesso no álbum Abraxas . Green foi também uma grande influência para o guitarrista irlandês de blues rock Gary Moore, que iria comprar – e depois vender -a famosa Gibson de Green” (Guitar-Player)

Gibson Les Paul/Peter Green

#14 – Robert Fripp– 21st Century Schizoid Man (1969)

Porque é importante: ” O solo sinuoso de Fripp nesta faixa combina uma nota supersaturada sustentada com um atípco movimento intervalar, bends nada blueseiros, trinados e fraseado que tem mais em comum com Coltrane do que com Clapton. Com uma Les Paul 1959 equipada com três captadores e plugada em um stack Marshall, e provavelmente um Burns Buzzaround ou um Coloursound Tone Bender, Fripp gravou o solo seminal do rock progressivo” (Guitar Player)

Gibson LesPaul 1959 /Robert Fripp/Stack Marshall/Burns Buzzaround/Coloursound Tone Bender

#15 – Jimmy Page – Heartbreaker (1969)

Porque é importante: “…o timbre gritante de uma Les Paul 1958, ligada a um Marshall SLP Super Lead 1969, os hammer-ons e pull-offs insanos e um bend atrás da pestana na corda G explica porque todos, de Brian May a Steve Vai, passando por Steve Morse, consideram o primeiro solo de Heartbreaker – sem mencionar o segundo, incrivelmente incendiário – o solo definitivo” (Guitar Player)

Gibson Les Paul 1958/Jimmy Page/Marshall SLP Super Lead 1969

 

1 comentário

Arquivado em Jimi Hendrix, Jimmy Page, Peter Green, Robert Fripp