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Dia Mundial do Rock – Comemorativo – Rock Minas Gerais

 (Pixabay / Reprodução)

Treze de Julho é o Dia Mundial do Rock.Todo ano o Vitrola comemora de alguma forma. Hoje, reproduzindo parte da matéria do  jornal, O Estado De Minas. Vamos comemorar comentando um pouco sobre as bandas de rock daqui de Minas. assim, tanto as novas, quanto as famosas e algumas legendárias e já extintas. Esperemos assim dar uma pálida ideia de como é e sempre foi rico o panorama rock aqui em BH. A compilação é de Pedro Galvão. Nós escolhemos as que mais gostamos no panorama atual para um clipe comemorativo:

As famosas:

  1. Sepultura : Ícone mundial do heavy metal, a banda foi formada em Belo Horizonte, no Bairro Santa Tereza, em 1984.
  2. Skank: Formada em BH no ano de 1991, a banda se tornou umas principais referências do rock pop/alternativo do Brasil, com 11 álbuns de estúdio, um Grammy Latino (2004) e 12 prêmios no Video Music Brasil da MTV.
  3. Pato Fú:  A banda formada em 1992 por Fernanda Takai, Ricardo Koctus e John Ulhoa se tornou uma das mais importantes do pop rock nacional. O conjunto belo-horizontino tem uma discografia composta por 10 álbuns de estúdio. O último deles gravado em 2014.
  4. Jota Quest:Na estrada desde 1993, a banda formada em Belo Horizonte se tornou uma das mais conhecidas bandas de pop rock do país.
  5. Sagrado Coração da Terra:   Banda mineira, sempre liderada pelo fundador, o compositor e violinista Marcus Viana, foi criada em 1979, logo após sua saída da então extinta Saecula Saeculorum. Lançou seu primeiro disco em 1984, que teve ótima repercussão no exterior (particularmente no Japão, onde eram lançados primeiro em CD)1 . Apesar disto, no Brasil, só se tornou efetivamente conhecida do grande público após a inclusão da canção “Flecha”, de seu segundo disco (homônimo), na trilha sonora da telenovela Que Rei Sou Eu?, da Rede Globo, com direito a exibição de seu respectivo clipe no programa dominical Fantástico.
  6. Tianastácia: Em atividade desde 92, o grupo belo-horizontino conquistou espaço entre as principais bandas de pop rock do país. O último álbum de estúdio foi lançado em 2013.
  7. Wilson Sideral: Com quatro álbuns de estúdio lançados, indicações aos prêmios Grammy Latino e Prêmio Multishow de Música Brasileira, o cantor nascido em Alfenas fez sucesso no pop rock nacional com sua carreira solo.

Tradicionais:

  1. Cartoon: Na estrada desde 1995, a banda belo-horizontina Cartoon é um dos ícones do rock progressivo mineiro.
  2. Cálix: Banda de rock progressivo, formada em 1996, em Belo Horizonte.
  3. Concreto: Na estrada desde 1994, a o grupo belo-horizontino se tornou um ícone do metal e do rock pesado da capital.
  4. Kamikaze: Integrante da ”velha guarda” do metal mineiro, o Kamikaze foi fundado em 84, em Belo Horizonte.
  5. Overdose: Banda belo-horizontina marcou época no heavy metal desde a década de 80.
  6. Sarcófago :  Surgida em 1985, em Belo Horizonte, Sarcófago é um dos ícones do metal mineiro da década de 80.
  7.  Virna Lisi:   Fundada em 1989, em Belo Horizonte, Virna Lisi começou como uma banda pós-punk e marcou época como um dos principais nomes do rock alternativo da cidade até 1997, quando encerrou as atividades.
  8. Atack Epilético: Lendária banda punk de BH que iniciou suas atividades em 1986.
  9. Chakal: Banda de thrash metal formada em 1985, em Belo Horizonte. Referência do rock pesado da cidade, eles chegaram a lançar seis álbuns de estúdio.
  10. Holocausto: Holocausto foi uma banda de black/trash metal fundada em BH no ano de 1985.
  11. Witchhammer: Formada em BH no ano de 1986, o Witchhammer faz parte da “velha guarda” do metal mineiro.  
  12. Serpente: Vanguarda do rock Belo Horizontino, a banda foi formada em 1982 para tocar um rock´n´roll autêntico e autoral. Anos mais tarde deu origem a banda cover It´s Only Rolling Stones.  
  13. Drowned: Drowned é uma banda de death metal surgida em Belo Horizonte, em 1994.
  14. Mutilator: Formada em 85, o Mutilator é parte da vanguarda do metal belo-horizontino.
  15. Sexo Explícito: Sexo Explicito foi um grupo belo-horizontino de punk-prog formado em 1982.
  16. Sextrash :  Sextrash é uma banda de black, death e trash metal, formada em BH no ano de 1987.
  17. Os Baratas Tontas: Os Baratas Tontas surgiram em 1992, em Belo Horizonte, com a proposta de tocar Psychobilly, uma mistura de rockabilly dos anos 50, punk rock e filmes de terror.
  18. Terral:Surgida na década de 90, no embalo do Tianastácia, o Terral chegou a fazer sucesso em nível nacional.
  19. O Último Número: Criada no ano de 1985 em Belo Horizonte e batizada com o título de um poema de Augusto dos Anjos, a banda O Último Número foi uma das representantes do estilo ‘pós-punk’ na capital mineira.
  20. Zippados: Banda de rock alternativo de Belo Horizonte. Atuou entre as décadas de 90 e 2000.
  21. Vellocet: O quarteto belo-horizontino se destacou na cena underground/alternativa entre o fim da década de 90 e começo da década de 2000.
  22. PexbaA: Banda de rock alternativo e experimental formada em BH durante os anos 90.
  23. Irônika: Banda belo-horizontina de punk rock que esteve em atividade entre 2000 e 2012.
  24. Reffer: Banda de hardcore formada em BH no ano de 1995.
  25. Chemako: Banda de metal que atuou por um breve período de tempo entre o fim da década de 80 e começo da década de 90. Chegou a lançar um disco pela Cogumelo.
  26. Moan: O Moan marcou presença no cenário indie rock de Belo Horizonte entre 1998 e 2004.
  27. Expulser: Formada em Lavras, no ano de 1989, o Expulser também faz parte da velha safra mineira do metal.
  28. Vulgaris: Formada em BH no fim da década de 90, o Vulgaris se define como uma banda que toca um rock rude, rústico e ríspido.
  29. Nepal: Formado na capital em 1997, o grupo de pop rock ganhou destaque em nível nacional ao ter a faixa ‘Mascate’ incluída na trilha sonora da novela Malhação e quando foi apontada pela MTV como banda revelação, em 2001.

Mais novas:

  1. Mentol Trio: O Mental Trio busca, segundo eles, “produzir o bom e velho rock’n roll, sem frescura e invenções, com influência do blues e em português”. De Belo Horizonte, estão na ativa como banda autoral desde 2012.
  2. Radiotape:  O Radiotape surgiu em BH, em 2006, sob influência do rock britânico e americano, além de nomes nacionais como Roberto Carlos, Tim Maia, Lô Borges e Beto Guedes.
  3. Falcatrua: Formada no ano 2000, a banda é referência do rock pop/alternativo de BH
  4. Somba: Formada em 98, a banda belo-horizontina é conhecida pelo estilo ‘Jamband’.
  5. Tuatha de Danann: Formada em 1995, em Varginha, no Sul de Minas, a banda ficou conhecida por seu estilo ‘folk metal’, bem puxado para a música celta.
  6. Transmissor: Banda de rock alternativo formada em BH no ano de 2007
  7. The Dead Pixels: Banda de garage punk formada em BH no ano de 2013.
  8. Câmera: Um dos principais nomes do indie rock de BH.
  9. Carne Nua: Na estrada desde 2003, a banda de pop rock é presença marcante no circuito belo-horizontino.
  10. Scarcéus:De Conselheiro Lafaiete, Região Central de Minas, a banda de pop rock formada em 1999, já participou de grandes festivais e emplacou uma música na trilha sonora da novela ‘Malhação’.  
  11. Dead Lover’s Twisted Heart:Com influências que vão do brega ao punk, a banda se firmou ao longo dos últimos anos como um dos principais nomes do rock alternativo da capital.
  12. Estrume’n’tal: Formada em 97, em Belo Horizonte, a banda se tornou referência do gênero surf music.
  13. Cães do Cerrado: Banda de punk rock formada em Belo Horizonte na última década.
  14. Absinto Muito: Formada em Sete Lagoas, o rock psicodélico é a marca registrada do da banda.
  15. Valsa Binária: Formado em 2009, em Belo Horizonte, o grupo se caracteriza pelo rock alternativo e experimental.
  16. The Junkie Dogs: Na ativa desde 2007, a banda da capital mescla sons do rock dos anos 1960/1970 com a sonoridade típica dos anos 90
  17. Fusile : Em atividade desde o fim da última década, a banda se firmou como referência no rock alternativo de BH, chegando a fazer turnês fora do Brasil.
  18. Marigold : Marigold é uma banda de pop rock formada em Belo Horizonte, em fevereiro de 2011. Em 2013, eles gravaram seu primeiro EP.
  19. Churrus: Indie rock/shoegaze ”made in” São João Del Rei
  20. Udora: Formada em 97, com o nome de Diesel, o Udora chegou a se apresentar no Rock In Rio 3, em 2001. É umas das referências do rock pop/alternativo de Belo Horizonte.
  21. Constantina: Banda de rock instrumental formada em Belo Horizonte, no ano de 2003
  22. Lupe de Lupe: Formada em Belo Horizonte há cinco anos, a Lupe de Lupe se define como uma banda de rock barulhento.
  23. Radar Tantã : Banda de rock alternativo, formada em BH no ano de 1998.
  24. The Surf Motherfuckers: Banda de surf music, com presença sempre marcante no festival Primeiro Campeonato Mineiro de Surf ao longo da última década.
  25. Porcas Borboletas: Banda de pop rock formada em Uberlândia.
  26. Valv: Formada no ano 2000, a banda se tornou um ícone do indie rock/rock alternativo de Belo Horizonte.
  27. Impurity: Banda de black/death metal fundada em BH no ano de 1988.
  28. Noturna: Banda de gohtic metal, formada em BH no ano de 2002.
  29. Monno: A banda de Belo Horizonte se firmou como um dos principais nomes do indie rock nacional ao longo da última década.
  30. Strike: Formada em Juiz de Fora, em 2003, o Strike se consolidou como uma das principais bandas de hardcore melódico do país.
  31. Silvercrow: Banda de heavy metal formada em BH no ano de 2001.
  32. Aunora: Banda belo-horizontina de pop rock, formada em 2008.
  33. Hotel Catete: Banda belo-horizontina de rock alternativo, que lançou seu primeiro trabalho em 2014.
  34. Preto Massa: Formada em BH no ano de 2005, Preto Massa é um banda de rock com uma pegada cheia de groove. Faz uma fusão do hip hop, do funk, entre outros gêneros.
  35. Allos: Banda de power metal formada em BH no ano de 2003.
  36. Marfim: De Itabirito, na Região Central de Minas, a banda de pop rock Marfim está na estrada desde 2012 e recentemente lançou seu primeiro álbum.
  37. Treze Provisório: Formada em BH no ano de 2009, a banda faz um pop rock influenciado pelo reggae.
  38. Veneral Sickness: De Caratinga, no Vale do Rio Doce, a banda de death/trash metal Veneral Sickness está na estrada desde 2003.
  39. Dinnamarque: Banda de heavy metal belo-horizontina formada em 2005.
  40. Chula Rock Band: Formada em Divinópolis no ano de 2010, a banda de rock pop/alternativo vem ganhando espaço em importantes festivais no Sudeste.
  41. Tempo Plástico: Grupo do estilo ‘stoner rock’, formado em BH no ano de 2006.
  42. Sacrificed: Sacrificed é uma banda de heavy metal formada em 2006, em Belo Horizonte.
  43. D.A.M: Banda de death metal melódico formada em BH no ano de 2009.
  44. Venal:  Rock alternativo da terra de Carlos Drummond de Andrade (Itabira).
  45. Lobos de Calla: Banda belo-horizontina de pop rock, formada em 2010.
  46. A Fase Rosa: A Fase Rosa formou-se em 2009 e, desde então, tem conquistado espaço no cenário da música independente do país. Sempre interessada na cultura popular, a banda constrói sua musicalidade em um flerte permanente com variações do samba, marchas e gêneros como o carimbó e o axé. Ao mesmo tempo, sobrepõe a esses contextos regionais influências da cultura cosmopolita, inspirada pela ironia do experimento tropicalista e pela ousadia do manguebeat. No fim das contas, o som d’A Fase Rosa explode híbrido, experimental e sem vergonha de abraçar o que aparentemente é pura contradição
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Dia Mundial do Rock : 13 de Julho – Capítulo I: The Day the Music Died

 

Em comemoração ao dia do Rock vamos contar alguns episódios que viraram lenda. No capítulo I:

The Day the Music Died

O ano era 1959, o Rock ainda era novidade, estava começando a conquistar a garotada. Os ídolos eram quase tão jovens quanto os fãs. Era a música dos negros, finalmente chegando aos ouvidos brancos. Vários  artistas, que estavam fazendo sucesso nas paradas, participavam de uma série de shows chamada Winter Dance Party, no meio oeste americano, em meio a um inverno com muita neve.Participavam da turnê : Ritchie Valens, J.P. “The Big Bopper”, Dion and the Belmonts, Frankie Sardo, Waylon Jennings, Tommy Allsup and Carl Bunch. O movimento Rock ainda era muito amador, e a turnê foi um desastre em matéria de organização. Grandes distâncias entre as cidades em que se apresentariam, com roteiros mal planejados, faziam com que, às vezes, eles tivessem que viajar em zigue-zague pelo Meio Oeste.  Para piorar, aquele foi um inverno muito rigoroso, e como os músicos viajavam de ônibus, as condições não eram das melhores, e pelo menos uma vez, Carl Bunch teve o seu pé congelado.

Quando a excursão chegou a Clear Lake, Iowa numa segunda feira, 2 de fevereiro, Holly, já cansado, tinha decidido fretar um pequeno avião para que ele, Allsup e Jennings voassem até o próximo destino: Fargo, em Dakota do Norte. Na última hora, Jennings desistiu de seu lugar, a favor de The Big Bopper (que estava resfriado) e Tommy Allsup perdeu seu lugar para Ritchie Valens, numa disputa de cara ou coroa. A apresentação em Clear Lake foi ótima, com performances brilhantes dos integrantes. Após o show, os músicos embarcaram, mesmo com o tempo ruim. Mas o piloto não tinha experiência em voar com instrumentos, e não soube se orientar com o mau tempo e caiu em um milharal de Albet Juhl, algumas milhas depois da decolagem, às 1h05 da manhã. O avião explodiu arremessando os corpos dos ocupantes a dezenas de metros

 

Monumento erguido no local do acidente

 

Como o show não pode parar, Bobby Vee & The Shadows os substituiram em  Fargo,no show do dia seguinte, 3 de fevereiro, e Jimmy Clanton, Fabian & Frankie Avalon foram efetivados como os atos principais da turnê. Frankie Sardo, Dion & The Belmonts e The Crickets continuaram até o final da turnê.

Este dia foi imortalizado na canção  ‘The Day The Music Died’ de Don McLean seu álbum de 1972,American Pie. Felizmente, o rock não morreu no dia 2 de fevereiro de 1959, mas talvez tenha perdido aí a inocência juvenil de seu princípio. Rock era a partir de agora um negócio, e não era para garotos, era para gente grande.

Um pouquinho de Buddy:

de Vallens:

de Big Booper:

E a homenagem (traduzida) de McLean:

 

 

 

 

 

 

Antecedentes

Os músicos estavam excursionando na turnê “The Winter Dance Party”, projetada para cobrir vinte e quatro cidades do centro-oeste dos Estados Unidos em apenas três semanas, de 23 de janeiro a 15 de fevereiro de 1959. Um dos problemas logísticos era o tempo gasto durante as viagens, pois a distância entre os locais dos concertos não foi considerado quando cada um deles foi agendado. Outro era o ônibus usado para transportar os músicos, não preparado para enfrentar o inverno. Seu sistema de aquecimento quebrou pouco depois do início da turnê, e como consequência o baterista de Holly, Carl Bunch, desenvolveu um caso grave de congelamento nos pés, tendo de ser internado em um hospital. Enquanto ele se recuperava, Buddy Holly e Ritchie Valens revezavam-se na bateria.4

O The Surf Ballroom em Clear Lake, Iowa, não estava agendado para ser a próxima parada da turnê, mas seus organizadores, esperando incluir mais datas, entraram em contato com Carroll Anderson, gerente do local, que aceitou a proposta. O show foi marcado para uma segunda-feira, 2 de fevereiro.

Ao chegar no local, Buddy Holly, frustrado com o ônibus de viagem, disse a seus colegas de banda que, terminado o show, ele tentaria fretar um avião para alcançar a próxima parada da turnê, a cidade de Moorhead, em Minnesota. Holly também estaria incomodado por não ter mais camisetas, meias e cuecas limpas. Ele precisaria lavar suas roupas antes do próximo concerto, mas a lavanderia local estava fechada naquele dia.5

Ele conseguiu então combinar um vôo com Roger Peterson, um piloto de 21 anos que trabalhava para a Dwyer Flying Service na cidade vizinha de Mason City. Uma taxa de 36 dólares por passageiro foi acertada para que Peterson levasse Holly e mais dois acompanhantes até Fargo em seu Beechcraft Bonanza modelo B35, fabricado em 1947.6

Uma das vagas foi oferecida a Dion DiMucci, vocalista do grupo Dion and the Belmonts, mas ele decidiu que não gastaria os 36 dólares da passagem pois aquele era o mesmo valor que seus pais pagavam pelo aluguel de um apartamento, e sendo assim ele sentiu que não poderia justificar a extravagância de gastar aquele valor.7 Os dois assentos ficariam então com Waylon Jennings e Tommy Allsup, músicos que acompanhavam Holly em sua recém-iniciada carreira solo.

J.P. Richardson, que contraíra gripe durante a turnê, pediu a Jennings que cedesse seu lugar no avião. Jennings concordou, e quando Holly ficou sabendo do trato, brincou: “Bom, espero que esse seu ônibus velho congele”. Jennings, também em tom de brincadeira, respondeu: “E eu espero que seu avião velho caia”. Este diálogo perseguiria Jennings pelo resto de sua vida.5 8

Ritchie Valens, que nunca viajara de avião antes, pediu pelo lugar de Tommy Allsup, que respondeu que isso seria decidido em um jogo de cara ou coroa. Bob Hale, radialista da KRIB-AM, estava trabalhando no concerto como DJ naquela noite, e jogou a moeda pouco antes dos músicos partirem para o aeroporto. Valens venceu, ganhando o assento na aeronave.

Acidente

O avião decolou por volta de 00:55 (hora local). Pouco depois de 01:00 da manhã, Hubert Dwyer, piloto comercial e dono da aeronave, observando de uma plataforma do lado de fora da torre de controle, viu a luz de cauda do avião descer gradualmente até sumir de vista.

Peterson havia dito a Dwyer que passaria seu plano de vôo à torre de controle por rádio depois da decolagem. Como ele não se comunicou com os controladores, Dwyer pediu que eles tentassem entrar em contato com a aeronave, mas não obtiveram resposta.9

Às 3:30 da manhã, quando o Aeroporto Hector em Fargo, Dakota do Norte, informou não ter recebido qualquer sinal do Bonanza, Dwyer contactou as autoridades e declarou a aeronave como desaparecida.

Por volta das 09:15 da manhã, Dwyer decolou de outro avião de pequeno porte para seguir a rota planejada por Peterson. Pouco tempo depois, ele visualizou os destroços do Bonanza em uma plantação de milho pertencente a Albert Juhl, situada oito quilômetros a noroeste do aeroporto.

A aeronave estava em um ângulo levemente descendente e inclinada para a direita quando atingiu o solo a 270 quilômetros por hora. Ela então capotou e derrapou por mais 170 metros na paisagem congelada antes que a massa retorcida de ferragens batesse contra uma cerca de arame farpado nas cercanias da propriedade de Juhl. Os corpos de Holly e Valens caíram próximos ao avião, Richardson foi arremessado através da cerca e dentro da plantação de milho do vizinho de Juhl, Oscar Moffett, enquanto Peterson ficou preso à cabine. Carroll Anderson, o gerente do Surf Ballroom que levara os músicos ao aeroporto da cidade vizinha e presenciara a decolagem do avião, foi o primeiro a identificar as vítimas.9

Autópsias posteriores indicaram que todos os quatro morreram instantaneamente com o impacto. O laudo do legista detalhou os ferimentos múltiplos sofridos por Holly, demonstrando como ele morreu na queda:

Cquote1.svg O corpo de Charles H. Holley estava vestido em uma jaqueta amarela de material semelhante a couro, com as costuras na parte das costas rasgadas em quase toda sua extensão. O crânio foi partido medial à testa, com o dano estendendo-se à região do vértex. Aproximadamente metade do tecido cerebral estava ausente. Havia sangue em ambos os ouvidos, e a face mostrava diversos cortes. A consistência do tórax estava mole devido a extensivo esmagamento da estrutura óssea. Ambas as pernas apresentavam fraturas múltiplas. 10 Cquote2.svg

Investigações concluíram que o acidente foi provocado por uma combinação de mau tempo e erro humano. Peterson, operando em voo por instrumentos, ainda estava sendo testado nesta especialidade, não sendo habilitado para pilotar em condições climáticas não visuais, que requeriam que operação da aeronave fosse feita apenas por orientação dos instrumentos. O inquérito final da Civil Aeronautics Board observou que Peterson havia sido treinado em aeronaves equipadas com horizonte artificial, não tendo portanto experiência com o incomum giroscópio indicador de altitude Sperry F3 utilizado no Bonanza. Para piorar a situação, os dois instrumentos indicavam o eixo de uma aeronave de maneira exatamente oposta; isso levou os investigadores a concluírem que Peterson pode ter pensado que estava subindo quando estava, de fato, descendo. Eles também descobriram que o piloto não recebeu alertas adequados sobre as condições climáticas, o que, dado seus conhecimentos limitados, poderia tê-lo feito adiar o voo.9

 

Em 03/02/1959: Morrem Buddy Holly, Ritchie Valens e Big Bopper, três grandes nomes da primeira fase do rock and roll nos anos 50 (Buddy Holly intérprete de “Peggy Sue” entre outros sucessos e Ritchie Valens famoso por “La Bamba”). Morreram vítimas de um acidente aéreo quando o avião em que viajavam caiu em virtude de mau tempo.

Monumento no local do acidente

Monumento no local do acidente

Os três artistas, entre outros, participavam de uma série de shows chamada Winter Dance Party no meio oeste americano em meio a um inverno com neve. Depois de uma performace no dia 2 de Fevereiro no Surf Ballroom em Clear Lake, Iowa, resolveram aproveitar uma carona de avião (um Beechcraft Bonanza) de um amigo de Buddy Holly. O último lugar disponível foi disputado por cara-ou-coroa e ganho por Ritchie Valens. O piloto não tinha experiência em voar com instrumentos e não soube se orientar com o mau tempo e caiu em um milharal de Albet Juhl, algumas milhas depois da decolagem, às 1h05 da manhã O avião explodiu arremessando os corpos dos ocupantes a dezenas de metros.

Esse evento inspirou o cantor Don McLean a criar uma popular música de 1971, chamada “American Pie”, e imortalizou o dia 3 de Fevereiro como “o dia que o Rock
Fonte: Em 03/02/1959 | Em 03/02/1959: Buddy Holly, Ritchie Valens e Big Bopper morrem em acidente aéreo http://whiplash.net/materias/diaadia_mortes/057446-buddyholly.html#ixzz37HnYffLt

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Dia Mundial do Rock: 13 de Julho – 10 Rocks que abalaram o Mundo

 

Ontem foi o dia Mundial do Rock e, por falta de tempo, o Vitrola deixou de comemorar a data . Vamos tentar resgatar o nosso erro com o nosso Top Top “10 Rocks que Abalaram o Mundo”.

10.Rock Around the Clock – Bill Halley and His Comets


 

 

 

 

 

 

 

Rock Around the Clock” é baseado no blues e foi escrita por  Max C. Freedman e James E. Myers (“Jimmy De Knight”) em 1952. A gravação mais famosa é a de  Bill Haley and His Comets de 1954. Ela foi o  número 1 das paradas nos EUA e Grã Bretanhae reentrou nas paradas mais duas vezes na Inglaterra nos anos 1960s e 1970s.

Ela não foi a primeira canção de rock e nem o primeiro rock a liderar as paradas  (Bill Haley também fez sucesso com “Crazy Man, Crazy”  em 1953, e em  1954, com “Shake, Rattle and Roll” que alcançaram o No. 1 na  parada R&B Billboard). No entanto, a gravação de Halley virou o hino da geração rebelde dos anos 50 e é considerada como a canção que catapultou o rock para a linha de frente da música pop. A canção é rankeada como No. 158 na lista da  Rolling Stone ” The 500 Greatest Songs of All Time.” Como curiosidade o título original da canção era : We’re Gonna Rock Around the Clock Tonight!

9.Johnny B. Good – Chuck Berry

Johnny B. Goode”  é de  1958 escrito e interpretado por  Chuck Berry. A canção foi um grande hit tanto entre a audiência negra, quanto a branca, atingindo o  #2 na parada R&B da  Billboard e #8 no Billboard Hot 100 . É c0nsiderada como uma das músicas mais reconhecidas músicas da história.

8.Jailhouse Rock – Elvis Presley

Jailhouse Rock” foi escrita por  Jerry Leiber e Mike Stoller e foi o primeiro hit de Elvis. A canção foi lançada como um single no dia 24 de setembro de , 1957, coincidindo com o lançamento do filme  Jailhouse Rock.

Ela é listada #67 na lista Rolling Stone’s : The 500 Greatest Songs of All Time  e indicada pra o  The Rock and Roll Hall of Fame’s 500 Songs that Shaped Rock and Roll.

7. Great Balls of Fire  – Jerry Lee Lewis

 

Great Balls of Fire” também é  1957 e foi gravada por Jerry Lee Lewis na Sun Records e lançada como parte da trilha do filme Jamboree. Foi escrita por Otis Blackwell (com o pseudonimo de Jack Hammer). A gravação de  Jerry Lee Lewis 1957 é rankeada como 96ª  melhor canção de todos os tempos pela Rolling Stone.

6.Help – The Beatles

Help!” é uma canção  dos  Beatles que serviu de título para o filme de mesmo nome , lançado em 1965 . O singleatingiu o número 1 nos EUA e e Inglaterra .”Help!” foi escrito primariamente por  John Lennon, mas creditado a Lennon–McCartney.

Em 2004, “Help!” foi rankeada # 29 na lista da  Rolling Stone‘s “The 500 Greatest Songs of All Time”

6. Sympathy for the Devil – The Rolling Stones

Vocês podem estranhar a ausência de Satisfaction na lista, mas a minha vida de roqueiro foi mais marcada por esta música, radicalmente diferente dos rocks de então. Aqui apresentada numa versão com tradução em legendas, para o português.

Sympathy for the Devil” é uma canção dos Rolling Stones , lançada como faixa de abertura do album de 1968  Beggars Banquet. Foi escrita por Mick Jagger e credidatada a Jagger/Richards. A Rolling Stone a rankeou como  #32 na lista f The 500 Greatest Songs of All Time.

5. My Generation – The Who

My Generation” é uma canção do The Who. A canção foi nomeada 11ª melhor música na lista da Rolling Stone  500 Greatest Songs of All Time e 13tª na lista da  VH1’s  100 Greatest Songs of Rock & Roll.Faz também parte do  The Rock and Roll Hall of Fame’s 500 Songs . Foi composta por Pete Townshend em 1965, em homenagem aos jovens rebeldes ingleses chamados  Mods, e que expressavam seus sentimentontos de que os mais velhos não os compreendiam. Eu acho que ela é uma precursora do punk, vocês não acham ?


4. Hey Joe – Jimmy Hendrix

Posso dizer que foi como o blues me alcançou em cheio pela primeira vez.


Hey Joe” é uma canção popular americana dos anos  1960s, que se tornou um standard do rock  com várias gravações desde a primeira.”Hey Joe” conta a história de um homem que está pretendendo fugir para o México, após ter matado sua esposa.A primeira versão foi gravada por uma banda pequena de LA 1965 s, The Leaves; the band then re-recorded the track e lançada em 1966 . A versão mais conhecida é a de  The Jimi Hendrix Experience de  1966 no seu single de estreia.

3. Sabbath Bloody Sabbath – Black Sabbath

Não haveria Heavy Metal sem o Black Sabbath ?

Sabbath Bloody Sabbath” é uma canção heavy metal do Black Sabbath. O  riff  principal foi tido como  “o riff que salvou od Black Sabbath” porque Tony Iommi estava sofrendo um bloqueio criativo naquela época.

 

2. Going to California -Led Zeppelin

A união entre a melodia, a bela voz de de Robert Plant e a guitarra de Jimmy Page …

1. Sunday, Bloody Sunday – U2

Pelo menos uma da década de 80. Com a tradução para a gente entender a importância da banda naquele momento.

Ok , eu sei que ficou faltando um monte de coisa boa, mas é só uma homenagem ao dia do rock. Faça sua própria lista e mande pra nós.

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Dia Mundial do Rock

A Vitrola não podia deixar passar em branco O Dia Mundial do Rock – 13 de Julho . Mas porque 13 de Julho ?

Em 13 de julho de 1985, Bob Geldof organizou o Live Aid, um show simultâneo em Londres na Inglaterra e na Filadélfia nos Estados Unidos. O objetivo principal era o fim da fome na Etiópia e contou com a presença de artistas como The Who, Status Quo, Led Zeppelin, Dire Straits, Madonna, Queen, Joan Baez, David Bowie, BB King, Mick Jagger, Sting, Scorpions, U2, Paul McCartney, Phil Collins (que tocou nos dois lugares), Eric Clapton e Black Sabbath.

Foi transmitido ao vivo pela BBC para diversos países e abriu os olhos do mundo para a miséria no continente africano. 20 anos depois, em 2005, Bob Geldof organizou o Live 8 como uma nova edição, com estrutura maior e shows em mais países com o objetivo de pressionar os líderes do G8 para perdoar a dívida externa dos países mais pobres erradicar a miséria do mundo.

Desde então, o dia 13 de julho passou a ser conhecido como Dia Mundial do Rock.

5 momentos do Live Aid 1985:

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