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Crítica: Silva canta Marisa Monte – Teatro Bradesco BH – 07/04/17

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Cotação ****

Tive a impressão de assistir ontem ao nascimento definitivo de uma nova estrela pop da música brasileira. Não que Silva não fosse conhecido, ou  que lhe faltasse talento, mas com o atual show ele se torna definitivamente uma referência pop dentro da MPB. A proposta era arriscada, partir de clássicos gravados por Marisa, talvez a maior cantora brasileira da atualidade e lhes dar uma nova roupagem.

Com este propósito, Silva caprichou nos arranjos – largamente baseados nos teclados tocados por Silva, que conseguiram fazer as canções ficarem ainda mais pop, afastando-se um pouco do samba e aproximando-se do rock e da música eletrônica,mas com o mérito de não desfigurar as músicas e foi além do cancioneiro autoral da artista.

O Show abriu com  uma bela versão de Chuva no brejo (Moraes Moreira, 1975), música que Marisa registrou no CD e DVD Barulhinho bom (1996). Seguiram-se boas as versões de Ainda lembro (Marisa Monte e Nando Reis, 1991) , Tema de amor (Carlinhos Brown e Marisa Monte, 2000), Na estrada (Carlinhos Brown, Nando Reis e Marisa Monte, 1994), O bonde do dom (Arnaldo Antunes, Carlinhos Brown e Marisa Monte, 2006), Universo ao meu redor (2006), Eu sei (Na mira) (Marisa Monte, 1991) e a desejada Beija eu (Marisa Monte, Arnaldo Antunes e Arto Lindsay, 1991).

Não só de músicas de Marisa constou o show, a versão da canção De noite na cama (Caetano Veloso, 1971) foi memorável. No mesmo bloco tivemos Sonhos (Peninha, 1977), que me fez lembrar Caetano Veloso e  O que me importa (Cury, 1971), uma bela canção romântica  lançada por Adriana e  popularizada por Tim Maia em gravação de 1972. Silva apresentou ainda versões  para Acontecimento (Hyldon, 1975), Eu sou o caso deles (Moraes Moreira e Luiz Galvão, 1972) e O mistério do planeta (Moraes Moreira e Luiz Galvão, 1974).

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Enfim um belo show, para uma estrela que nasce abençoado por uma madrinha de peso, a própria Marisa, que não se cansa de elogiar o seu “afilhado’.

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Crítica: Rodrigo Santos e Andy Summers – Teatro Bradesco – Belo Horizonte – 12/08/15

Cotação ****

Quem não foi perdeu, e, infelizmente, o Teatro Bradesco estava com apenas cerca de 50% da sua capacidade. O show reuniu Andy Summers (ex-The Police), considerado um dos maiores guitarrista do mundo e Rodrigo Santos, ex-baixista do Barão Vermelho. Andy, tem uma relação muito forte com a musica brasileira, já gravou com Victor Biglione, Roberto Menescal e Fernanda Takai. Neste show ele se apresentou com Rodrigo Santos, baixista do Barão Vermelho, que já tocou com grandes nomes do Rock Brasileiro, como: Kid Abelha, Lobão, João Penca e Miquinhos Amestrados entre outros.


Dueto amigável: Andy Summers e Rodrigo Santos Foto: Divulgação

O show  começou com o power trio Rodrigo, Fernando Magalhães e ex-baterista do Kid Abelha,Kadu Menezes, tocando músicas do repertório do Barão Vermelho, com Rodrigo dando um show de carisma e competência. A seguir foi a vez de Andy Summers substituir Fernando na guitarra e desfilar um rosário de sucessos do The Police, músicas como: Roxanne, Message in a Bottle, Sincronicity, So Lonely, Every Little Thing She Does is Magic, entre outras, cantadas e tocadas com total competência pelo poderoso trio. Destaque para a surpresa que foi a competência e o carisma de Rodrigo Santos, sem dúvida um dos maiores nomes do rock brasileiro atual.

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Show: St. Vincent – Chevrolet Hall – Belo Horizonte – 26/03/15

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Cotação ****

No mesmo dia do show de Robert Plant, aqui em BH, tivemos, abrindo a noite, a nova musa indie, Annie Clark, que fez um show irretocável, que conquistou a plateia de cerca de 2500 pessoas que tiveram a boa ideia de chegar mais cedo. O conjunto de Anne é o St. Vincent, que tocou por  mais ou menos 40 minutos e mostrou algumas canções de seu quarto álbum de estúdio, homônimo, escolhido entre os  um dos melhores do ano passado, por vários órgãos especializados, inclusive a Vitrola dos Sousa.

Anne Clark, agora de cabelo escuro, faz com que seu conjunto soe como uma mistura de passado e presente. A receita do St. Vincent: coloque num liquidificador a voz doce, como a de Aimée Mann, ex- Till Tuesday, uma pitada de glitter e inspiração coreográfica de Joan Jett e Suzy Quatro e a guitarra agressiva e o rock engajado de Patti Smith . Bata tudo junto e escute por pelo menos uma hora em alto e bom tom.

Set List:

  • Bring Me Your Loves
  • Digital Witness
  • Cruel
  • Rattlesnake
  • Marrow
  • Cheerleader
  • Huey Newton
  • Regret
  • Birth in Reverse

Deixou um gostinho de quero mais. Abaixo a musa apresentando a abertura do show Bring Me Your Loves (em Buenos Aires ) e a belíssima Rattlesnake, em BH, ambas do seu último disco

Originalmente publicado em: Sousa’s Blues Blog’n’Roll

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Crítica Show: Circuito ViJazz & Blues 2014 com Marcus Miller – SESC Palladium 05/08/14

COTAÇÃO ***** e uma casquinha

Tocou hoje em BH , no Sesc Palladium, , um dos baixistas e compositores mais renomados do jazz na atualidade, o americano Marcus Miller, acompanhado de sua banda. Marcus Miller é natural do Brooklyn, da cidade de Nova York, e foi agraciado com o Grammy duas vezes. O repertório do show foi largamente baseado no álbum  Renaissance. Miller conquistou a plateia logo de cara com a balançada Detroit, em que pode mostrar porque é tido como um dos maiores baixistas da atualidade. Seguiram-se outros grandes momentos como Redemption, Revelation e a belíssima Gorée (Go-ray), composta sob inspiração de uma viagem de Miller à África. Destaque especial também para a excelente banda de Miller: Alex Han – saxofone, Adam Agati – guitarra, Brett Williams – teclados, Lee Hogans – trompete e o incrível Louis Cato – na bateria e percussão. Enfim uma aula de jazz, rock, soul, blues e até R & B numa noite memorável. Uma pequena amostra abaixo:

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Crítica: Transmissor: Teatro Bradesco, Belo Horizonte : 09/05/14

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Cotação: ***1/2

Boas surpresas no show de lançamento do novo álbum do Transmissor “De lá não ando só”. A primeira boa surpresa, a banda ao vivo é melhor que gravada. Embora a equalização do som tenha deixado a desejar – a voz dos cantores soava um pouco embolada , as melodias agradáveis, as maravilhosas intervenções da guitarra de Henrique Matheus e a bela voz de Leonardo e Jeniffer a compensaram amplamente. Impossível não se empolgar com a levada da banda, que esbanjou maturidade. Impossível também não considerar que hoje  o Transmissor seja o mais legítimo herdeiro do legado deixado pelos Hermanos. Como diria o comercial de cerveja, provavelmente a melhor banda de rock do cenário musical brasileiro de hoje. As novas canções estão mais pesadas, no sentido musical, mais rock que balada, mas continuam agradavelmente suaves. “De Lá Não Ando Só “é um álbum especial dentro do cenário musical brasileiro, merece ser ouvido muitas vezes e o show só fez valorizar as belíssimas “Casa Branca”, “Queima o Sol”,”25 horas por Dia”e “Todos vocês” entre outras. Destaque também para sucessos já conhecidos do público, como “Só se for Domingo” e “Primeiro de Agosto”, além do belo cover para a antológica “Nada será como antes”, como que para marcar a sua forte ligação com as raizes da boa música mineira.Porque 3 e 1/2 ? Só por causa da equalização.

 

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Crítica: Shows Marcos Souza, Gladson Braga e Sigrún K. Jónsdóttir – Café com Letras Liberdade – 05/05/14

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Foi muito bom o show no Café com Letras, localizado no Espaço Cultural do Banco do Brasil na Praça da Liberdade, em Belo Horizonte, nesta segunda-feira, dia, 5 à noite. Apresentaram-se o pianista e compositor Marcos Souza, filho de Chico Mário e sobrinho de Betinho e Henfil, acompanhado do excelente percusionista Gladson Braga e de uma inusitada convidada internacional, a islandesa Sigrún K. Jónsdóttir.Sigrún começou os estudos de violino e posteriormente piano e trombone. Formada em música clássica na escola de música de Hafnarfjörður e jazz no rhythmic institute of FÍH, em Reykjavík, em 2013 graduou-se em música do mundo, especializada em música latina na Universidade de Artes de Rotterdam, Codarts. Em Rotterdam, conheceu o músico brasileiro Marcos Souza, que participou de um show na mesma universidade. Além de uma paixão por fazer arranjos e dar aulas, tem atuado com diversos artistas como Gerardo Rosales, Björk Guðmundsdóttir, Izaline Calister, Lilian Viera, entre outros.

O repertório foi composto basicamente de musicas do compositor Chico Mário, pai de Marcos. A obra de Chico é extremamente brasileira e variada, composta por choros, baiões, valsas, e uma infinidade de ritmos. Foi interessante notar como os arranjos foram bem executados, de modo que, a obra de Chico, quase toda escrita para violão, pudesse ser executada e valorizada por um belo piano, tocado por Marcos e lindos solos de trombone e violino de Sigúr, embalados por uma rica e delicada percussão de Gladson. Destaques para temas políticos como Guerra de Canudos, a belíssima Las Locas, em homenagem às mães da Plaza de Mayo, para os belos choros e para os improvisos. Enfim uma noite quase perfeita, só incomodada  pelo ruído de fundo de alguns frequentadores mais interessados em curtir seu celular do que a ouvir uma boa música. E resta uma pergunta, porque conhecemos tão pouco a extraordinária obra deste músico brasileiro ? Que venham outras oportunidades.

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Crítica: Ian Anderson – Palácio das Artes – Belo Horizonte 15/03/13

Cotação: *****

O Palácio das Artes esteve lotado na noite de sexta dia 15/03/13. O motivo era a presença do líder do Jethro Tull, mais uma vez entre nós em Belo Horizonte, para apresentar o repertório de seu álbum Thick As A Brick lançado pelo Jethro Tull em 1972. Numa primeira parte que durou cerca de uma hora, Ian Anderson encantou a todos , ou melhor nos hipnotizou a todos ,com uma performance perfeita. Sua voz ainda é a mesma, assim como a vitalidade e a presença de palco. Parece que o tempo não passou para ele. Cabe ressaltar a excelente banda de apoio, que não deixou que sentissemos a falta do restante do Jethro Tull. Composta do ator e excelente vocalista inglês Ryan O´Donnell que representou muito bem a figura central do disco, Gerald Bostock. Impressiona o timbre de voz de  O´Donnell e a sua perfeita sintonia vocal com Anderson. Além dele , um excelente guitarrista , o alemão Florian Opahle, o veterano John Ohara nos teclados,  um baterista competente Scott Hammond , e David Goodier (baixo).
 
 
 
 
Após um intervalo de 15 minutos (ou um pouco mais) , a segunda parte da apresentação veio também com a execução na íntegra de Thick As A Brick 2 que maravilhou todos os presentes. Mais uma vez, a estória gira em torno de Bostock só que 40 anos depois.Após a bela execução de TAB2, a banda retorna ao palco para um único e essencial bis da excelente música Locomotive Breath que fez o teatro ir abaixo! O público de pé acompanhou em coro a letra juntamente com Anderson que se encontrava visivelmente satisfeito pelo belíssimo show que ele e sua banda acabara de fazer. Só posso dizer, que é sensacional a ideia de apresentar ao vivo discos icônicos como Thick As A Brick, e emocionante ver como eles resistiram ao tempo. Um show fantástico e inesquecível.

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